Outro dia entrevistei um candidato para a criação. Ele me disse que sua principal qualidade é ser antenado. Nesse momento, me caiu uma ficha e eu respondi. “Filho, sinto muito por você. Espero que essa maldição passe logo e você possa criar algo novo pra gente”.
De repente, realizei que os vangloriosos antenados são na verdade gravadores e repetidores daquilo que os concorrentes fizeram e tiveram sucesso. São registros ambulantes de um passado recente. Não servem sequer como registro daquilo que não deu certo. Os antenados não captam isso.
Será que é difícil demais inventar sem ver o do vizinho? Dá pra pensar em algo absurdamente inédito sem iniciar sugestionado um processo de criação?
Por exemplo, tem coisa pior que fazer brainstorming com um grupo bem antenado? É um horror. É uma disputa de quem viu mais, acessou mais, lembra mais. No final o mais brilhante propõe algo que é a mistura de 2 ou 3 cases citados.
Há uma semana atrás fiz um brainstorming com um cara da área comercial. O sujeito é o mais desantenado possível no tema pirotecnias da internet. O cara é simplesmente criativo, inventivo. Foi um sucesso. O cara imaginava coisas desprendidas de ideias pré concebidas. Parecia uma criança imaginando livremente.
O candidato que me disser que não é antenado mas que acima disso pensa, inventa e inova, ganha a vaga.

5 comments ↓
O pior dos antenados é aquele que manda 12 notícias do BlueBus/MMOnline/Propmark por dia achando que é o mensageiro das novidades.
[…] Remixtures wrote an interesting post today!.Here’s a quick excerpt Outro dia entrevistei um candidato para a criação. Ele me disse que sua principal qualidade é ser antenado. Nesse momento, me caiu uma ficha e eu respondi. “Filho, sinto muito por você. Espero que essa maldição passe logo e você possa criar algo novo pra gente”. [IMG antena.jpg] De repente, realizei que os vangloriosos antenados são na verdade gravadores e repetidores daquilo que os concorrentes fizeram e tiveram sucesso. São registros ambulantes de um passado recente. Não servem sequer como […]
Eu parto do princípio de que um antenado não usa o termo ‘antenado’.
Pior ainda é descobrir que aquele profissional a quem você tá dando a maior força, resolve ligar a antena na reunião-chave, e vomita tudo o que você resolveu não falar porque achava besteira.
Ou então o cliente que descobriu a internet quase 10 anos depois da bolha, e resolve ser mais antenado que você, a agência ou o mercado inteiro. É o cliente que esquece do seu principal negócio ou “core-business”, porque agora ele é digital.
Belo port pita!
[…] Não estou falando que o post está certo ou errado. Mas acho válido levantar a lebre da última tendência. O Pitchu já tinha tocado no assunto em um post aqui no Coletivo. […]
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