Coletivo Sem Papas

23, Março 2007

Os publicitários e o humor negro

Arquivado em: Bizarro, Propaganda — James Scavone @ 7:52 pm

Domingo passado, no caderno Mais da Folha de S. Paulo, o colunista Marcelo Leite, que escreve sobre ciência, resolveu falar de aquecimento global. Ate aí nada de novo. É o assunto do momento. Transformou até mesmo os velhos usineiros em heróis nacionais. O interessante é que resolveu descer a lenha (de madeira certificada, espero) na campanha nova da Diesel, que tem o lema “Global Warming Ready”.

A campanha pode ser vista aqui. Tem fotos de uma Paris tropical, araras na Piazza San Marcos e o Mount Rushmore parcialmente encoberto pela água. Pura sacanagem, mas totalmente inofensivo na minha humilde opinião. Ou a “ração cotidiana de nonsense da publicidade de moda” na opinião do Marcelo Leite.

A verdade é que publicitários, tidos como levianos e superficiais, sabem rir da desgraça. Acho isso positivo (chamai-me de leviano e superficial). O fato das maiores agências do Brasil estarem em São Paulo também ajuda. São Paulo é cidade feia, desconjuntada, sem charme, sem vista. Mas a gente gosta. E tira sarro dela. E xinga o trânsito. E sacaneia as calçadas esburacadas. E brinda o congestionamento na sexta à noite, que nos dá a chance de beber mais uma com os amigos enquanto a hora do rush se transforma em “horas” do rush.

Imagina se tem cabimento tirar sarro do aquecimento global. Deve ter um monte de gente falando isso ao se deparar com a campanha da marca italiana. Acho que temos mais é que dar risada. Quanto mais falarmos do assunto - da maneira que for - mais pessoas tomarão conhecimento da destruição do planeta. Nada mais chato que discurso dos eco-chatos. Pelo menos assim a galera mais jovem presta atenção. Ou sei lá também… papo cabeça demais.

Encontrei outro exemplo de anúncio pegando carona no aquecimento. Olha só que idéia genial: vamos vender muito mais cerveja se o mundo aquecer! Verão eterno. Bundas eternas. Viva a emissão de carbono! E vamos para o bar que o trânsito tá parado.

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Visite Canhotinho

Arquivado em: Bizarro — Cezar @ 4:48 pm

Você conhecia uma cidade de Pernambuco chamada Canhotinho, na Mesorregião do Agreste pernambucano? Mais uma vez o Orkut tornou alguém famoso - nesse caso, uma cidade. Por causa de uma comunidade que difamava as mulheres da cidade, o Orkut foi bloqueado por lá.

Saiu em todos os jornais, sites e TVs. Nem o melhor planejamento de turismo tornaria uma cidade tão famosa da noite para o dia.

Até a Nike está quadrada!

Arquivado em: Animação, Bizarro, Tendência — Camila Battistetti @ 11:11 am

Acho que o quadrado está virando moda nos conceitos ultimamente. Está rolando há um tempo a campanha bizarra do carro Scion want2bsquare com filmes muito loucos de pessoas com cabeças quadradas, animações de crianças quadradas e uma tranformação de uma moça num quadrado

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Agora a Nike lançou uma campanha see square, para um equipamento novo de golf que promete ser tão preciso que o campo se transforma em quadrados.

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Depois de uma overdose de bolas que tivemos há um tempo atrás, será que deveríamos investir no triângulo agora?

Surpresa e encantamento

Arquivado em: Dica de Leitura, Marketing de Relacionamento, Product Placement — Daniel Sollero @ 11:01 am

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Eu assino a newsletter e frequento o site do BrandChannel há alguns anos. Focado em branding e com diversos artigos interessantes, reviews de livros e uma das partes mais legais o BrandCameo que mostra a presença das marcas nos filmes de Hollywood, ou seja, o filé do product placement.

Semana passada recebi um email de alguém de RP do site falando que eu havia ganhado um livro e um pen-drive e que bastava eu enviar o meu endereço que eles me mandariam o quanto antes. Eu tinha certeza de que não receberia nada. Ledo engano. Recebi ontem aqui na agência um envelope da Fedex com o livro que escolhi e o pen-drive e um cartão.

Fiquei chocado. Esperava receber isso (se recebesse realmente) em pelo menos um mês e não em uma semana.Surpresa e encantamento. Primeiro pelo email e segundo por receber algo tão rápido.

Em tempo: o livro que escolhi Brand Hijack parece ser muito bom. Comecei a ler e até agora está bem interessante. Não sei se será como a maioria dos livros de marketing que começam bem e depois apenas se repetem ou então como aqueles que só enrolam e não apresentam nada de novo.

Bela ação e que até gerou um post. Tá valendo?

22, Março 2007

MTV - Puberty

Arquivado em: Animação, Bizarro — Camila Battistetti @ 3:14 pm

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Lembra quando era adolescente, chegava na escola com uma espinha gigante e passava o dia achando que todo mundo estava olhando e comentando? A MTV também lembra! Criou uma campanha com uma série de animações com personagens caracterizando justamente esses “detalhezinhos” que tanto incomodavam, numa fase em que qualquer fato poderia significar uma exclusão total.

Vale a pena conferir os vídeos e o site.
Vídeo 2
Vídeo 3
Vídeo 4
Vídeo 5
Vídeo 6

21, Março 2007

Bom mesmo é all type

Arquivado em: Mídia Exterior — James Scavone @ 6:57 pm

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O Itaú fez um outdoor parecido na época da invasão do “feito pra você”. Tinha também um monte de texto pra pegar aqueles que estavam presos no trânsito. Mesmo assim, vale colocar aqui no Coletivo. O texto é daqueles que dá vontade de ter escrito. Só de ler comecei a mexer no texto que estava fazendo. Gosto de humor assim. Em tempo: o produto anunciado é uma rádio com informação sobre o trânsito. Diz no final que você pode continuar lendo textos compridos como esse ou escutar a rádio e escapar. Nada genial, mas o texto é bem legal. Pra aumentar a imagem é só clicar.

E dá de dez na campanha da Radio Trânsito SulAmerica.

20, Março 2007

The Fratellis

Arquivado em: Buzz, Música, Negócios — Daniel Sollero @ 5:42 pm

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The Fratellis é uma banda que existe de verdade e está aqui não apenas porque lançou um novo single. Mas porque o fez em um novo formato. Calma, não é aquela outra banda que tentaram nos empurrar dizendo que era real e que algum dia já fez sucesso apenas para nos vender mais um produto.
The Fratellis existe e acabou de lançar o seu single em um USB. Isso mesmo. Um USB memory stick, um pen drive de 256MB compatível com Mac e PC. São 7000 exemplares que contém a música, o clipe, link para um documentário exclusivo online e um concurso.
A indústria já está de olho e quer saber a repercussão. Se der certo, pode se preparar porque a vida vai ficar mais facil para os piratas mas não sei se isso fica mais barato do que um CD e além disso perdemos mais uma vez a possibilidade de ver a capa de um CD e toda a arte desenvolvida.

Se você quiser comprar pode ir aqui . Parece novidade e de certa forma é. Só não é inédito. Em outubro do ano passado a banda Keane lançou o seu single “Nothing in my way” no mesmo formato e vendeu tudo em um dia.

Dica do Gui Moura. Via lista de discussão Radinho.

Aos órfãos dos backlights

Arquivado em: Bizarro, Mídia Exterior, Negócios — James Scavone @ 10:26 am

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Por essa o Kassab não esperava. Uma empresa promete burlar a lei da cidade limpa e produzir backlights virtuais para o Google Earth. O serviço já está disponível para 12 cidades, mas São Paulo ainda não é uma delas. Eis aí uma boa oportunidade de negócios. O único perigo é ser chamado de vagabundo pelo prefeito.

Em tempo: o site é um lixo.

19, Março 2007

Ontem fazia sentido

Arquivado em: Bizarro — James Scavone @ 3:33 pm

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Existe um termo em inglês que se chama “to doodle”, que não tem uma tradução idêntica, mas quer dizer rabiscar, rascunhar, desenhar sem muito objetivo. Mais ou menos como fazemos no bloquinho de notas quando estamos ao telefone. Bom, o brainstorm dos publicitários é o habitat natural dos tais doodles, é lá que eles se proliferam. Eu sou um doodleiro de mão cheia. Saio de um brainstorm com a página repleta de desenhos, riscos, palavras soltas. E olha que sou redator.

Os doodles aí de cima são fruto de um brainstorm da Wieden+Kennedy de Londres. Tirei do blog dos caras. Diz lá que é o resultado de uma reunião para discutir o futuro da agência em termos de estrutura e coisa e tal. Diz também que os desenhos indecifráveis faziam muito sentido na hora.

Essa é outra característica dos doodles. Eles só fazem sentido para quem fez - e, mesmo assim, só no dia em que foram produzidos. Depois de um único dia é como se tivessem sido feitos em língua estrangeira ou alienígena.

Relações cliente + fornecedor

Arquivado em: Guerrilha — Marcelo Vial @ 12:55 pm

Assim é a vida “glamurosa” da propaganda.

Relacionamento

Do mesmo grupo de cartunistas, tem a famosíssima tira sobre “word of mouth” - guerrilha na ponta do lápis!

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