Coletivo Sem Papas

13, Agosto 2007

Bom Chica Wah Wah

Arquivado em: Buzz, Guerrilha, Viral On Line — MaWa @ 8:00 pm

bcww.jpg

Criar uma banda fake, montar os clipes da banda, disponibilizar os hits para download. Essa estratégia foi bastante explorada por aqui – e a maioria internética caiu matando em cima do fake total. Mas e se essa banda for de mulheres muito gostosas – quase nuas, óbvio – cantando um refrão associado à pornografia?

A campanha Bom Chica Wah Wah da Axe é super bem produzida e atraente. Veja bem, não estou comparando com a onda do Tiozão. É claro que o público de Axe é outro, assim como o cliente, que topa assinar algo do gênero. Mas é inegável que ninguém vai parar para pensar se uma banda como essa é de mentira. Definitivamente essa dúvida fica de fora diante do material oferecido pelas moças (humm, esse sim pode ser fake!). Outro ponto diferente é que a inserção de marca também é muito mais clara do que no caso do Tiozão. De qualquer jeito, ponto pra Axe mais uma vez. Afinal, quem não quer ter um viral espontâneo como esse aí embaixo circulando na internet?

[video]http://www.youtube.com/watch?v=L3J9RMglP3U[/video]

Ah, vi a campanha no Talkability.

12, Agosto 2007

Cidade limpa vicia

Arquivado em: Tendência, Vacilaram! — Daniel Sollero @ 10:22 pm

[video]http://www.youtube.com/watch?v=Ht9GNp94WOU[/video]

Fui ao Rio no final de semana passado e fiquei chocado com a quantidade de mídia exterior que encontrei. Eram outdoors de todos os formatos e tamanhos. Não existia um local que eu pudesse olhar que não tivesse uma logomarca. Minha esposa estava comigo e ela, que não trabalha com publicidade, também se sentiu incomodada com a poluição visual.

É claro que isso é um reflexo do projeto cidade limpa. não sei se é porque nos acostumou a não ver mais logos pela cidade ( ou ver menos) ou se, simplesmente, realocaram a verba de mídia exterior para as outras cidades. Como quando eu fui, o Pan tinha chegado ao fim, é capaz de tudo isso ter sido potencializado pelo desejo de aparecer no evento de qualquer forma.

Eu, como carioca, orgulhoso do Rio, fico até sem graça de fazer esse tipo de crítica.

Como assim, ir ao Rio e não ver como a cidade é linda?

Como os outdoors me chamaram mais a atenção do que a maravilhosa vista da Lagoa, das praias e das cariocas?

Realmente isso é bem estranho.

Mas alguém está tendo idéias boas para comunicar mudanças no seu produto. Mesmo não sendo no Brasil, achei engraçado isso vir de uma empresa de fora. Alguém lembra de alguma campanha que tenha usado outras mídias para falar do Cidade Limpa de maneira positiva? Eu não. Mas esse vídeo é sensacional.

10, Agosto 2007

A busca da felicidade

Arquivado em: Animação — Daniel Sollero @ 1:02 pm

[video]http://www.youtube.com/watch?v=bRMfDbm7nFo[/video]

Recentemente, o Paulo Lima da Trip veio aqui na agência e trocou uma idéia com o pessoal. Eu não fui mas me disseram que foi muito legal. A Trip vem, há um tempo, fazendo edições sobre as diversas caras da felicidade, como atingi-la e tudo mais.

Hoje assisti a esse video, feito pelo Mark Osbourne e indicado ao Oscar de melhor curta metragem e achei fantástico. O nome do video é MORE e tem essa relação estreita com o que a Trip vem tentando entender. Onde está a felicidade?

9, Agosto 2007

Renan, Pan e Tam

Arquivado em: Sem Categoria — Pitchu @ 9:46 am

A sobreposição de informação produz uma espécie de amnésia instantânea na cabeça dos espectadores. O maior escândalo de corrupção da história do país é rapidamente dispersado pelo maior evento esportivo que logo em seguida é posto de lado pelo mais terrível acidente aéreo da nação.

Se isso ocorre tão nitidamente com acontecimentos desse calibre, imaginem a volatilidade das mensagens das campanhas que colocamos no ar. Como fixar nossas ideias através da comunicação? Martelando de hora em hora, pra vencer a corrida da sobreposição? Caro, hein?

Que tal construir uma cultura, a longo prazo? Red Bull está indo por aí.
Precisamos de propaganda? Marcas paramentadas de cultura e atributos intangíveis se auto sustentam?

6, Agosto 2007

Guerrilha 2007 - Hackeando torrents

Arquivado em: Bizarro, Cinema, Digital, Guerrilha, Tendência, Viral On Line — Daniel Sollero @ 11:47 pm

Essa, para mim, é a demonstração mais guerrilheira no espaço virtual em muito tempo. Os hackers do Netgraffiti simplesmente alteraram diversos releases de filmes e softwares para que passasem trechos das suas mensagens políticas. Meat is murder e cenas de porcos sendo mortos podem ser vistas em alguns lançamentos(?) piratas como homem-aranha 3.


Spiderman3-hackedtorrent-MeatisMurderOMFG!

Depois dessa, ele também foi mais longe e colocou spoilers do último livro do Harry Potter em uma cena de TV do filme Evan Almighty (Todo Poderoso 2). Aparentemente os softwares que ele crackeou também têm alguns extras como splash screens do Fireworks com áudio e imagens relacionados à mensagem Meat is murder.

O site Netgraffiti tem um torrent para download, mas que não achei interessante baixar. Por mais que ficasse curioso. A página de LEN no MySpace tem mais de 25 páginas de comentários.

O que ele fez é simplesmente a mesma coisa que diversos ARGs já fizeram por aí, colocar pistas escondidas no meio de um filme. Mas devo admitir que embora muito bem feita, a pista no caso é bem radical. Como não sou fã de Harry Potter, para mim não estragou nada mas há diversos fãs ameaçando LEN de morte. Se quiser, você pode assistir a esse trecho aqui.

Achei a idéia genial, atingiu bastante o seu público e se as pessoas não notaram, provavelmente se perguntaram: “porque tem essas cenas no filme?”

E o mais engraçado é que provavelmente várias versões dos filmes comercializadas nos camelôs do mundo todo também estão vendendo essas mensagens, ou seja, o hacker ainda aproveitou a cadeia de distribuição offline e sua mensagem está chegando a muito mais gente que os usuários de internet.

Acho que em breve ele terá de escolher outro nome para fazer seus releases, uma vez que boa parte dessas pessoas também não irão mais acessar nada relacionado ao nome dele.

Mas o pior é que isso dá idéias para spammers e para a contra-inteligência dos departamentos afetados pela pirataria e em breve devemos ter esse tipo de ação estragando mais filmes.

É esperar e torcer para isso não acontecer.
Mais informações no Torrent Freak

2, Agosto 2007

Modelos Musicais

Arquivado em: Digital, Música, Negócios — Cezar @ 6:02 pm

Não quero nem saber se o Elton John vai parar a web ou não. Eu sei que não queria trabalhar hoje na indústria musical. Este é um post-registro com formatos de música que já tentaram emplacar. Quem lembrar de mais algum, é só falar.

1) Livre de propósito
As músicas ficam livres para download e distribuição

2) Finge que não viu
A música é pirateada por P2P ou CD, mas ninguém liga. A distribuição vale para divulgação e
para levar gente aos shows 

3) Compra on-line
As músicas podem ser compradas uma a uma ou por álbum
 

4) Compra on-line restrita
As músicas podem ser compradas uma a uma ou por álbum, mas têm restrições de cópias, de uso ou de meio em que são reproduzidas
 

5) Mídias diferenciadas
Álbuns em pen drives com formatos diferenciados ou cartão físico igual ao de celular pré-pago que dá direito a baixar o álbum
 

6) Tradicional
CD simples
  

7) Tradicional 9,99
CD simples vendido a um preço muito baixo para competir com os piratas
 

8 ) Com restrições
Tenta-se bloquear cópias de CDs

Jonathan Harris feels fine

Arquivado em: Dica de Leitura, Digital, Tendência, Web2.0 — Daniel Sollero @ 1:05 pm

wefeelfine.jpg

I feel fine, she feels fine, we feel fine. Eu já tinha visto a entrevista com o Jonathan Harris do site We Feel Fine no Coolhunting há um tempo e havia achado a idéia fantástica. Mapear frases em blogs que contenham “I feel_____” , ou “I am feeling_______” e exibir isso de várias formas. Existem imagens, interfaces bem interessantes e até um ranking das emoções mais citadas em blogs.

Na minha busca por apresentações interessantes, acabei vendo a palestra ministrada pelo próprio Harris no TED deste ano em que ele explica não só todo o conceito do We Feel Fine quanto dos outros projetos em que ele vem tocando.

O mais interessante para mim, nesse site é a possibilidade de fazer uma antropologia/sociologia sem o conhecimento do individuo sendo analisado. Isso faz com que parte do que o Roberto da Matta fala em Relativizando não se aplique, já que não há interferência nenhuma na rotina de quem está sendo observado. Isso, para mim, gera um nível de isenção bem bacana mas, por outro lado, também permite que exista manipulação dos dados. Alguém que use a frase propositalmente para aparecer no site/pesquisa.

Com esse mapeamento, o projeto acaba se tornando quase um Post Secret mas com sentimento publicados sem necessidade de reconhecimento ou publicação. Pode não ser tão catártico para quem participa mas o impacto é tão grande quanto.

Polêmicas e devaneios a parte, eu realmente recomendo a entrevista , o vídeo da palestra e o site We Feel Fine.

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