Coletivo Sem Papas

12, Fevereiro 2007

Bud Bucks

Arquivado em: Digital — Marcelo Vial @ 9:16 am

budbucks.jpg

Uma das coisas mais difíceis em comunicação é ligar a propaganda ao resultado de vendas (digo, mensuração). Mas o mundo vai girando e novas fronteiras vão se abrindo. E com isso as agências de interatvidade vão ganhando espaço nos orçamentos das empresas.

Para gerar relacionamento entre a marca e seus consumidores, sem deixar as vendas como “consequência de longo prazo”, a Budweiser acaba de lançar uma campanha on/off-line no Reino Unido: a Bud Bucks (em uma tradução livre: “Bud Prata”) - bebedores de Budweiser devem colecionar códigos distribuídos nas embalagens da cerveja e postá-los no site (isso pode ser feito por SMS também) para ganhar os seus “bucks”.

Com a grana na mão os visitantes podem comprar, apostar, jogar etc. No Bar Bud, por exemplo, você pode trocar de música (e com isso saber das tendências do mercado). Tudo para que você sinta o espírito da marca Budweiser.

No Arcade, ainda em construção, você poderá brincar os jogos da sua preferência. No Joey’s Yard Sale, tudo está à venda. E por aí vai.

Achei o projeto interessante, mas um pouco artificial - acho que a execução não foi tão boa quanto a criação. Queria poder acompanhar a divulgação mais de perto para ver se eles farão bem feito.

9, Fevereiro 2007

A briga é boa!

Arquivado em: Propaganda — Marcelo Vial @ 5:10 pm

camisa-alemanha-br3.JPG

Nike e Adidas disputam o mercado de material esportivo palmo a palmo. Vários milhões são gastos com ações de posicionamento, aumento de recall, geração de atitude, patrocínio, guerrilha, ativação etc. Tudo muito bem focado aos públcos de interesse, cada vez mais segmentados - um caso clássico foi a entrada da Nike no segmento de golfe há menos de 15 anos atrás - juntamente com o fenômeno Tiger Woods. No segmento de futebol a briga não é diferente.

A mais nova rodada desta batalha foi um movimento estratégico feito pela Nike: enquanto a Adidas está voltando o seu arsenal para os EUA (terra natal da Nike) - primeiro comprou a Reebok por U$3,8 bilhões e agora vem despejando investimentos altíssimos em patrocínios de times dos 4 esportes mais populares do país (Basquete, Futebol Americano, Hockey e Baseball), a Nike faz uma ofensiva em solo germânico oferecendo um valor 6X maior do que a Adidas já paga para estampar o swoosh no peito dos jogadores alemães a partir de 2011.

Galera estamos falando de mais de U$750 milhões por 8 anos de contrato. É muita grana!!!

Achei o movimento da Nike sensacional. Ela não patrocina outras seleções de futebol de ponta, além do Brasil (a Holanda não conta, pessoal!). Entrar no uniforme alemão seria uma forma de não concentrar todas as fichas no Brasil… Mas ela também pode estar flertando com a Confederação Alemã de Futebol apenas para que a Adidas tenha que cobrir a oferta e fique descapitalizada para a investir com toda a força nos EUA… mmm interessante…

Muita água vai rolar. E como sempre, vamos ficar de olho.

8, Fevereiro 2007

Conteúdo e brand experience

Arquivado em: Animação, Cinema, Product Placement — Daniel Sollero @ 10:10 am

[video]http://www.youtube.com/watch?v=_D2q0RBewZ4[/video]

Primeiro houve o BMW Films aquele show de filmes de ação estrelando o Clive Owen e os BMWs (e com vários artistas convidados: Madonna, James Brown entre outros) em que os diretores eram nomes de peso como Tony Scott, Alejandro “Babel/21gramas/Amores Brutos”Iñarritu (que ilustra esse post) e com orçamentos milionários. Agora a tendência volta a tona embora sem o mesmo impacto.

A Pirelli, que já tentou aquele primeiro curta que passava nos cinemas e tudo mas que não convencia ninguém, tenta mais uma vez com um filme de ação. Dessa vez com a Uma Thurman e que tem citações demais de Kill Bill, como dá para ver no trailer.

A Amazon fez uns filmes há alguns anos também e com o mesmo Tony Scott dirigindo um dos filmes e vários outros diretores e atores famosos. Como o negócio deles é entretenimento principalmente, acabou que foi uma ação simpática e, claro, todos os produtos que apareciam nos filmes, eram vendidos pela Amazon. Estratégia redonda.

A Toyota também fez a sua cópia do BMW films só que aumentou um pouco a pressão. Produziu um episódio da última temporada de 24 horas, a série estrelada por Kiefer Suterland. O episódio em questão é um pouco antes da temporada e é conhecido por aí como o episódio zero da sexta temporada. Não compromete a série e ainda dá um gostinho do que vem por aí para os fanáticos.

Agora é a vez da GE. Ao criar o slogan “Imagination at Work”, eles resolveram fazer alguns curtas para ilustrar o que a imaginação humana é capaz de criar. Dois deles são em animação (um em 3D e outro em 2D) e o terceiro é um vídeo mesmo e são um ótimo entretenimento. Divertidos, leves e realmente criativos.

Sem contar com o Hammer and Coop que com uma estética setentista e consegue manter a aura bacana do Mini. Quem achou que o filme Italian Job já bastava…

Como vocês podem perceber, todas as ações deste post remetem a brand experience. Embora sejam coisas muito mais emocionais do que realmente táteis, o vínculo com a marca é real e transformar seu produto em conteúdo parece ser uma tendência que veio para ficar. É o product placement ao extremo cujo objetivo é na verdade branding e não vendas. A relação com a marca é o que as empresas realmente desejam e querem manter. Os advogados da marca, aqueles maníacos que a defendem mesmo quando não têm razão. Alguém aí lembrou de Mac-maníacos? Pois é…
Como 99,9% dos filmes de hollywood tem a participação de alguma marca, o BrandChannel criou o Brand Cameo que lista todas as marcas que aparecem nos filmes e, para quem quiser, a participação nessa lista é aberta ao público.
E aí? quem é o próximo a contribuir?

7, Fevereiro 2007

Guerrilha no Rio. Viu isso, Vial?

Arquivado em: Guerrilha — James Scavone @ 11:47 am

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Este post vem da Nany, atendimento aqui da agência. Foi vítima de uma ação de guerrilha no Rio de Janeiro no último fim de semana. Fez o trabalho completo, mandou o texto, a foto e ainda provocou o Marcelo Vial (o cara da guerrilha por aqui) no título enviado:

Domingo 4.2.07. Posto 10. Calçadão de Ipanema. 38° na sombra.

Caminhando em busca de um lugar na sombra, encontro algumas promotoras (veja a foto), vestindo uma camiseta com o texto “Lava Pés”.

Essa ação foi desenvolvida pela Biruta Mídias Mirabolantes para a rádio carioca 98 FM, integrante do Sistema Globo de Rádio.

As promotoras caminham pelo Leblon, Ipanema e Copacabana usando mochilas adaptadas com mangueiras d’água, para limpar os pés dos banhistas nos calçadões, antes de voltarem para casa. E eu não pude deixar de experimentar a ação. Sim, sou eu na foto.

O projeto desenvolvido pela Biruta contempla também mais uma ação: um carro pipa adaptado com 6 chuveiros, que irá circular pelas principais praias cariocas refrescando os banhistas e também pelos maiores blocos de carnaval do Rio, para aliviar o calor dos foliões.

Pelo visto, a previsão do tempo para o verão carioca é de temperatura altíssima. E para o marketing de guerrilha no Rio, os termômetros também sobem.

6, Fevereiro 2007

GREENPEACE

Arquivado em: Propaganda — Marcelo Vial @ 2:07 pm

A marca acima chama muito a minha atenção. Basta eu bater o olho e pronto, já quero ver o que foi feito. Pode ser uma ação de guerrilha nas ruas, anúncio em revista, pronunciamento de alguém etc. Sei que será bem feito (ou no mínimo, terá atitude).

A intervenção abaixo foi feita na China para chamar atenção contra o uso de produtos que não são biodegradáveis. O ambiente para a comunicação, o metrô. Idéia simples e brilhante. A tradução seria algo assim: “Não é porque você não vê que não existe”. Detalhe: a peça é INTERATIVA!!!

Sensacional.

Greenpeace1

Greenpeace2

via OneInchPunch.

Não tem jeito: às vezes ajuda demais atrapalha

Arquivado em: Tecnologia, Vacilaram! — Marcelo Vial @ 1:48 pm

Se você já utiliza os programas da Microsoft, isso vai te interessar.

O vídeo abaixo faz parte de uma coleção de vídeos existentes no You Tube para ‘protestar’ (sic) contra o “clipzinho” de ajuda dos programas da Microsoft. Duvidas? Então vá ao You Tube e digite as tags “microsoft paperclip msn funny” e veja você mesmo.

O poder de um sentimento comum é forte demais: aquela ajudinha é realmente chata. E quando dispara a vontade de resposta… sai de baixo.

Será que a Microsoft não viu esta série de vídeos? Será que ela não pensa em mudar a imagem do clip que tenta ajudar, mas chateia todo mundo? Será que simplesmente desabilitar a ajuda automática resolvere tudo?

Sei não, mas acho que eles deveriam fazer alguma coisa.
[video]http://youtube.com/watch?v=qK35JXX-xLQ[/video]

OBS: Em tempo. Acabo de ser informado que a Microsoft “matou” o clipzinho para o novo pacote do Office. Que bom!!!

Pinky e Cérebro?

Arquivado em: Cinema, Tecnologia — Camila Battistetti @ 1:33 pm

jobs_gates.jpg

Recentemente vi o filme Pirates of the Silicon Valley, que conta como foram criadas a Apple e a Microsoft.

Supostamente baseado em fatos reais, o filme mostra o surgimento dos impérios de Steve Jobs e Bill Gates.

Não sei até onde vai a verdade, mas é interessante pra saber quem “roubou” as idéias de quem e quem criou o quê.

Porém, por essas fotos, podemos entender que a suposta briga dos gênios pode ser apenas fachada para aumentar a quantidade de fans e a fortuna dos ratos do silício. Estou achando que os caras são “brothers” e riem de nós no eterno conflito Mac vs PC.

Um deve ligar pro outro à noite e dizer:

pinkybrain.jpg

PS: Alguém arrisca um palpite de quem seria o Pinky?

William Wegman

Arquivado em: Fotografia — James Scavone @ 11:15 am

capa380.jpg   wegman-photo-005.jpg
Capas de Veja não raro apresentam um gosto bastante duvidoso. A capa do dia 24 de fevereiro é uma dessas que não gostamos de ver. Vem com um matéria fria, típica das Vejas de verão, sobre o amor entre cães e homens. Mas o que me chamou a atenção, além da feiúra, foi a foto escolhida: um weimaraner de salto alto. Lembrei na hora das fotos do fotögrafo americano William Wegman, que construiu sua carreira fotográfica fazendo ensaios com weimaraners. Um livro antológico apresenta a história da chapeuzinho vermelho em que todos os personagens são cachorros weimaraners.

Só achei estranho não conseguir encontrar uma referência ao fotógrafo William Wegman nas páginas desta Veja. Só mesmo o “AP” da Associated Press no cantinho. Será que é dele?

 

5, Fevereiro 2007

Vá de ovo pro trabalho

Arquivado em: Propaganda — James Scavone @ 7:00 pm

egg.jpg
Outro dia perguntei para a minha mãe sobre a campanha publicitária que ela mais gostava, a melhor de todos os tempos. É sempre bom ouvir gente de fora porque publicitário que é publicitário sabe ser bem umbilical. Pensei que fosse ouvir alguma marca famosa, uma Nike, Coca-Cola ou Volkswagen. Na verdade, sendo ela irlandesa, esperava mesmo ouvir que a sua campanha preferida era alguma criação da cerveja Guinness – quem sabe até a mais recente e premiada noituloveR.

Não é que a sua campanha número 1 era completamente desconhecida por mim?

“Go to work on an egg” é uma campanha que ficou famosa na Inglaterra da sua infância. Um singelo poster de metrô anunciando isso mesmo: ovos. Procurava criar o hábito nos escolares e na classe trabalhadora inglesa de comer ovos pela manhã. Hábito que persiste até hoje. Minha mãe costumava fazer ovos cozidos – hard boiled eggs – que eu quebrava com uma colher, tirando o topo e mergulhando fatias finas de pão de forma, chamadas de soldiers. Tem até um restaurante para o café da manhã em Clapham, no sul de Londres, chamado Eggs and Soldiers – e que vale a visita!

Incrivelmente simples e eficaz – afinal de contas grudou na mente da minha mãe por mais de 40 anos – é o tipo de propaganda que devemos buscar. É o tipo de campanha que nos faz lembrar que temos a chance de modificar os hábitos e o comportamento de uma população inteira e força suficiente para criar imagens e textos que grudam na memória das pessoas por mais de 40 anos. Quem sabe agora que o mundo resolveu acordar para o problema do meio-ambiente, não podemos fazer surgir uma campanha tão simples e eficaz para fazer com que as pessoas dirijam carros movidos a combustíveis renováveis? Ovos, por exemplo.

Os vídeos do Superbowl

Arquivado em: Buzz, Digital — Daniel Sollero @ 10:14 am

[video]http://youtube.com/watch?v=kNxgxF-7SfA[/video]
Eu não gosto de futebol americano. Eu não entendo futebol americano. Eu entendo o fanatismo por esporte e eu entendo a importância da final. Mas, como publicitário, o que eu mais gosto é assistir são as propagandas que passam durante a transmissão. Dizem que é o espaço mais caro do mundo.
Como esse ano, várias marcas veicularam anúncios que foram feitos pelos consumidores e o video que ilustra esse post é um deles achei apropriado comentar a respeito. O The Washington Post fez uma matéria bastante interessante sobre isso na semana passada. Olha a chamada:

$2 Million Airtime, $13 Ad

Agora é hora de analisar e julgar os melhores. O Influx tem um post interessantíssimo e com opiniões parecidas com as minhas. Agora os departamentos de criação podem começar a se preocupar. Outras pessoas podem fazer o que eles fazem e de forma barata. O problema é que várias vezes o que acontece é que quem faz os anúncios são pessoas que estão no mercado publicitário e fazem as propagandas apenas para poder pirar sem se preocupar se o cliente vai gostar ou não. Se der certo, ótimo. Já vale a mega-exposição.
Existem outras táticas como a do GoDaddy em que a idéia principal é chocar e ser vetado para depois colocar no digg a chamada: “Assista os comerciais do GoDaddy vetados no SuperBowl”
O NPR fez um podcast (em inglês) que aborda a febre do CGC no SuperBowl e que vale baixar.

O pessoal da Organic fez um post no Three Minds questionando se a internet salvou os anúncios no Superbowl.
O Associated Content comenta os melhores e piores comerciais desse ano e o TechCrunch fala dos anúncios de startups Web2.0 que fizeram anúncios de oportunidade apenas para colocar no YouTube e aproveitar a febre de Consumer Generated Media na final desse ano.
E por falar em YouTube, você pode votar nos melhores anúncios desse ano por lá. O melhor de todos vai para a página inicial do site essa semana. Pronto. Agora é só assistir.

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