Quem roubou meus neurônios?

Na Veja dessa semana, o Diogo Mainardi deu uma trégua aos politicos e resolveu meter o pau num dos meus ídolos – Joseph Barbera, dos estúdios Hanna-Barbera. Um dos criadores de dezenas de desenhos animados que fizeram parte da nossa geração. Ele culpou as animações por suas falhas intelectuais e cerebrais, apenas pelo fato dos cenários se repetirem e alguns personagens mexerem somente a cabeça. E ainda achou um absurdo que ninguem notava. Claro! Os roteiros são incríveis! Quem ia prestar atenção numa pedra que se repete no fundo do cenário?
Seguindo essa lógica, em South Park por exemplo, a simplicidade da animação não tira a genialidade da obra. Numa análise mais ousada, eu diria que South Park é um dos “filhos” de Hanna-Barbera.
Enfim, há muito tempo sabemos que o Mainardi tem graves problemas mentais. Só não precisava culpar os Flintstones por isso.

Mainardi: You bastard!!!
Comentário de MaWá — 30, Janeiro 2007 @ 2:58 pm
Ontem eu li o artigo “Os cães de gravata” do Mainardi publicado na Veja, e surpreendi-me: efetivamente ser culto não traduz ser sábio. Definitivamente o Diogo é culto. Sábio, ele nunca será.
Sobra-lhe arrogância. “Cada um escolhe seu próprio inimigo. O meu morreu no mês passado, aos 95 anos. Era Joseph Barbera, um dos fundadores dos estúdios Hanna-Barbera.”. Nossa! Que tintas fortes e não são circunstânciais. A maioria dos artigos dele têm acentos contudentes gratuitos e fúteis. Eleger o Barbera como inimigo é demais, ainda depois que ele desfia o motivos Barbaridade! Ter barateado o custo da produção dos filmes é a única razão!
E daí? Continuei a leitura pois a cultura armazenada por este colunista deveria propiciar a análise dos enredos dos desenhos, o qual é o principal para o público que assitia - custos de produção, ou de qualquer outra coisa não é parâmetro infantil ou mesmo pelos pais dos infantos (caso haja controle familiar). E minha surpresa… nada escrito. As relações trabalistas, familiares, feministas dos Flintstones. A abordagem de trabalho em equipe e valores de companheirismo de Herculóides, Brasinhas, Shazam (para citar aos que eu assitia). A visão de invasão tecnológica na vida cotidiana dos The Jetsons, antecipando em 40 anos o mundo atual. Ou seja: basear a inimizade e ódio mortal devido a movimento de bonecos é o ápice da visão estreita!
Mais a frente Diego Mainardi justifica a visão estreita: “Muitas de minhas falhas intelectuais e de personalidade podem ser imputadas a eles. De nada adiantou ler Montaigne mais tarde. No deserto mental provocado por Frankenstein Júnior, pelos Irmãos Rocha e pela Formiga Atômica, Montaigne simplesmente não frutifica.”. Está aí! A rede neural do indivíduo é um kitnet de neurônios. E o pior: não se renova e nem reaprende caminhos como em todos os seres vivos providos de tal rede.
A obra depende da platéia. Para platéia surda, do que adianta efeitos sonoros? Para cegos, efeitos visuais são desnecessários. Produções de baixo custo nunca foram motivos para desmerecimento de trabalhos artísticos. Para dizer que uma obra não tem valor, outros parâmetros são considerados. Ainda bem! Parabéns a Hanna-Barbera pela obra!
Outro aspecto: uma obra é avaliada dentro do contexto de seu tempo. Razões de barateamento normalmente estão ligadas a crise mercadológica.
Comentário de Jussara — 1, Março 2007 @ 3:20 pm
adoro desenhos simples.
textos simples.
coisas simples.
tem gente que gosta de complicar só pra parecer mais inteligênte. Mas não percebe o quanto se torna ignorante.
beeijos.
xxx
Comentário de jesyka — 15, Março 2008 @ 7:28 pm