Coletivo Sem Papas

29, Novembro 2007

Integração, 360, full service, one stop shop. Ahã.

Arquivado em: Negócios, Propaganda — Cezar @ 3:39 pm

O cliente tem um problema: um lançamento, uma oferta, uma concorrência.

A agência cria um conceito central para resolver o problema do cliente. A partir daí, cada área se concentra para fazer o melhor em sua especialidade: o online, a guerrilha, o below the line.
Cada uma aproveitando o melhor que seu meio oferece: no online, por exemplo, a campanha não é uma simples digitalização dos anúncios.

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Parece simples. Mas por que a verdadeira integração é tão difícil?

28, Novembro 2007

A solução final

Arquivado em: Marketing Direto, Marketing de Relacionamento — James Scavone @ 10:35 am

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Recentemente, o Cezar fez um post sobre cartões de Natal. Talvez a solução final seja esta daí em cima. Tipo genérico: contempla as festas cristãs, judias, muçulmanas e até algum evento ateu de final de ano. Quisera eu ter pensado nisso antes.

27, Novembro 2007

Branding do Rio de Janeiro

Arquivado em: Branding, Tendência — Daniel Sollero @ 11:38 am

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Depois da tragédia da Fonte Nova fiquei pensando na mancha que isso seria na imagem do Brasil sede da Copa do mundo. Na coluna do Nelson de Sá na Folha (apenas para assinantes) já mostra a repercussão disso na mídia internacional:

(…)O acidente “não é a melhor publicidade para o Brasil sediar a Copa”, disse um dos engenheiros à Reuters. “O que encontramos foi pior que o esperado. Muitos estádios estão em estado absolutamente deplorável.”
No título do despacho, “Acidente no Brasil expõe os estádios de futebol”. Também na AP e France Presse, esta postada pelo Google, “Tragédia foca a atenção nos estádios inseguros do Brasil”. Na italiana Ansa, “Imagem do Brasil para Copa é afetada por tragédia”.

Como que um cenário desses pode ser revertido?

Lembrei de uma matéria que li na edição de setembro da Monocle que falava de um esforço do governo do Rio de Janeiro em reverter a percepção que os últimos anos têm fixado na mente dos turistas e até de alguns dos habitantes da cidade.
O nome do projeto se chama 1Rio e só deve ter uma versão de verdada no ar no mês que vem.
Entre os esforços desse grupo 1Rio está a contratação da Saffron Brand Consultants do Wally Ollins (um dos fundadores da Wolff Olins) e a empreitada é bancada por empresários cariocas cujo intuito é recuperar a auto estima do Estado e dos cariocas e voltar a atrair mais turistas (afastados pelas notícias de violência e etc) e negócios.
Flavio Azevedo (ex-Ogilvy) explica o projeto na matéria e diz que a intenção é transformar o 1Rio em um movimento como o que já foi feito na Africa do Sul e como o I Love NY de Nova Iorque.

Lembro também que teve uma matéria na revista do Globo sobre como o Rio é a cara do Brasil e como ele, pessoalmente, pretende se envolver nessa retomada e que pretende até mudar a sede da ABC para a cidade maravilhosa. Peças começam a se encaixar…

Na mesma edição da Monocle há uma entrevista com Ollins sobre Branding de países em que ele alerta que renovar um país, uma cidade ou até mesmo uma marca não é coisa que se resolve em uma campanha. “É algo que pode demorar 10 a 20 anos”.

Aqui vão alguns trechos da entrevista:

(mais…)

21, Novembro 2007

Mais uma emboscada da Apple

Arquivado em: Emboscada — Daniel Sollero @ 9:40 am

[video]http://www.youtube.com/watch?v=ZRAUlK8_2VE[/video]

Dessa vez foi no site da CNET. Mais precisamente na página do Windows Vista na CNET. A Apple colocou um dos seus famosos vídeos “I´m a Mac, I´m a PC” associada a um banner que tinha um letreiro luminoso “Dont give up on Vista” ( não desista/abandone do/o Vista). O video que pode ser visto acima é mais uma vez fantástico e conta todos os problemas que alguns usuários do sistema operacional da Microsoft vem tendo e que os levam a voltar para o XP ou trocar para o MacOS.

Bela emboscada, bom roteiro e que reverberou bastante no Digg e em outros sites/blogs.

Agora a pergunta que não quer calar é: quando que a Microsoft vai fazer uma emboscada dessas com a Apple? Porque produtos da Apple também dão problema. Ou vocês acham que o Leopard está sendo um paraíso para os usuários?

20, Novembro 2007

A Maldição dos Antenados.

Arquivado em: Sem Categoria — Pitchu @ 6:59 pm

Outro dia entrevistei um candidato para a criação. Ele me disse que sua principal qualidade é ser antenado. Nesse momento, me caiu uma ficha e eu respondi. “Filho, sinto muito por você. Espero que essa maldição passe logo e você possa criar algo novo pra gente”.

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De repente, realizei que os vangloriosos antenados são na verdade gravadores e repetidores daquilo que os concorrentes fizeram e tiveram sucesso. São registros ambulantes de um passado recente. Não servem sequer como registro daquilo que não deu certo. Os antenados não captam isso.

Será que é difícil demais inventar sem ver o do vizinho? Dá pra pensar em algo absurdamente inédito sem iniciar sugestionado um processo de criação?

Por exemplo, tem coisa pior que fazer brainstorming com um grupo bem antenado? É um horror. É uma disputa de quem viu mais, acessou mais, lembra mais. No final o mais brilhante propõe algo que é a mistura de 2 ou 3 cases citados.

Há uma semana atrás fiz um brainstorming com um cara da área comercial. O sujeito é o mais desantenado possível no tema pirotecnias da internet. O cara é simplesmente criativo, inventivo. Foi um sucesso. O cara imaginava coisas desprendidas de ideias pré concebidas. Parecia uma criança imaginando livremente.

O candidato que me disser que não é antenado mas que acima disso pensa, inventa e inova, ganha a vaga.

19, Novembro 2007

Cartões de Natal

Arquivado em: Sem Categoria — Cezar @ 5:19 pm

Fim de ano não tem jeito: assim como a decoração dos shoppings e o papai noel, aquele job de cartão de Natal sempre aparece. Imagino que o número de cartões criados por um publicitário ao longo de sua vida, considerando aprovados e reprovados, seja comparável aos gols do Romário.

Conheço pessoas que em suas horas vagas, mesmo em janeiro, já vão arquivando idéias para esse trabalho.
Vai dizer que não tem um desses na sua mesa?
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A Paris de Atget revisitada

Arquivado em: Dica de Leitura, Fotografia — James Scavone @ 3:32 pm

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Volta e meia vemos uma foto na Vejinha tentando reproduzir o ângulo de uma foto tomada no começo do século XX. Digo tentando porque em primeiro lugar, o ângulo e a lente nunca são exatamente os mesmos e, depois, porque São Paulo costuma ser muito mutante para guardar os mesmos pontos de referência. Árvores, casas e quarteirões inteiros desaparecem e dão lugar a avenidas ou outras árvores, casas e quarteirões.

Eis que dou de cara com um livro bastante interessante: Paris Changing: Revisiting Eugène Atget’s Paris, do fotógrafo americano Christopher Rauschenberg. A idéia foi refazer os passos do francês Eugène Atget, que passou anos - de 1888 a 1927 - fotografando as ruas de Paris e produziu um documento histórico (e artístico) da cidade francesa. E o americano seguiu o seu caminho e fez fotos nos anos 90.

Fiquei com muita vontade de conhecer por dentro este livro da editora Princeton Architectural Press. Aqui por US$ 40,00.

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