Coletivo Sem Papas

30, Janeiro 2007

Revistas em PDF

Arquivado em: Dica de Leitura — Daniel Sollero @ 10:50 am

Acho que isso é mais comum para os designers do que para o resto do mundo: Revistas em PDF. Designers ao invés de fazerem revistas com alto custo de impressão e arriscar um espaço nas bancas e livrarias, começaram a fazer revistas (geralmente colaborativas) em PDF e disponibiliza-las na internet para o download gratuito. Coisa simples e bacana.
Agora lançaram um site para mapear e listar as revistas em PDF do mundo todo. Para a minha surpresa, há várias revistas de comportamento e cultura usando essa mesma plataforma.

Vale acessar: http://www.pdf-mags.com

Eu já baixei a Kudos, a Arriba e a Bastard. Escolhas aleatórias mas interessantes. Gostei.

Quem roubou meus neurônios?

Arquivado em: Animação — Camila Battistetti @ 8:14 am

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Na Veja dessa semana, o Diogo Mainardi deu uma trégua aos politicos e resolveu meter o pau num dos meus ídolos – Joseph Barbera, dos estúdios Hanna-Barbera. Um dos criadores de dezenas de desenhos animados que fizeram parte da nossa geração. Ele culpou as animações por suas falhas intelectuais e cerebrais, apenas pelo fato dos cenários se repetirem e alguns personagens mexerem somente a cabeça. E ainda achou um absurdo que ninguem notava. Claro! Os roteiros são incríveis! Quem ia prestar atenção numa pedra que se repete no fundo do cenário?
Seguindo essa lógica, em South Park por exemplo, a simplicidade da animação não tira a genialidade da obra. Numa análise mais ousada, eu diria que South Park é um dos “filhos” de Hanna-Barbera.
Enfim, há muito tempo sabemos que o Mainardi tem graves problemas mentais. Só não precisava culpar os Flintstones por isso.

29, Janeiro 2007

A próxima revolução?

Arquivado em: Digital, Fotografia — James Scavone @ 9:07 am

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O título acima é muito banal quando se trata de internet. De quinze em quinze minutos alguém enxerga uma nova revolução na internet. Revolução normalmente seguida de milhões de dólares para um bando de moleques da Califórnia - quem não ficou com raiva do video colocado no You Tube com os próprios inventores do mesmo dando risada do valor obtido na sua venda?

Mas não dá para não chamar o Polar Rose de outra coisa.

Faz tempo que eu acho essa coisa de procurar imagens na internet meio capenga. Você até encontra o que quer, mas misturado com um monte de lixo visual, imagens tão distantes do que você está procurando quanto digitar Pelé buscando imagens do rei do futebol e encontrar uma clínica de dermatologia em Lisboa. Nós, da criação aqui da agência, até queriamos inventar o filtro “fora de brinca” para procurar imagens na Getty Images ou qualquer outro banco de imagens quando estamos com muita pressa. Bom, chegou Polar Rose (em versão beta ainda!).

Não me atrevo a entrar na parte técnica deste plug in - de repente o Daniel se atreve em um outro post - mas Polar Rose vai tornar as fotos buscáveis e reconhecíveis. As pessoas das fotos vão ganhar nomes, as paisagens vão ganhar endereço. Tudo que for identificável ganha uma sigela rosa vermelha na lapela. O reconhecimento de uma pessoa através de uma foto - que antes parecia coisa da CIA ou de programas de TV como CSI, chega agora ao grande público. Este extrato mostra bem o desafio que o pessoal do Polar Rose tem pela frente:

Recognizing people in photos is a great challenge because the computer must interpret the photos to extract information above a pure pixel-level, something we humans do easily every day. The main problems when working with general photos are changes in lighting and pose which have great effect on the appearance of a face in a photo.

O Brasil parece que já descobriu a novidade. E, como aconteceu com o Orkut, já é um dos maiores entusiastas do Polar Rose. Vamos ver se o Polar Rose está mais para Altavista ou para o Google.

Encontrei a dica no blog do Nelson.

27, Janeiro 2007

Nem precisava de redator para essa…

Arquivado em: Bizarro — Marcelo Vial @ 12:41 am

Red Stripe

Tem uns produtos que realmente nem precisam de texto para serem explicados. E a velha máxima vale como nunca: “uma imagem vale mais do que mil palavras”. Até aí tudo bem. Esquisito mesmo fica quando se coloca o óbvio como nome do produto!

É o caso da cerveja Red Stripe. Fala sério. Precisava ter o nome no rótulo?

Por ser da Jamaica, eu imagino até a cena na agência para criar o nome do produto:

diretor de arte: [io man, ai óredi crieited zi art. uat’s gonna bi di neime for dis bier?]

O cachimbo passa para o redator.

redator: [donou, mai man] *inspira e expira*. [it rés a réd straipe on it. uére did dét come from?] *pausa de 35 segundos para risos*

redator continua: [réd straipe, mai man. réd straipe is a gud neime…].

Fica aqui então inaugurada a categoria “óbvio-redundante”.

Se você conhece, já viu e se lembra de produtos ou serviços (ou até histórias) obviamente reduntantes, pode mandar pra cá que o coletivo publica.

Foto tirada por Peçanha ou Vanessa do Morfina (não deu pra saber ao certo, mas uma hora dessas a gente descobre qual deles realmente a tirou).

24, Janeiro 2007

o que a sinalização esconde

Arquivado em: Fotografia, Guerrilha, Mídia Exterior — Daniel Sollero @ 4:47 pm

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Com essa onda de Cidade Limpa, que já foi falado aqui algumas vezes pelo Marcelo e James, em que outdoors e até a própria sinalização da cidade acabam se tornando poluição visual e começam a incomodar a população. Cayetano Ferrer fez uma série de fotos em que ele exibe o que estamos perdendo com as placas de sinalização na nossa frente, colou os trechos nas placas e agora está vendendo as fotos. A idéia não é nova e tem a cara do pessoal Billboard Liberation Front mas é relevante e de repente ficaria interessante ter um quadro desses em casa.

Se quiser ainda dá para assistir o vídeo do cara em ação em NY. Resta saber se isso é verdade.

RP e a nova mídia

Arquivado em: Buzz, Dica de Leitura, Tendência — Daniel Sollero @ 10:46 am

Recentemente temos visto alguns casos envolvendo empresas de Relações Públicas e blogs falsos, ações que ferem o código de ética da WOMMA (Word Of Mouth Marketing Association). Mas por que isso tem acontecido? O que a maioria dos especialistas concorda é que estão utilizando as técnicas de approach da mídia tradicional na nova mídia. Só que as regras mudaram e agora todo mundo tem uma voz. Seja um blog, fotolog, vídeo no youtube ou comunidade no Orkut, essa voz hoje pode ser ouvida por muito mais gente. Blogs falsos, perfis falsos em comunidades e que não mostram que são efetivamente parte de uma campanha, com informações tendenciosas não são bem aceitas. A famosa técnica de terceiização (Third Party Technique) de RP, em que representantes/defensores do cliente são criados, é muito mais arriscada do que efetiva na nova mídia. As agências estão aprendendo do pior jeito mas chegam lá.

Quando falamos de campanhas virais, essas regras dependem de quão interessante o público irá achar. Se gostar, provavelmente não trará problemas para o anunciante, caso o contrário, deve-se ter uma estratégia de gerenciamento de crise pronta para entrar no ar imediatamente. E com o advento do vídeo em gadgets como iPod Vídeo e até celular, a tendência é que os virais saiam do mundo virtual e comecem a freqüentar o bolso de qualquer um e sejam apresentados em mesas de bar e etc. Mas até chegarmos nesse ponto, ainda existem muitas coisas a aprender e muitos devices a serem vendidos para que o alcance seja cada vez maior.

Chris Anderson, autor do livro Cauda Longa e editor da revista Wired, deu suas dicas para as agências de RP entenderem melhor a nova mídia. É algo como A cauda longa da mídia ou como fazer divulgação sem press-release. Vale a leitura.

22, Janeiro 2007

Cansado do hype do Second Life

Arquivado em: Digital — Daniel Sollero @ 11:50 am

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Todo mundo está lá ou planeja estar lá. Toda semana sai uma nota sobre o Second Life ou sobre alguma agência que inaugurou a sua sede no mundo virtual. Chega ao cúmulo de ter agência colocando o endereço no Second Life até no site. Teoricamente isso é bacana, cool. Mas já está enchendo um pouco.

Claro, tem gente que curte, que faz dinheiro real lá e até quem, como eu, entrou uma vez deu uma olhada, achou meio chato e saiu. É interessante para as agências oferecerem esse expertise e entendo todos os esforços mas não sei se é mais para afirmar que estão antenados (saiu em todas as revistas do mundo…antenado com o mainstream?) com as tendências e não por necessidade. Não soube ainda de um negócio que tenha sido fechado por conta da agência no Second Life mas é capaz de existir algum caso no mundo.

Felizmente, há mais pessoas que não estão gostando do hype do Second Life. É o caso da paródia Get a First Life . Bem feita, critica exatamente o maior apelo do jogo. As pessoas vão ao SL para buscar o que não fazem no mundo real.
Feito pelo mesmo cara que fez a paródia à Mac, o iCriptex.com. No seu blog pessoal, Darren Barefoot, explica os motivos desse projeto

20, Janeiro 2007

Spit Art

Arquivado em: Guerrilha, Viral On Line — Marcelo Vial @ 5:24 pm

Muito já se falou sobre pixação e grafite (obs: o James, este mesmo que escreve com a gente aqui e a quem confio entender bastante do assunto, diz que para os artistas roots, é tudo a mesma coisa) como formas de expressão urbanas, arte de rua etc. Aqui mesmo no Brasil já temos alguns artistas considerados hypados além da conta, como os Gêmeos, por exemplo.

E hoje em dia, desenvolver um projeto com eles já não é assim, vamos dizer, uma jogada arrojada.

Eu gosto bastante do traço desta cultura urbana. Nunca me liguei muito nas ferramentas utilizadas e tal. Mas hoje eu vi este vídeo e fiquei impressionado.

O traço é bem característico do estilo “arte de rua”. Mas é a ferramenta que este camarada utiliza que realmente me levou a (re)pensar os nossos dons individuais.

Assista o vídeo. E seja mais uma das quase 800 mil pessoas que já foram impacatadas por ele (até o dia de hoje).

Ah, tem mais uma coisa: curiosamente, alguém aparece dando umas 20 pratas pro cara ao final da performance. Por que será que isso foi gravado e posto na edição final?

Visto originalmente no One Inch Punch (blog do Floyd, um diretor de criação já mencionado por aqui) e originalmente postado no Boing Boing.

[video]http://youtube.com/watch?v=p2IoNygc-K0[/video]

Agora que você assistiu ao vídeo, visite o Boing Boing e veja quem é o principal patrocinador daquele que é considerado o maior blog do mundo. Eu te garanto, a ficha vai cair na hora…

É muito legal ver estas formas de comunicação diferenciadas sendo criadas de um jeito totalmente descomplicado. Quase singelo.

James, olha o braço solto aí de novo!

19, Janeiro 2007

Hamburguer e videogame.

Arquivado em: Sem Categoria — James Scavone @ 9:09 am

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Esqueça os bonequinhos inspirados nos filmes de animação ou bichos de pelúcia de personagens de histórias em quadrinhos. A rede Burger King apresenta a nova maneira de seduzir a criançada. Na compra de um de seus combos, a criança leva um advergame para X-Box. Com títulos como “Pocketbike Racer,” “Big Bumpin”‘ e “Sneak King”, os jogos são a nova febre americana. O mais bacana é que um dos personagens é o famoso Subservient Chicken de outra campanha memorável.

Golaço da Crispin Porter. Foram 2.6 milhões de cópias vendidas em 5 semanas - e isso coloca os jogos do Burger King entre os Top 10 da X-Box nos Estados Unidos. Quanto tempo para esta novidade chegar em Terra Brasilis?

18, Janeiro 2007

Para descontrair: piada de publicitário

Arquivado em: Sem Categoria — James Scavone @ 1:17 pm

P: Quantos diretores de arte são necessários para trocar uma lâmpada?
R: Não sei, o que você acha?

P: Quantos redatores são necessários para trocar uma lâmpada?
R: Vai trocar a lâmpada por que? Tá bom assim, deixa assim, o briefing não falou nada de não poder deixar a sala no escuro…

P: Quantos atendimentos são necessários para trocar uma lâmpada?
R: Deixa eu voltar para a agência, que eu te respondo.

P: Quantos tráfegos são necessários para trocar uma lâmpada?
R: Eu preciso de uma dupla, mas não tem nenhuma no momento. Não dá pra entrar com job assim, em cima da hora.

P: Quantos produtores gráficos são necessários para trocar uma lâmpada?
R: Ih, essa lâmpada não dá pra trocar. Vem lá da China, vai demorar uns dois meses pra chegar.

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