Efeito hipnótico
Será que a Wonderbra faz marketing direto? Que inveja de quem tem este job na mesa… Sensacional este anúncio.
Será que a Wonderbra faz marketing direto? Que inveja de quem tem este job na mesa… Sensacional este anúncio.
Já que a única mídia exterior que nos sobrou em São Paulo são os pontos de ônibus e relógios de rua, imagino que o grau de criatividade comece a aumentar. Coisa rara ver alguma idéia que seja mais que um mero anúncio de revista replicado para o backlight do ponto de ônibus. Na Europa, a coisa é mais controlada há tempos e topamos com boas idéias quase toda semana. Outro dia vimos um que imitava uma geladeira repleta de cervejas geladas. Esta que coloquei aqui é mais simplezinha, mas é bem bacana. E serve pra ilustrar o post.
Quantos anos tem o mais velho desse vídeo? É da Connected Ventures e se tornou o “hino” da web 2.0.
Coloquei um texto no Guia da Semana sobre Ferraris e outros equipamentos da vida moderna. Se quiser ler, aperte aqui.
The Zimmers é uma banda inglesa de rock. Seu mega-sucesso é uma regravação do sucesso My Generation do The Who, que já foi visto por mais de um milhão de pessoas na Inglaterra. Alf é o vocalista da banda e tem 90 anos - a parte mais bacana é quando ele canta o refrão “I hope I die before I get old”. O clipe musical faz parte de um documentário dirigido por Tim Samuels para a BBC e quer chamar a atenção dos ingleses para a vida dos nonagenários, que são largados por suas famílias em condições muito tristes.
[video]http://www.youtube.com/watch?v=zqfFrCUrEbY[/video]
Dizem que a gente perde a habilidade de escutar frequências mais altas depois dos 20 anos. Isso fez com que algumas marcas de celular vendessem ringtones que os adultos não seriam capazes de ouvir. A novidade chegou também aos comerciais. Um filme da rede de frango assado KFC produziu um comercial que usa um zunido no fundo como artifício para gerar buzzzzzzzzz. Sei lá, ou eu estou muito jovem ou a coisa não funcionou direito. Dá pra ouvir bem o zunido e não é nada demais.
[video]http://www.youtube.com/watch?v=KMWqIeb7b6g&[/video]
O mundo da Comunicação é cheio de idéias brilhantes e “brilhantes”. A diferença entre elas é que o primeiro grupo é de idéias realmente sensacionais e o segundo de idéias que são sensacionais apenas para quem as criou.
Quando um cliente não aprova uma campanha ou idéia “brilhante”, vá lá. Tudo bem. Lá no fundo a gente sabe que faltou alguma coisa na nossa argumentação para convencê-lo, percebe que deixou passar um detalhe importante no contexto do cliente.
Mas e quando o cliente não aprova uma campanha ou idéia por falta de coragem? Falta de peito para sair do convencional, dos 30″, da página dupla mais café com leite que existe? Aí nascem os Frankenstens da vida.
E a imagem abaixo conseguiu traduzir este processo de forma simples e direta. Adorei a metáfora visual.
O Banco Central precisa de um slogan? Esta é a pergunta que o José Paulo Kupfer faz hoje no site nomínimo. Lançado numa campanha milionária de R$ 8 milhões, foi chamada de campanha de utilidade pública. A sua agência chegou ao slogan: Banco Central do Brasil, cada vez mais valor para o brasileiro. Sensacional. Com o Real forte então… uma maravilha. E não coloque a culpa no Lula, não. Em tempos de FHC o slogan era: Banco Central do Brasil, cuidar da moeda é o nosso forte. Muito bom também, diz tudo.
Confesso. Estou sendo irônico.
O Banco Central não precisa de slogan. Mais que isso: empresa nenhuma precisa de slogan. Uma marca precisa sim de um bom posicionamento. Truques e brincadeiras com palavras são totalmente dispensáveis. Usar os dois significados da palavra forte - o da força e o da fortificação - pode parecer muito inteligente, mas não agrega muito. Ninguém vai escolher este ou aquele Banco Central, é tudo que temos. Se é para ter um slogan, que seja um que inclua o Governo Lula de forma geral. O problema é que não seria um slogan e sim um projeto para o País. E aí a coisa complica de vez e saimos da crítica da propaganda e dos slogans e entramos em um universo nebuloso. Projeto para o País não é, definitivamente, o nosso forte.
O que diferencia então o slogan do posicionamento? Tomemos a Guinness - como exemplo e não como cerveja. Logo abaixo de sua marca, encontramos as palavras Good things come to those who wait (Aqueles que esperam serão bem recompensados). É um ditado popular transformado em.. bem, um slogan, mas que não é simplesmente um grupo de palavras espertas lado a lado, é muito mais. Todo bom bebedor sabe que a espuma de Guinness leva tempo para subir depois de tirado, então, aqueles que agüentam a ansiedade e esperam o ponto certo de uma pint de Guinness, serão recompensados com o seu sabor amargo inconfundível. Ou seja, aquele amontoado de palavras diz tudo que precisa ser dito. E é a base para todos os seus filmes e peças publicitárias.
Não sei se ficou muito claro, é uma grande discussão, mas gostaria de ouvir a opinião do eventual leitor sobre as diferenças entre slogan x posicionamento. Em tempo: o texto do José Paulo termina de forma muito engraçada, vale reproduzir aqui:
Quem sabe numa próxima campanha o BC não adote um slogan do tipo “Banco Central, o banco que vale por um bifinho” ou “BC, o banco que desce redondo”. E você, que slogan daria para o BC?
Além de ganhar uma miséria, receber vale-refeição que só dá pra comer PF de boteco, pegar aqueles jobs que ninguém quer e ter a pior máquina da agência, os profissionais em começo de carreira vão ter que desembolsar 35 doletas para ter seu portfolio avaliado pelos bambambans do mercado.
Tá certo que realmente essa galera precisa de muita orientação, mas precisa pagar pra isso? Tirando o caráter marketeiro da ação, é obrigação de todo diretor de criação receber pessoas novas por dois motivos: primeiro, pelo dever moral, afinal eles já foram como seus aprendizes. Segundo, porque pode ter um talento oculto na poltrona da recepção.
Depois das recentes contratações em que você precisa colocar seu vídeo no YouTube ou escalar uma montanha, fico com medo de um dia encontrar uma notícia em que o avatar de um diretor da agência X vai entrevistar candidatos no Second Life.

O tipo mais representativo do século 20 é a Neue Haas Grotesk. Está nas nos logos das maiores marcas mundiais: American Airlines, Lufthansa, Toyota, no metrô de Nova York, nas câmeras Olympus, na linha de trem Amtrak, na garrafinha de água metida à besta Evian e nas pilhas Energizer. Neue Haas Grotesk nada mais é que o nome original da nossa famosa Helvetica.
Que faz 50 anos.
É a minha fonte favorita para escrever no word. Só consigo escrever com Helvetica 11 e 125% no view. Sem essas condições parece que nenhum texto sai direito. E tem que ser no Mac, claro. O jornal Toronto Star escreveu um texto bem bacana sobre a Helvetica, para ler, entre aqui.
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