
The Alchemists. Esse é um filme sobre publicidade e propaganda. Esse provavelmente será considerado um filme fundamental e deverá ser assistido por todos. De estudantes aos diretores de empresa. Do motoboy ao diretor de arte.
Filme de Doug Pray, o mesmo diretor de Hype!, sobre a cena musical de Seattle nos anos 90 (me recuso a escrever filme sobre grunge), The alchemists pode ser definido em apenas uma frase usada na divulgação do filme:
5 people who hated the world so much…they changed yours
Quem são os 5?
- Lee Clow - campanha 1984 da Apple
- George Lois - campanha I Want My MTV
- Phyllis K. Robinson - ME generation
- Hal Riney - campanha de re-eleição de Ronald Reagan
- Dan Wieden - Just Do it da Nike
Assista o trailer agora. Você sabe, fim de ano, ninguém quer fazer mais nada e assistir esse trailer vai te dar mais assunto do que ficar 2 horas procurando videos no You Tube e ainda dá para fugir da desculpa clássica:
Estou procurando referência para ações daquele cliente…
Um dos mais bem sucedidos marketing stunts do mundo é o robô da Honda, o Asimo. Faz tempo que a gente acompanha sua evolução. Volta e meia está lá ele a provar que num futuro próximo os robôs estarão andando por aí, realizando tarefas domésticas, indo ao banco ou ao dentista por você. E a marca Honda está sempre colada às peripécias do Asimo. A assinatura “The Power of Dreams” quase que funciona melhor para o robô que para seus carros. Mas o que acontece quando o Asimo comete um erro humano? Quando olha para o lado ao subir um degrau e rola escada abaixo? Deu pena ver o Asimo naquela situação. Ele é quase um membro da nossa família, parte do inconsciente coletivo e coisa e tal. Não deixa de ser divertido ver a japonesada correndo para colocar uns tapumes pretos em volta do robô, que fica caido no chão mexendo as perninhas como um besouro capotado. Quando a marca Honda é apagada do cenário, o desastre de marketing em tempos de YouTube já se tornou inevitável.
Info via blog do Tiago Doria.
Os nicks do Messenger revelam muita coisa, de fatos históricos até a personalidade da pessoa. Hoje, por exemplo, tem: “Luto esportivo” (referente à vitória do Inter), “Encosto de Chacrete”, “Pri…cisando de férias”, “F***** e mal pago”. Deve ser por isso que algumas empresas proíbem seus funcionários de usarem nicks diferentes. Isso sem contar a imagem que é possível colocar lá.
Se eu fosse estudante de psicologia, faria tranquilamente um TCC sobre nicks. 10 garantido.
Uma das coisas bacanas em um coletivo é abrir as páginas do blog para os amigos escreverem suas idéias. Eu recebi o texto abaixo do Renato e achei bastante pertinente para o grupo. Fala de tecnologia, sensações, logística e outras coisas. Eu recomendo a leitura e a exploração.
Já se dizia entre rodas de psicólogos, intelectuais e estudiosos do comportamento humano que a janela de oportunidade esta diretamente ligada às experiências vividas nos primeiros anos de nossas vidas.
Outro dia mesmo realizei uma auto hipnose regressiva quando comprei para o meu filho recém nascido o CD remasterizado do Vila Sézamo. Percebi instantaneamente que eu sabia quase todas as músicas de cor apesar de não ter ouvido sequer um de seus acordes por pelo menos 25 anos.
Mais do que lembrar das músicas, fiz uma viagem no tempo em sensações lembranças, cheiros e paladares que eu não sabia que ainda existiam, mas que de alguma forma estavam no meu HD há muito tempo armazenadas.
Por falar em HD, eis que surge a web como passaporte para nossas viagens e lembranças. Se ainda não conhece, veja o site Pandora e descubra como seu genoma musical foi e continua a ser formado.
Veja também o Musicovery, uma web radio em que você navega além do gênero musical ou artista e sim por sensações e sinapses. É uma verdadeira aula de supply chain e cadeia de valor para qualquer profissional de logística e afins.
Não sei se meu filho vai ser capa da Logística Moderna ou da Rolling Stone, mas com certeza vai chegar um dia em que ele vai querer lembrar das músicas e sensações de sua infância. Onde será que ele vai navegar para resgatar essas sensações? Bom… O futuro a ele pertence.
Excelente colaboração Renato! O Coletivo agradece.
[video]http://www.youtube.com/watch?v=qjWF_gbSqLY[/video]Um redator e amigo acabou de me mandar uma paródia do filme “As árveres somos nozes”, grande sucesso do YouTube. Usa o consagrado e peculiar estilo de leitura para divulgar o lançamento da BorghiErh Lowe. A criação é do Denis Gaddini e do Rodrigo Martins. Ficou bem bacana.
[video]http://www.youtube.com/watch?v=B8H29jU8Wrs[/video]
Os vídeos Will it Blend? são um case de buzz e atitude online. Ao colocar no ar videos com o seu liquidificador destruindo várias coisas, eles acabaram tendo uma exposição fantástica com custo bem baixo.
No vídeo acima eles simplesmente destroem um iPod. Nos vídeos publicados no YouTube, tem de tudo, tacos de golf, canetas e por aí vai.
O que poderia ser algo arriscado e que poderia gerar uma revolta como as contra a série Jackass, acabou dando certo online e eles estão colhendo os frutos dessa ousadia.
Na entrevista concedida ao blog Strategic Public Relations, o gerente de marketing da empresa responde exatamente sobre a experiência e o sucesso.
SPR: What are your metrics for the campaign? Are you meeting them?
Yes – we track new traffic, unique visitors, web references, media
placements, news paper, magazine and television placements. Our results
eclipsed our expectations, both in impact, volume and timeframe. The
return for the $50 that we spent to produce the first round of videos
is staggering. We literally have built a brand for our home products
SPR: Have you seen a direct correlation between interest in the campaign and sales?
Willitblend.com as well as Blendtec.com are getting an unprecedented
level of internet traffic. Even though this is a branding campaign used
to drive top of mind awareness, we have already seeing strong sales
growth in the fourth quarter for Total Blenders.


Incomodam este blogueiro os anúncios acima. Não que não sejam bons. Não que não tenham títulos divertidos. Incomodam justamente porque são bons e tem bons títulos e bom design e etc. Sei que não é um fenômeno recente, mas são os pequenos anunciantes que têm conseguido sair com páginas duplas dignas por aí.
Quando a gente vai lá na seção NOVOS do CCSP, na maioria das vezes as novidades que brilham vêm dos nanicos. Enquanto a Antarctica tem a duvidosa BOA e sua madrinha, Juliana Paes, e a Brahma tenta sem muito charme se posicionar como uma cerveja global, a Devassa sai com um layout gostoso de ver, que mais parece aqueles rabiscos que fazemos no papel da mesa do bar. Seus anúncios têm um ou outro trocadilho mais abusado, mas são, no geral, honestos. Imagino a felicidade da dupla quando o job cai na mesa (na mesa de gente graúda, diga-se).
Outras agências vão mais longe e saem em busca de anunciantes improváveis para poder soltar o braço. No tênis é assim que a gente fala quando quer jogar mais solto mas está com um adversário fraco, que não aguentaria uma bola forte no corredor. Você diz “tô precisando soltar o braço”. Na propaganda só dá para soltar o braço com os pequenos. É o inverso do tênis. Com o resto dos anunciantes, com aqueles que realmente pagam a conta, o braço está quase sempre engessado.
O anúncio do Salve Jorge, da recém-criada Santa Clara, está na lista dos anunciantes improváveis. Tem palavrão e tudo no título. Outro que está sempre lá com anúncios espetaculosos é a marca de botas Sete Léguas. Quem? Isso mesmo. Está sempre lá esbanjando criatividade, mas quem vai ver mesmo são os clicadores do CCSP - publicitários, estudantes e afins.
Analogicamente ao que Martin Luther King já disse, I have a dream. Sonho em ver campanha de anunciante grande usando braço solto. Errando mais. Trazendo mais coisas novas sob o sol. Desafiando o politicamente correto. Tentando se esquecer um pouco do Homer do William Bonner.
Não era pra ser, mas ficou com cara de resolução de ano-novo.
Última semana útil de dezembro dá nisso.

Não é bem o meu território - tem gente aqui neste blog mais capacitada para falar de games - mas descobri um efeito colateral do novo Wii da Nintendo. O mais bacana é que a descoberta veio a partir de um comentário de um leitor do CSP sobre o post do busdoor de algumas semanas atrás! Ele mora em Cingapura e me levou para uma área do Yahoo que comentava o tal efeito colateral.
Pessoas estão sentindo na pele a realidade virtual da nova maneira de jogar videogame da Nintendo (o link leva para uma página do Flickr com pessoas usando o controle do Wii). Durante um jogo de boliche o controle do Wii é arremessado e detona o monitor da TV, a mão de um jogador bate no ventilador de teto ao sacar na quadra central de Wimbledon e o vidro da janela fica em pedacinhos durante uma luta com algum alienígena. Estes e outros acidentes estão aqui no Wii have a problem. Diz que é um blog formado por ‘vítimas do Wii’. Tenho lá minhas dúvidas. Na parte de cima tem um disclaimer reforçando que não tem nada a ver com a Nintendo, mas é muito bem humorado, muito bem feito e muito politicamente correto para não ser uma coisa oficial fingindo ser não-oficial. Dê uma olhada. Tem até uma lista com o ranking de destruição: quantas TVs, lâmpadas, laptops e animais de estimação foram atingidos durante um inocente joguinho de videogame.
Ah, Daniel, na página do Yahoo games que menciona os tais problemas do Wii, também estava lá um (oportunista) anúncio do XBox. Vale conferir.
Esse final de semana me senti extremamente traída pelos estúdios Aardman. Vi o trailer de Por Água Abaixo e fiquei chocada. Um dos poucos grandes estúdios de animação do mundo que ainda utilizava a memorável técnica de stop-motion em seus filmes, se rendeu a era 3D. E ainda pior, ao invés de criarem um estilo novo de personagens, não, recriaram seu estilo clássico dos bonecos de massinha presentes em Fuga das Galinhas e Wallace and Gromit. Porém agora computadorizados. Perdeu a Mágica! Estou convencida de que a computação gráfica realmete dominou o cinema.
O que será do stop-motion agora? Será uma arte esquecida? E nós animadores de bonecos de massinha, seremos obrigados a digitalizar nossa obra? Me responda essa Nick Park.
Tomei conhecimento de uma ação de guerrilha muito bacana postada no Brainstorm#9: “TBWA vs. Saatchi & Saatchi”. Veja a ação inteira da TBWA abaixo:
[video]http://www.youtube.com/watch?v=EZp3rsxkxcI&eurl=[/video]
Daí eu fui ler os comentários sobre a ação que também estão no B#9: O Bruno escreveu “Bom, mas agressivo. No Brasil não pegaria”. O Água escreveu “pô eu achei legal! depois, lembrando que a fachada da agência onde eu trabalho também está em obras, achei que não é assim tããão engraçado. hehehe”. O Daniel R. escreveu “nossa, tá maluco! cadê a ética do negócio? perderam a noção…”.
Lembrando que a frase faz um trocadilho com a palavra “Recepção” e que tanto em NY quanto em Londres (há divergência quanto ao local da ação) NÃO é proibido colar cartazes em tapumes, eu penso: esta ação faltou com ética? O que caracteriza a falta de ética desta ação, exatamente? Por que tantas pessoas acham a ação “legal para os EUA e Inglaterra, mas não cairia bem aqui no Brasil”? Será efeito da síndrome do ‘tupiniquismo’? Será que somos tão provincianos assim, gente?
Reações como esta me remetem a uma cultura de ‘acertos políticos’, do tipo: “Eu sou grande e poderoso e você também é… então não vamos cutucar um ao outro (em público), ok?” E também me fazem pensar no movimento que a F/Nazca S&S (que coincidência!) vinha encabeçando para que fôssemos ‘mais leves’ com a interpretação das nossas campanhas, pois tudo estava sendo censurado pelo tal do ‘politicamente correto’.
E tem coisa mais chata do que ‘politicamente correto’? Oh coisa chata. Levemos a vida de maneira mais bem humoroda, vai!
Eu achei a ação divertida e extremamente criativa.