
A piada aqui na ag_407 é que não dá para abrir o ffffound porque você vai acabar ficando a tarde inteira por lá. Confesso que fico até com um pouco de raiva vendo tanta coisa boa. Viro para o diretor de arte mais próximo e falo: “por que a gente não faz mais coisas assim?”. O cara não me ouve porque também está com os olhos fixos na página do ffffound e um fone de ouvido.
Daí descobri um artigo de um cara comparando o ffffound com o falecido Napster. Diz ele que a mesma coisa que aconteceu com a música depois dos sites P2P está acontecendo com o universo do design. A tendência é que as pessoas parem de comprar livros de design como deixaram de comprar CDs. Mais um que decreta a morte dos livros. Mas o texto é bacana e vale a leitura. Clica aqui e dá uma olhada.
Brindes, a princípio, eram um agradecimento aos seus clientes pela preferência, fidelidade e tudo mais. Depois vieram com o racional de que era uma maneira de se expandir a experiência com a marca e que os brindes deveriam corresponder à personalidade da marca.
Mas chega final de ano e começa a época de desova dos brindes. É um tal de dar sobras de brindes de ações pontuais em qualquer encontro do trade ou até para clientes como se fosse algo que realmente fosse encanta-lo e lembra-lo de sua importância.
Só para dar um exemplo, deram uns brindes no prêmio Marketing Best quer saber o que? Sem citar as marcas: um Pin com o mascote do Pan2007, uma sacola plástica vazia (um pouco melhor que as de supermercado) , um penduricalho para celular, jornais e revistas do trade(afinal era um prêmio e as edições falavam dos ganhadores).
Um momento de celebração e afirmação para o trade se tornou algo tosco.
A primeira pergunta que vem a mente é:
Como é que uma empresa que dá isso pode ser premiada?
E brinde, não é jabá. Um brinde é algo que pode estreitar relacionamento com a marca. Eu recebi um brinde da BrandChannel que eu não esperava e que gerou um post aqui no Coletivo.
Brindes são para encantar os clientes e não afastá-los. É uma memorabilia. É algo que vai fazer com que o cliente lembre de uma experiência agradável com a marca.
Mas aí depende de cada departamento de marketing…
[video]http://www.youtube.com/watch?v=P5nAxzH4OPs&eurl=[/video]
Já gostava de Martin Scorcese por causa de seu nome. Ele é Martin como eu sou James e é Scorcese como eu sou Scavone. Essa coisa toda de ter um nome anglo-italiano faz mais sentido perto do seu nome de bombeiro novaiorquino. Mas esse filme para Finca Freixenet criado pela JWT da Espanha me deixou ainda mais a favor do diretor americano, que mostrou ter um baita senso de humor. Notem o tom azul do terno do personagem principal. Não poderia ser mais hitchcockiano. (via Pedro Doria)

Offline: feirinha hippie. Você chega em um moço que vende brincos de metal e pergunta se ele tem um brinco roxo. Ele diz que não e aponta para o terceiro hippie à esquerda. Ele tem um trabalho bonito e colorido, vai lá.
Online: você disponibiliza seu trabalho online. Manda para o Etsy, um portal de compras e vendas de artigos manufaturados (dica da Fran). O ‘terceiro hippie à esquerda’ vira um ranking de votos no seu produto ou a seleção da própria equipe do Etsy.
O que eu achei mais interessante nisso tudo foi a maneira de categorizar os produtos. Por tags, votos e análises, quem compra pode procurar o que quer utilizando muitos filtros diferentes, como cores, recém-vendidos, linha do tempo e por aí vai. Bem bacana a estrutura dessa cauda longa hippie.
Só fico imaginando se as pessoas que postam lá têm dreads, tatuagens tribais e falam espanhol…

A Red Bull aprontou mais uma das suas. E desta vez em Taiwan: um dos seus patrocinados saltou da torre mais alta do mundo (509 metros de altura) com um pára-quedas logomarcado com Red Bull. Nada demais não fosse a série espetacular de ações de Guerrilha que reforçam a atitude da marca em diversos países: corrida de F1 nas ruas de São Paulo, Red Bull Air Race, Flug Tag e a ação no buraco do Metrô de Pinheiros (opa! essa não! Essa foi coisa feia de se fazer, vai?).
Cada vez mais a marca se aproxima das atitudes radicais tão admiradas por jovens consumidores de todas as partes do mundo.
(via Globo.com).
As marcas globais Red Bull e Golden Palace (um cassino) encabeçam a minha lista de marcas mais guerrilheiras, na compreensão roots de ser.
No início de 2007, o blog da Vovó Danada fez um sucesso incrível entre os publicitários. Segundo a lenda, alguém não identificado, com muitos anos de mercado, cansou e começou a falar mal de todos os figurões da área.
O sucesso foi incrível – a cada dia, o blog se tornava uma arena com mais de 100 comentários.
Quem participa de listas de discussão também se acostumou a ver que esse nome é levado ao pé da letra. Desde aquelas discussões nerds, que alimentam nosso lado mau e sarcástico, até aquelas que despertam vergonha alheia.
A internet dá um poder enorme para as pessoas, com blogs, listas de discussão, fóruns, mensagens instantâneas e e-mails.
Seria ótimo se as discussões fossem produtivas e construtivas.
Se as pessoas não sabem usar, o jeito é cortar. A Intel, por exemplo, fez o dia sem e-mail. Eu iria além e faria o dia sem telefone e e-mail, pra obrigar mesmo as pessoas a tirarem a buzanfa da cadeira. Se é pra falar, que seja na cara.
E você, quantos e-mail grosseiros já começou a responder mas desistiu antes de apertar o send?

Laerte que me perdoe, mas o meu cartunista preferido é um senhorzinho chamado Joaquín Salvador Lavado. Digo senhorzinho com todo respeito, porque nasceu em 1932, uma data cada vez mais distante, e também porque nunca o vi ao vivo e imagino que se pareça com o homenzinho narigudo e de pouco cabelo de seus cartuns. Joaquín Salvador Lavado é Quino, o pai da Mafalda.
Só que não é sobre Mafalda que quero falar, me refiro àqueles outros quadrinhos, que parecem autobiográficos, mais cotidianos, situações que surgem quando um argentino comum observa a mesa ao seu lado e desenha a maneira como o vizinho pede um café para o garçom. Era uma criança de dez ou onze anos quando conheci Quino, esse argentino de Mendoza. Andava deslumbrado entre as estantes e mesas de uma feira de livros quando ganhei de meu pai uma edição chamada Quinoterapia. Lá descobri um cara que ironizava algumas situações de hospital, de sala de espera, da relação médico-paciente. Conheci um humor que não era feito para dar altas gargalhadas. Era algo diferente, me sentia observado, como se alguém estivesse me olhando ao limpar o ouvido usando um cotonete.
(Continua aqui.)
Depois de anos de esquecimento, a Apple resolveu lembrar que o Brasil existe. Há fortes indícios de que abrirá uma loja em São Paulo, mas precisamente no Shopping Iguatemi, o templo do consumo da classe alta paulistana. Até aí, tudo bem. Vai ser ótimo mesmo ter uma Apple Store por aqui. De repente os prazos de entrega das máquinas ou de peças reduza assim como os preços. Veremos exatamente o que encanta tanto nessa marca e nas suas lojas.
Mas o que acho engraçado é falarem, geralmente em tom messiânico, que o Steve Jobs vem para a inauguração. E isso não está mais apenas nas bocas dos macmaníacos. Isso virou notícia em diversos jornais.
E é sempre assim. Quando vem uma marca que ainda não tinha vindo para o Brasil para que todos fiquem em polvorosa. Foi assim com Starbucks e antes dele o Burger King. É dificil não pensar que com esse tipo de comportamento parecemos uns deslumbrados com o novo mundo. Lembro quando inauguraram um McDonalds em Teresópolis (serra carioca) a reação foi exatamente a mesma.
Eu sei que muitas vezes nós, publicitários, estimulamos esse tipo de comportamento mas o que me espanta é que muitas vezes até nós agimos como deslumbrados.
Mas independente disso, o que dá para perceber é que o poder das marcas nunca esteve tão forte e todo o esforço de branding que conseguir resultar nesse nível de fidelidade acaba sendo hiper válido para as marcas. E o ciclo continua…