Coletivo Sem Papas

30, Novembro 2006

Emboscada no GameSpot

Arquivado em: Digital, Emboscada, Vacilaram! — Daniel Sollero @ 9:19 pm

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Fantástica a emboscada feita pela Microsoft (e seu Xbox) na página dedicada ao Playstation3 no Gamespot, o site que é a CNN do mundo de videogames.
Atitude ousada, oportunismo da Microsoft e uma lição para o pessoal da Sony.

Não sei como deixaram isso mas, se o espaço está lá e está a venda, qualquer um pode comprar. Papada de mosca da Sony que agora tem que passar por esse papelão.
Para entender as categorias do post Vacilaram! vai para Sony, Digital para o ambiente e inaugurando uma nova categoria: Emboscada que aqui vai para a Microsoft.

29, Novembro 2006

Porque blogar? executivos que blogam explicam

Arquivado em: Dica de Leitura, Digital, Tendência — Daniel Sollero @ 11:53 am

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Eric Kintz é um blogueiro. Só que ele também é VP global de marketing da HP. Numa iniciativa no mínimo interessante, ele se juntou a outros executivos blogueiros e fez um post sobre a importância dos blogs. O nome é 6 degrees of perspective. Why blogging matters. Olha só o time e os temas abordados:

#1 - RP e Blogs – Uma história de amor ou coexistência pacífica - Dan Greenfield - VP Corporate Communications - EarthLink – blog: Bernaisesource
#2 – Blogs e os “novos influenciadores” - Eric Kintz – VP Global Marketing Strategy - Hewlett-Packard – blog: Marketing Excellence
#3 – O papel dos blogs no mutável mundo da publicidade - Will Waugh – Senior Director, Communications - ANA – blog: Marketing Maestros
#4 – O papel dos blogs como parte de uma estrategia web integrada - David Churbuck - VP Global Web Marketing - Lenovo – blog: Churbuck
#5 – Harmonia nos pontos de contato da conversação - Peter Blackshaw - CMO - Nielsen Buzz Metrics – blog: Consumer Generated Media
#6 - Criatividade, inovação + Blog - David Armano - Creative VP - Digitas – blog: Logic + Emotion

A minha tradução dos temas está bem capenga (principalmente no item 5) mas esse post é leitura obrigatória para quem quiser entender não só o que são os blogs, seu potencial e como podem contribuir como mais um ponto de relacionamento com os clientes.

Cop Marketing

Arquivado em: Sem Categoria — Pitchu @ 9:12 am

Outubro de 2006. A atenção do mundo volta-se para a cidade de São Paulo. Fernando Alonso é campeão e Felipe Massa sobe no topo do podium, enquanto “Shummy” se aposenta. 

Cenário perfeito para ações de guerrilha brilhantes como o carro da Red Bull sacolejando pela 23 de maio a 200 Km/h. Ouvi dizer que teve “marronzinho” do CET vendendo folhas de “multas” ao RBR como recordação. 

Tudo lindo maravilhoso, bem organizado, ruas balizadas, filminho no YouTube, imprensa convidada, PR Stunt de gente grande. 

Até que, não mais que de repente, toda a imprensa volta-se para uma ocorrência muito mais “diabólica”, muito mais “bandida”, muito mais “bad boys, bad boys, what you gonna do”. 

Um grupo de 5 Lamborghinis Gallardo e Murcielago sai em fila do Salão do Automóvel de São Paulo, escoltadas por helicópteros e viaturas da Polícia Federal (nosso FBI). 

O comboio de mais de 7 milhões de reais segue para um edifício da polícia seguido por dezenas de jornalistas com links ao vivo para a TV. 

Uma platéia empolgada recepcionou os 5 supercarros que entraram pelo portão acelerando a toda. A frota dos sonhos alinhou-se no pátio em vagas já reservadas, como se fosse uma manobra ensaiada. 

Quando as portas asa-de-gaivota se abriram, a platéia não resistiu. Aplaudiram com máximo entusiasmo. 

Os mais bem apessoados policiais foram designados para guiar as supermáquinas. Todos de camiseta preta justa, de óculos Ray-Ban e coldre peitorais munidos de pistolas Glock. 

Realmente, a fotografia ficou perfeita nos jornais e sites do mundo todo. Eram os Vin Diesel brasileiros fazendo justiça. 

O Salão do Automóvel de São Paulo mostrou a sua cara para o mundo. A casa italiana Lamborghini, reforçou sua posição “bad boy” e, a polícia federal, no melhor estilo “Charles Bronson”, mostrou para todos quem é que manda por aqui. 

A acusação para a apreensão? Não, não. Foi um engano. Os carros foram liberados em seguida. 

Na minha modesta opinião, essa “ação” destronou a “Red Bull” na luta pela atenção da mídia. 

Se é uma ação intencional ou não, nunca saberemos. E é justamente essa dúvida que cria a autenticidade fundamental para ações de guerrilha de grande impacto viral. 

Daí vem a “pergunta básica da guerrilha”. Não vou contar qual é. Apenas Marcelo Vial está autorizado a dizer. Perguntem para ele. 

Quem lembrar de outros cases de “Cop Marketing”, por favor comentem. 

Atrás do busão

Arquivado em: Mídia Exterior — James Scavone @ 7:54 am

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Faz algum tempo que estou observando a mídia busdoor - e não é porque sou paulista e estou, invariavelmente, preso em congestionamentos monstros atrás de ônibus e mais ônibus. É mais uma mídia absolutamente mal utilizada em São Paulo. Péssima direção de arte, textos banais, excesso de informação. Em resumo, absolutamente dispensável. Poderia fazer parte da paisagem urbana com mensagens provocantes e um bom design, mas servem apenas como veículo (trocadalho!) de marcas sem expressão e sem relevância. Um exemplo que está nas ruas e que teima em me contradizer é o dos colírios Moura Brasil. Não consegui uma foto - prometo tentar colocar aqui uma imagem -, mas a campanha apresenta uma ilustração com dois olhos gigantes que ficam encarando você. Um deles, o da esquerda, está sempre sujo de poeira ou algo do gênero e o da direita está limpinho, curado pelo colírio. Bacana. Me lembram um pouco aqueles olhos de templos budistas que às vezes decoram também os ônibus no Nepal e na Índia.

Para terminar, um comentário sobre a foto acima. Um exemplo sensacional de busdoor com metalinguagem. Só quando os ônibus estão lado a lado é possível entender a mensagem. Este veio da Australia e eu encontrei, por vias tortas, partindo do site de uma amiga chamdo Linkaqui.

27, Novembro 2006

Frango frito na Lua

Arquivado em: Bizarro, Buzz, Viral On Line — James Scavone @ 11:14 pm

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Depois de rolar a notícia de que a rede de frango frito KFC tinha produzido um logo capaz de ser avistado da Lua, uma outra - ainda melhor - começa a circular. O rosto do Coronel Sanders, uma espécie de Ronald McDonald dos caras, estaria sendo projetado por um laser gigante na superfície da Lua. Mais especificamente na cratera de Copérnico. Parece coisa do Dr. Evil, mas é só mais um boato envolvendo marcas mundiais. Daqueles que a gente nunca vai saber se foi criado por vias oficiais ou não.

Encontrei esta bizarrice num site chamado Franworst. O texto diz que o presidente da rede KFC, Gregg Dedrick, teria autorizado a construção do logo gigante no meio do deserto sob o efeito de ao menos 6 das 11 ervas secretas presentes na receita do seu famoso frango frito. E que só depois percebeu que mais lógico do que possuir um logotipo virado para improváveis extraterrestres seria ter um logotipo virado para 6 bilhões de terrestres famintos.

Mais alguns anos de notícias falsas como essa e teremos produzido uma raça de consumidores supercéticos, imunes a qualquer tentativa viral.

A corporação

Arquivado em: Buzz, Digital, Tecnologia, Tendência — Daniel Sollero @ 7:11 pm

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O filme The Corporation, vencedor de diversos prêmios internacionais, parte do pressuposto de que nos EUA, segundo a lei, uma empresa pode ser considerada um indivíduo. Se uma empresa pode ser uma pessoa, que tipo de pessoa ela seria?

O filme já está disponível nas lojas e locadoras no Brasil. No exterior, acabou de ser lançada uma edição especial dupla com 8 horas de extras. E ainda tem mais, os produtores fizeram uma versão atualizada e a disponibilizaram para download nas redes de P2P do Bit Torrent. Eles não são os primeiros a fazerem isso, mas acho que é o primeiro filme premiado a ser atualizado e ter uma versão apenas para download. A intenção é literalmente Spread The Word e arrecadar fundos.

Desde que eles lançaram o a versão download em agosto, conseguiram arrecadar pouco mais de US$600 em doações de quem baixou o filme. A versão atualizada tem uma entrevista 40 minutos com o autor do livro e roteirista do filme, Joel Bakan. Um dos produtores/diretores do filme, Mark Achbar, deixou seu computador pessoal para alimentar os downloads. A opinião dele sobre usar as redes P2P para o filme foi a seguinte:

Meu único arrependimento foi não ter colocado o filme nas redes de torrents antes

Por causa dos contratos de distribuição dos grandes estúdios, essa possibilidade não é para todo mundo, mas é ótimo ver isso acontecer e dar resultado não tanto financeiro mas de divulgação e acesso ao filme. O próximo passo tanto dos grandes estúdios quanto do mercado de publicidade, provavelmente vai ser começar a gerar o Buzz usando as redes de BitTorrent. Não duvido que já tenha alguém pensando em como fazer isso. Como os blogs já estão se tornando mainstream, o próximo passo pode ser isso mesmo. Infelizmente, o interesse por filmes de grandes estúdios é infinitamente maior do que de filmes independentes.

O social segundo a Microsoft - pt2

Arquivado em: Tecnologia — Daniel Sollero @ 7:04 pm

Como eu havia comentado aqui, era questão de tempo para começarem a quebrar as restrições (DRM) das funções sociais do Zune.

Saiu uma nota no Gizmodo que fala literalmente que basta renomear os arquivos .mp3 para .jpg e transmitir a pasta que os contém e não os arquivos sozinho, renomear novamente no computador e pronto. Isso funciona porque o Zune nãoestá programado para ler o DRM em arquivos de imagem
A polêmica toda veio a tona em uma matéria da Wired. Aparentemente, as pessoas que têm músicas que usam os termos do Creative Commons se sentiram lesados por não poderem divulgar suas músicas pelo Zune e essa restrição ir contra o Creative Commons.
A Microsoft diz que os arquivos que não tem DRM originalmente, quando forem transferidos não terão essa característica alterada e poderão ser reproduzidos normalmente e sem o limite de 3 dias.

Embora essal imitação de 3 dias tenha agradado às gravadoras, passou longe das graças de quem é a favor do compartilhamento de arquivos. A briga continua e cada vez com mais gente.

A ironia? A Microsoft é uma dos parceiros que apoiam e sustentam o Creative Commons.

Medo do escuro

Arquivado em: Mídia Exterior — James Scavone @ 3:08 pm

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Hoje à noite, Roberto Valente Filho, presidente da Central de Outdoor, promete um apagão da mídia exterior como forma de protesto. Sabe-se lá que tipo de monstros estarão escondidos debaixo das camas e dentro dos armários da cidade de São Paulo. Este blog estará atento ao efeito do blecaute midiático.

* A capa da Life mostra uma foto do famoso blecaute que rolou em Nova York em 1965.

JPG, a revista colaborativa dos fotógrafos

Arquivado em: Dica de Leitura, Fotografia — Daniel Sollero @ 7:17 am

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Essa semana eu vi alguma notícia falando que a editora Abril vai lançar uma revista feita pelos leitores. Uma revista colaborativa chamada Sou+Eu. A revista segue um modelo de remuneração pelo tamanho da matéria ou pela sessão.  A maior parte das matérias são, na verdade, depoimentos e não matérias mesmo. A revista é bem barata e honestamente, não entendi quem é o público alvo direito.

Mas isso não é importante. O que é importante  é que quando li sobre esse lançamento, lembrei de outra revista feita nesse modelo. O nome da revista é JPG e é focada em fotografia, com periodicidade bimestral e conteúdo totalmente feito por fotógrafos do mundo inteiro. Quando uma foto é publicada, o seu autor ganha $100 e uma assinatura da revista.

Os editores definem os temas de cada edição e os fotógrafos enviam as suas melhores fotos. Para tornar a brincadeira mais colaborativa, ainda há uma votação para definir as fotos que entram em cada edição. A revista também tem matérias interessantes para fotógrafos e, claro, diversas fotos fantásticas.

Para evitar fraudes na votação online, as fotos também são analisadas por um juri que dá a posição final de quem entra e quem não entra na revista. Claro que sendo mais votado, a certeza de que a sua foto será efetivamente vista por esse juri deve aumentar mas, independente disso, vale entrar no site apenas para ver as fotos que estão conocorrendo. Tanto para os temas abertos (os que vão compôr a revista) quanto para os que ainda não tem data  para entrar. Os temas são insólitos como Embrace the Blur, Intimate, Are you ready to Rock? e Loneliness e vale a pena conferir durante uma tarde de ócio. O problema é a vontade que dá de sair fotografando tudo que vê pela frente.

25, Novembro 2006

Você é a mídia. Logo, você tem poder.

Arquivado em: Tecnologia — Marcelo Vial @ 10:42 am

Saiu na Folha de S. Paulo deste sábado: “Ex-’Seinfeld’ tem explosão racista”.

A pessoa em questão é Michael Richards, ator que representava a personagem Kramer no extinto seriado Seinfeld.

Irritado com conversas paralelas durante uma apresentação em Los Angeles, o ator perdeu o controle e partiu para um ataque verbal contra um rapaz na platéia. Mandou uns palavrões aqui e ali, mas estourou de vez quando fez uso da expressão ‘nigger’ (forma extremamente preconceituosa para se referir a uma pessoa negra nos EUA) e lembrou atos da KKK de 50 anos atrás. Uma catástrofe.

Como sabemos disso? Algumas pessoas da platéia sacaram seus celulares no início da confusão e registraram a cena, que caiu no You Tube e chegou a grande mídia americana (e internacional).

É incrível como o poder da mídia está descentralizado. (mais…)

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