Coletivo Sem Papas

18, Junho 2007

Diretor de cinema guerrilheiro

Arquivado em: Cinema, Guerrilha — Marcelo Vial @ 9:11 am

Eu já era fã de Domingos de Oliveira faz tempo. O cara é o tal: é um ótimo autor, diretor, cineasta etc, tem um papo ótimo, manteve a sua arte intacta ao longo de 50 anos de carreira. Sem falar que o cara se casou com a Leila Diniz, furacão que passou pelo Rio nos anos 60. O cara é bom.

Agora abro a Folha de S. Paulo e está lá: “…só nos resta experimentar, buscar caminhos alternativos. Talvez exibir este filme em primeira mão na TV fechada possa pelo menos me servir como boca a boca”. Ele se refere ao lançamento do longa “Carreiras” que entra em cartaz nos cinemas amanhã, mas será exibido hoje no Canal Brasil, com o apoio de Marcelo Mendes, sócio do circuito Estação, que corrobora a estratégia de guerrilha para os filmes independentes: “só as chamadas que o filme ganhou na TV já valeram a pena”.

Domingos, aos 70 anos, sabe que a indústria do cinema está em risco e resolveu quebrar alguns paradigmas. Para isso está buscando formas alternativas para comunicar o seu lançamento e gerar interesse do público (e de público em si) via boca a boca e mídia espontânea. Já ganhou a minha repercussão e a minha audiência.

17, Junho 2007

Edit, remix, plágio, chupadas e cia.

Arquivado em: Fotografia, Música — James Scavone @ 7:07 pm

[video]http://www.youtube.com/watch?v=rvjRNYqV4ds[/video]

Baixamos uma imagem outro dia de uma página qualquer do Flickr. Era perfeita para fazer o layout de um job aqui da agência. Daí flipamos horizontalmente, trocamos a cor da camisa e a cabeça da modelo - tá bom, confesso, a imagem não era tão perfeita assim… Mas foi lá no Flickr que tudo começou e muito da imagem original continuava presente na foto que acabou compondo o layout e indo para o cliente.

De quem é esta imagem? Como e por que pagar por seus direitos? Percentualmente?

Outro exemplo: Pilooski, um francês de 34 anos, pegou uma faixa meio obscura da banda dos anos 60 Frankie Valli & The Four Seasons e criou o hit europeu do momento: Beggin. Fez o que chamam de “edit” para criar um hit tão hit como foi “Crazy” em 2006. O termo “edit” é parecido com o remix mas, como diz o jornalista da Folha Thiago Ney, “enquanto o remix não precisa necessariamente ter uma relação formal com a música original, o ‘edit’ deve preservar a estrutura básica da canção.” Ou seja, Pilooski pegou um música existente (como a imagem do Flickr), conservou os vocais de Valli, grande parte da sua instrumentação e adicionou alguns efeitos eletrônicos (como fizemos com o Photoshop na imagem).

De quem é o hit Beggin? Como será que Pilooski vai pagar pelos direitos?

O último exemplo pode ser encontrado na Piauí deste mês. Um belo texto da jornalista Daniela Pinheiro, que mostra algumas das chupadas homéricas que podem ser encontradas nos desfiles da SPFW, do Fashion Rio e outros destes grandes happenings do mundo da moda brasileiro. É de ficar bem chocado com as similaridades entre uma peça da Chloé, grife parisiense, que desfilou no corpo de uma modelo em outubro de 2005 e a peça exibida pela grife da estilista carioca Layana Thomaz no ano seguinte. Leia o artigo e tire suas conclusões.

Definitivamente o século 21 deu uma boa esculhambada no direito autoral. Sabe que até acho isso bem interessante? Também adoro neologismos… mas isso é conversa para outro post.

Em tempo: parece que Pilooski vai tocar dia 23 no Vegas aqui em São Paulo.

16, Junho 2007

Para que serve a internet?

Arquivado em: Viral On Line — Daniel Sollero @ 11:14 am

[video]http://www.youtube.com/watch?v=4pn4kZyqVRU[/video]

Uma opinião que não deve ou não pode ser verbalizada por algum motivo se for libertada online tem um grande potencial viral. Já vimos alguns exemplos disso em várias campanhas. A última delas é a da Oi em que a marca se posiciona contra os celulares bloqueados para chips de outras operadoras. Boa idéia. E ainda estão tentando fazer com que isso se torne um movimento online, que as pessoas entrem em contato com suas operadoras e tudo mais. Isso é ótimo para a marca. É claro que há outra maneiras de se prender um consumidor à operadora. Aqueles planos em que subsidiam o aparelho são o melhor exemplo disso.

Mas voltando ao assunto, ontem recebi o link para o video acima e achei fantástico. The Internet is for Porn. Um vídeo na linha dos musicais da Disney “rodado”todo no World of Warcraft. Por que é viral? Simples, pela quantidade de versões que já surgiram usando o mesmo audio. Tem um com duas adolescentes (imitando aqueles orientais que dublaram uma música do Backstreet boys ou algum similar na webcam), tem um da doidona da propaganda da Apple, Ellen Feiss, outra com gnomos, outra com trechos de filmes da Disney e por aí vai.

E para quem quiser ver um video com algo um pouco mais picante e com números reais sobre esse mercado pode ver no YouTube. Ah! mas pode ver numa boa no trabalho. Não é explícito.

15, Junho 2007

Viral de cinema

Arquivado em: Buzz, Cinema, Digital — Daniel Sollero @ 10:27 am

[video]http://www.youtube.com/watch?v=y6izXII54Qc[/video]

Ações em cinema costumam ser muito legais.  Já falamos de algumas aqui no Coletivo mas sempre me surpreendo com as possibilidades dessa mídia. A última é dessa ação do vídeo acima. Foi feito no fim de semana de estréia do Homem Aranha 3 em Los Angeles pela SS+K e com colaboração do Brand Experience Lab para o msnbc.com.

Quem me mandou esse vídeo foi o Daniel Reis da Rain, empresa brasileira de cinema digital e quejá fez alguns projetos aqui com a agência. Não costumo falar das ações que fizemos mas essa para o mês dos namorados para a Samsung é muito bacana, surpreende quem assiste e gera uma ótima relação com a marca.

Fica no ar até o fim do mês. Vai que ainda dá tempo: www.amoremcartaz.com.br

13, Junho 2007

Imigrantes digitais X Nativos digitais

Arquivado em: Dica de Leitura, Digital — Daniel Sollero @ 9:20 am

Eu tenho falado bastante sobre profissionais híbridos para as agências aqui no Coletivo. Pois é, acabei de achar no excelente blog Media Shift do Mark Glassner um tema semelhante mas relacionado à educação. Na verdade, era um post sobre Media Literacy e que tinha um link para um texto do Marc Prensky em PDF que faz uma comparação entre Imigrantes digitais (o pessoal das antigas, old school, que não nasceu com internet e teve que se adaptar) e Nativos digitais ( todo mundo que já nasceu no mundo digital).

Fantástico. Ajuda a ilustrar o que venho falando de profissionais híbridos. Acho que apenas agora estamos tendo a primeira safra realmente de nativos digitais no mercado de trabalho.

A comparação em si é basicamente a mesma que muitos (eu inclusive) costumam fazer jovens tem menos foco e mais abrangência, não aprendem de forma linear e que o grande desafio de hoje é como os professores (imigrantes digitais) irão ensinar aos alunos (nativos digitais) de forma eficiente e que não seja chata. Muito bom o artigo mesmo.

11, Junho 2007

Quebra-colunas

Arquivado em: Dica de Leitura, Marketing de Relacionamento, Web2.0 — James Scavone @ 7:42 pm

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Conhece a expressão Spine Breaker? E Dancing Dads? Dancing Dads é mais fácil de traduzir: são o que chamam de tiozão aqui por estas terras. E para fugir da imagem de tiozão – ou de parecer um pai mostrando suas habilidades na pista de dança – a Penguin Books vai lançar em setembro deste ano o Spinebreakers. Um site-barra-blog feito por adolescentes para adolescentes. A necessidade nasceu de uma pesquisa que diz que 3 de cada 4 teens descobrem sobre livros apenas na internet e que 44% dos adolescentes de 13 a 18 anos não visitam e nem visitarão nenhuma livraria, farão tudo online. É a editora investindo nos seus futuros leitores em um país (a Inglaterra) que deve ter um dos maiores índices de leitores da Europa e do mundo atualmente. Um blog para falar do último livro do Nick Hornby, que é direcionado para esta faixa etária e de clássicos como Catcher in the Rye do Salinger e On the Road do Kerouac. Um blog para incentivar os adolescentes a inaugurar livros e se tornarem Spinebreakers - ou “quebradores de espinha”, que é como são chamadas as lombadas dos livros na terra da rainha. Vale ficar de olho. Livro por aqui é coisa rara, nas mãos de adolescentes então… coisa raríssima.

6, Junho 2007

“Não se assustem. Apenas montado no Brasil”.

Arquivado em: Sem Categoria — Pitchu @ 11:13 pm

Voei de Pittsbourgh para Nova Iorque pela JetBlue. Sensacional.
A empresa que falou: Não sou nem a barata e nem a chic. Sou boa e barata.

Fizeram um acordo com a DirectTV que permite que os passageiros assistam 36 canais de TV ao vivo em pleno voo. Descobri que a TV, o zapping de canais e o avião foram feitos um para o outro (assisti pesca mortal na Discovery).

Mas, o mais legal, o mais empolgante de tudo, foi embarcar no nosso EMB 190 da Embraer. Que orgulho. Me dá mais orgulho que o Ronaldo e que o João Gilberto juntos. Fazer um jato para 100 passageiros não é mole.

Minha ilusão de que o Brasil é uma potência durou até eu ler o guia de segurança que fica nas poltronas. Em letras garrafais ele dizia: “This aircraft is ASSEMBLED in Brazil”. Como querendo dizer: não entrem em pânico, a tecnologia é americana.

Cheguei no Brasil e enquanto percorria a Marginal Tietê vindo de Cumbica, pensei no que posso fazer para que nossa propaganda e internet sejam referências em inovação como a JetBlue e não apenas “assembled” no Brasil e copiada dos gringos.

Carreira de modelo também nas agências.

Arquivado em: Propaganda — Pitchu @ 10:48 pm

Quantas pessoas de 60 anos você vê trabalhando na sua agência?
Ok. E de 50 anos?

Alguém aí já viu algum sujeito que se aposentou numa agência de propaganda? Bom, começa que pra isso o cara tem que ter carteira assinada.

Estou realmente preocupado com a longevidade dos profissionais do nosso ramo. Começo a acreditar que nossa carreira é como de modelo. É curta.

Tem publicitário que abre a própria agência e se dá bem. E o resto? Conheço um que abriu um petshop no Itaim. Tá indo bem. Mais tranquilo do que o outro que abriu a agência.

Não sei se abro minha própria agência ou um petshop, mas sei que devemos pensar no caso, não acham?

Eglu: a casa das galinhas

Arquivado em: Sem Categoria — Cezar @ 11:54 am

Onde tem um problema, tem uma oportunidade. Que o diga uma empresa inglesa chamada Omlet.
Ela criou o eglu – uma casa “fashion” para criação de galinhas e outros animais.

Nada mais confiável que ter sua própria criação com tantas doenças relacionadas a aves e ovos.
O site ainda tem diversas dicas para os criadores de primeira viagem.

galodotempo.gif
Esse galo, infelizmente, está extinto.

4, Junho 2007

Princípios de agências

Arquivado em: Sem Categoria — Cezar @ 4:05 pm

Sempre gostei de agências com princípios. A Talent, por exemplo, ficou conhecida como a agência que não aceita conta do governo, de bebidas e de cigarros.

Hoje li uma entrevista com Serpa e Madeira falando da Almap. Uma agência que não quer atender contas do governo, não participa de concorrências, atende (e faz trabalhos brilhantes) para clientes como Pepsi, Mizuno, VW e Havaianas. 

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