Sabe aquelas pessoas que não sabem desenhar e o máximo que conseguem fazer são alguns traços retos que juntos formam (ou pelo menos deveriam formar) a figura de uma pessoa? Bem, convido vocês a jogar bem longe essa idéia velha e dar uma boa olhada nesse site… www.explodingdog.com.
Esse cara recebe frases de pessoas do mundo inteiro e as transforma em imagens e sentimentos, todos expostos no site. As ilustrações apesar de simplistas são muito ricas em detalhes e, na minha opinião, fantásticas no quesito “emoção”.
Sempre achei muito fácil (salvo as devidas proporções) desenhar superheróis cheios de detalhes e técnicas de ilustração por computador etc, difícil mesmo é passar uma mensagem, um sentimento (bom ou ruim) usando apenas algumas linhas simples, um lápis preto e algumas canetas de colorir.
Vale a pena também dar uma vasculhada nos arquivos de 2000 e 2001 e compará-los com os atuais… apesar da diferença do traço (antes os desenhos eram feitos no Paintbrush e hoje são criados em Ilustrator) o conceito inicial continua o mesmo.
Certamente esse cara deve ser o único no mundo que não deve se envergonhar de só saber desenhar bonecos de palito…
Contribuição de Rodrigo Cordelini.
Eu, Marcelo, naveguei pelo site e achei sensacional. Vale a visita.

Enquanto algumas iniciativas contra a lei Cidade Limpa do prefeito Kassab foram levemente manifestadas, Em Auckland, Nova Zelândia, eles foram bem mais agressivos. Com Outdoors vazios e mostrando as paredes dos prédios em que estão e frases do tipo:
É essa a vista que estamos estragando
Ah! Bem melhor…
Não é bem uma Capela Sistina, né?
Nessas horas que eu fico me perguntando. Por que aqui não fizeram algo do gênero? por que aqui insistiram na coisa mais forçada do universo?
Outdoor é cultura
Enfim, vale pelo case.
Via Advertising for Peanuts
[video]http://www.youtube.com/watch?v=F4wh_mc8hRE[/video]
Product Placement sempre reinou nos meios de comunicação. Como falei comentei antes sobre o BrandCameo do BrandChannel, tenho certeza de que vocês viram e têm acompanhado. Assim como tenho certeza que vocês viram que o filme 300 não tem nenhuma inserção de produto até agora. O que não é surpresa já que o filme é de época.
Mas as vezes é bom ouvir a posição dos outros envolvidos no processo: os cineastas. Dando a sua opinião a respeito do assunto e com o vídeo ilustrando o post, Sr. David Lynch.
Silvino Ferreira Jr. é publicitário e sofre com preconceito no seu mercado de trabalho. É redator. E redatores escrevem.
Linkado do texto da Carla Rodrigues no Nominimo.

A gente não é muito de fazer auto-elogios por aqui, nem mesmo divulgamos nossas peças, mas acho que vale colocar alguma coisa de vez em quando. Esta foi para a Claro, um de nossos clientes. Foi criada pelo Ricardo Miller e pelo Ricardo Alonso para divulgar as novas tarifas, que estavam mais baratas. Achei o resultado muito bom. Peça barata, criativa, interativa. Ponto pra eles!

Vem aí o fime mais esperado do ano, do século, do milênio. Ao menos por mim. Adoro os Simpsons. E não sou o único aqui na agência. Um dos melhores momentos da minha carreira de redator foi quando tínhamos a conta da Fox e tive que fazer os anúncios de lançamento de mais uma temporada da família de Springfield.
Os filmes logo vão estrear no mundo inteiro e a estratégia de marketing me parece sensacional. Li aqui que a Fox vai converter centenas de Seven-Elevens nos Estados Unidos em Kwik-E-Marts para promover o filme. A imagem é fake ainda, feita pelo cara que escreveu a matéria, mas dá pra ter uma idéia do impacto visual das lojas do Apu ganhando vida.
Diz lá também que a ação de lançamento do filme pode ainda incluir outras táticas de guerrilha, com KrustyO’s cereal, Buzz Cola e outros produtos do universo dos Simpsons nas prateleiras dos supermercados. Será que teremos a Duff beer também?

Deu na Folha de hoje:
A ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial, criou polêmica ontem ao considerar “natural” que haja racismo de negros contra brancos no Brasil.
A nova interpretação para o que seja racismo apareceu em entrevista dada pela ministra ontem à BBC Brasil. “Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco. A reação de um negro de não querer conviver com um branco ou não gostar de um branco, eu acho natural”, afirmou Matilde quando questionada se haveria racismo de negros contra brancos no país, como nos EUA.
Na mesma resposta, a ministra ressalvou que não incitava esse tipo de comportamento, nem achava uma “coisa boa”: “Mas é natural que aconteça [o racismo], porque quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou”, disse Matilde.
Essa ministra deveria ser demitida. Fosse esse um país sério.
A imagem que ilustra este post é de uma campanha que está no ar no site do CCSP. Como é de um amigo meu, fico meio sem graça de detonar. Mas errou a mão também. Foi pelo mesmo caminho da ministra. O que você acha?

Hoje li um excelente artigo sobre a dificuldade das agências de publicidade de achar profissionais versáteis ou híbridos como o artigo chama. Aqueles que dominam tanto os modelos tradicionais quanto os mais inovadores e interativos.
A solução, segundo o artigo, seria contratar o pessoal mais jovem nas faculdades e jogá-los na Criação. Esse pessoal mais novo não vê a mídia como algo que funcione separado. Para eles, é tudo uma coisa só. Apenas os mais velhos acham que uma campanha integrada (offline/online) é algo novo e visto como algo inovador. Os seus próximos consumidores não vêem assim. E a tendência é piorar.
Concordo plenamente com essa busca. Se já passamos sufoco para fazer com que os jovens gastem seu tempo com o que produzimos, imagine só se ainda apresentarmos algo completamente dividido e sem algo que junte as peças.
Acho que a campanha do The Uncles foi algo bacana e mostrou o potencial de ver tudo como uma coisa só. Embora tenha abusado do fator “é verdade, acredite” com posts falsos e iludindo os consumidores ao afirmar que a banda realmente existia e que tinha uma história. No geral acertou ao usar desde a internet (site próprio, myspace, orkut, blogs) até a indústria do jabá nas rádios. O erro? Para mim foi fazer com que os consumidores fizessem papel de idiotas. Mas aí já é outro debate.
Então, na real, o que devemos fazer é buscar esses novos profissionais híbridos que já nasceram nesse ambiente tudo-ao-mesmo-tempo-agora e todas as mídias são uma só. Talvez eles nos mostrem o caminho.
E acho que embora o artigo seja específico a criativos acho que essa mesma mentalidade deve estar presente em todas as áreas da agência. São essas pessoas com cabeça nova e sem vícios da old media que vão tornar possível a mudança de uma forma sem traumas.
Agora só falta mudar a cabeça dos clientes…
“I don’t know if that shake’s worth five dollars but it’s pretty damn good.”
Vincent Vega.
Lembra quando o John Travolta reclamou do preço do milk-shake no filme Pulp Fiction? Bom, eu lembro que não achei o preço nada demais. Aqui no Brasil a gente tá acostumado a pagar bem mais pelas coisas. Uma espécie de muro social. O churrasquinho na baguete no America custa coisa de 15 reais. Assim evita que a massa se lambuze com este quitute da alta cozinha mundial.
Recentemente, a cerveja Miller fez um filme onde os entregadores retiram as caixas de cerveja de um restaurante que ousa cobrar US$ 11,90 por um hamburguer. Voltando a falar em coragem, será que alguém teria coragem de fazer isso por aqui?
Aproveitando o assunto do post anterior …
A agência Lowe da Africa do Sul também apostou no humor negro para uma campanha eficiente sobre uma questão chata: Anti-Tabagismo.
A campanha assina: “Não fume. Existem jeitos melhores de morrer.”

