Sempre que o plano de mídia de uma campanha é feito, procura-se minimizar problemas e tirar de locais que possam danificar a marca ou associa-la a aspectos negativos.
O Copywriting blog listou algumas dessas situações. São vários exemplos de mídia off-line que deram errado ou que distorcem a mensagem original. Esses são engraçados e realmente não há muito o que fazer em alguns casos. Mas quando o assunto são links patrocinados e anúncios contextuais, deve haver uma maneira de evitar que esse tipo de problema ocorra.
Lembro de uma vez que houve um acidente aéreo em que todos os anúncios que apareciam eram tentando vender passagens mais baratas. E a maioria dos anúncios era das empresas envolvidas no acidente.
Parece besteira, mas quem está se informando sobre um acidente, procurando nome de amigos entre as vítimas, ao ver um anúncio de venda de passagens da mesma companhia, vai ficar muito irritado e, provavelmente, vai comentar com outras pessoas sobre a falta de tato da empresa e de querer vender passagens mesmo quando um avião cai.
Mas e quando é apenas uma coincidência infeliz? Algo como uma rede de fast food ao lado de um anúncio contra obesidade infantil? Pode ser uma ação de guerrilha, emboscada justamente para causar esse estranhamento e reforçar um ponto de vista.
Ou seja, em uma situação de crise, o pessoal de RP coloca seu plano de gerenciamento de crise em prática e o pessoal de marketing deveria fazer o mesmo imediatamente também. Na minha opinião, a primeira medida seria tirar os anúncios do ar e depois trocar por algo que estivesse de acordo com a linha de comunicação definida para a crise e pós-crise mas, na real que agência de marketing/comunicação tem um plano de gerenciamento de crise?
[video]http://www.youtube.com/watch?v=gYEf8XZKlUU[/video]
Não há muito mais o que falar sobre esse vídeo. Dublagem da clássica cena do tribunal do filme “A Few Good Men”.
Fantástico.
Via Random Culture

Temos que tirar o chapéu para a Nike. Eles conseguem ser bastante coerentes com a sua linha de comunicação. São ousados quando devem ser, adequam-se aos modelos tradicionais, usam diversas táticas que vão do stencil e lambe-lambe até mega instalações.
Mês passado estive em Amsterdam e vi uns cartazes com um dos auto-retratos do Van Gogh com intervenções que alteravam o auto-retrato.
V is for Vincent - The artist Vincent Van Gogh as a young man
Como estava registrando várias coisas de street-art, resolvi ver de perto. Foi aí que notei que era uma campanha da Nike. Até então imaginava que era alguma exposição no Van Gogh Museum.
Não é nada novo mas não só o cartaz como as intervenções eram da Nike e eram marcas de bolas que apareciam nos cartazes.
Depois olhei para o cartaz ao lado e que também era parte da campanha, dessa vez um cartaz de perfume mas que tinha uma barra de ferro na frente e a marca da bola estava justamente atrás da barra.
O que estavam divulgando? Chuteiras da Nike em que a tagline é “Put it where you want it” com o detalhe do ponto de interrogação exclamação (valeu, Marco) ser uma chuteira e uma bola.


Será que o Kassab aprova esse drible na Lei?
Toda vez que vejo estes clássicos rankings da Você S/A, Exame e cia. penso que gostaria de ver algo parecido só de agências. O que eu gostaria mesmo, era de ver as agências de propaganda no ranking das empresas em geral. Difícil.
Daí, faço aqui minha enquete.
Qual, na sua opinião, é a melhor agência para se trabalhar?
Sua agência reembolsa a Domino’s Pizza quando você trabalha até altas horas?
Acho que para empresas que comercializam capital intelectual como agências de propaganda, o desenvolvimento de RH é muito primitivo.
A agência que, assim como um Google da vida, descobrir que inovar em RH significa atrair melhores talentos, e mais, significa reter talentos por razões intangíveis e não por dinheiro, vai se dar muito bem.

Depois das bolinhas nas ruas de São Francisco e depois da explosão de tinta vieram os coelhinhos de massinha. A Camila colocou o novo filme no Coletivo, uns dois ou três posts abaixo. Quando vi achei muito bom. Mega-produções dos Cecil B. de Mille da propaganda. Quando vi o filme dos coelhinhos, vi também o making of e deu vontade de estar ali fazendo massinha, participando…
Hoje, a magia foi quebrada. Pelo menos para mim. É claro que todo publicitário é uma esponja (eu inclusive) e está sempre absorvendo referências. Eu abro o FFFFound e fico louco com aquele monte de idéias, fico colocando cada imagem à serviço de um cliente aqui da agência. Mas acho que a Sony e a Fallon abusaram um pouco. Li que eles chegaram a entrar em contato com um grupo de artistas de Los Angeles chamado Kozyndan - que faziam os coelhinhos urbanos da imagem acima - há uns dois anos, mas que a coisa não foi para frente. Depois, lançam os seus coelhinhos sem mencionar a chupada.
Esta é a nota que a Sony soltou depois que a acusação de plágio começou a circular:
There is suggestion that there is a similarity between an illustration by Kozyndan and the new Sony BRAVIA ‘Play-Doh’ advert. Sony would like to stress that the advert conception, creative and final animation is not based on any pre-existing artwork.
Sony Europe, its agency Fallon, production company Gorgeous, and animation company Passion Pictures, assert that the wave, whale and bunnies were arrived at without reference to these artists. In the original script, the rabbits were one of many creatures to cavort around a cityscape. In fact, the location was only finalised shortly before the shoot. The final creative, led by Juan Cabral at Fallon and director Frank Budgen at Gorgeous, was chosen to champion the brand and best reflect ‘colour.like.no.other’. Sony enjoys working with experienced and talented creatives and all involvement in a campaign is always credited.’
O pior é que essa história toda acaba detonando uma das melhores campanhas publicitárias recentes.
Via Gizmodo.
Quando éramos moleques sempre tinha aquela brincadeira de “elevador tem 4 cantos” em que quem ficava no meio, geralmente tomava uns tapas dos que estavam protegidos nos cantos.
Enfim, lembrei disso por que eu descobri o lugar maldito do elevador dos edifícios comerciais aqui de SP. É embaixo da tela da Elemídia. Sério. Quem fica embaixo da tela fica com cara de idiota, sem saber o que está passando na TV acima e ainda fica com todo mundo olhando na sua direção e comentando a notícia que aparece na tela.
Quantas pessoas não ficam meio sem graça quando são encaradas? agora imagina isso no elevador lotado. Quem acha que está com o nariz sujo já fica na paranóia de que todo mundo está vendo e que é o mico-mor.
Se continuar assim acho que no futuro a molecada vai brincar de “elevador tem 3 cantos e um meio. Elemídia não vale!”
De qualquer forma, sempre que eu entro no elevador aqui do prédio, já fujo do canto maldito.
O pior é pensar tudo isso e perceber que esse conceito ainda pode dar uma campanha para eles.
Saco.
Desde que a Apple lançou o iPod para Windows as coisas não são mais as mesmas em Cupertino. Claramente isso abriu os olhos de Steve Jobs e ele tomou algumas decisões importantes para aumentar a base de usuários de Mac no mundo. Mudar o processador dos seus computadores para Intel foi um passo fundamental e apenas no ultimo mês houve um crescimento de 14,5% do market-share do MacOS.
Os esforços não param aí. Ao analisar a quantidade de filmes que falam da marca Apple no Brand Cameo do BrandChannel você vê que já detectaram que a marca apareceu em 62 filmes até agora. E olha que o filme que me fez fazer esse post, o filme Fracture com Anthony Hopkins nem aparece na lista. Neste filme de julgamento/investigação os Macbooks tem papel de destaque. O computador do promotor é um Mac.
É uma maneira subliminar de acabar com o mito de que Macs são para designers, artistas e etc.
Um primeiro movimento já apareceu nas campanhas “I’m a Mac, I’m a PC”, na aparição da Gisele Bundchen com um Macbook no colo em algum desfile antes da seu video nessa campanha ir ao ar.
Antes disso, na época da primeira temporada do 24 horas, havia uma teoria de que os mocinhos usavam Macs e os bandidos PCs e que isso era uma brincadeira dos roteiristas. E era assim que o culto ao Mac foi sendo criado e mantido.
Curiosidades a parte, acho que vale a pena começar a ficar atento a essas aparições da Apple em filmes ecom personagens fora do mundinho de artistas (cineasta, músico, fotógrafo, designer) e começar a entrar no mundo real de estudantes (os programas de descontos para estudantes já transformam as universidades americanas), contadores, advogados e etc.
Esse reposicionamento é sutil mas está acontecendo agora. Não me surpreenderia se houver uma mudança drástica do market-share no futuro.
Claro que depende de como a Apple vai lidar com os constantes conflitos com seus clientes de iPhone e como isso pode machucar a marca.

Depois de um trabalho literalmente massante de 3 semanas de filmagem em NY, 40 animadores e 2.5 toneladas de massinha de modelar… a sony lança o 3º comercial de Bravia - Play-Doh, da série “Colours like no other”. Todinho em stop-motion! Vale a pena conferir! Tô chocada até agora.

Outro dia, vi um mobiliário urbano em Curitiba que imitava uma vitrine de sapatos. A idéia não estava muito bem produzida, mas pelo menos inovava ao colocar sapatos de verdade no anúncio. Como a lei Kassab parece que “pegou” pensei que fosse começar a ver bastante coisa diferente nos pontos de ônibus, mas não tenho visto nada de especial ultimamente.
O uso da mídia exterior ainda não se compara porém com algumas ações que têm rolado lá fora. Esta da Ecko Unlimited é um idéia alemã. A mídia exterior é na verdade uma tela LCD que recebe comandos via bluetooth do seu celular. Daí o pedestre pode fazer o seu graffiti virtual, até que outra pessoa apague e comece tudo de novo. Ou até que um grafiteiro de verdade jogue tinta por cima da tela LCD…