Coletivo Sem Papas

30, Janeiro 2008

Olhar estrangeiro

Arquivado em: Design — James Scavone @ 1:15 pm

Sidney Pink é americano e vive há alguns anos no Japão. Diz que observar uma cultura totalmente estranha o fez evoluir como artista plástico. Olha atentamente as colegiais japonesas no metrô e o jeito como apoiam as mãos nas pernas. E coloca essas meninas de saia e meia ao lado de um astronauta retrô americano em suas obras. Interessante o poder do olhar estrangeiro na criação e na eterna busca pela originalidade. Já pensei em me hospedar em um hotel em algum canto distante de São Paulo e fingir que era turista. Acordar, olhar o mapa e sair andando e fotografando e fazendo compras na região do hotel. Ficar olhando atentamente as moedas de real para não errar na hora de pagar, como se fosse uma unidade monetária exótica…

29, Janeiro 2008

Digital Brasil X Digital UK

Arquivado em: Digital, Negócios — Cezar @ 6:21 pm

Haaa, 2 posts num dia só! Isso é viver em São Paulo: frio e chuva no meio do verão e ter que esperar até as 20h para ir embora por causa do rodízio.

Mas vamos ao que interessa: a matéria é velha, mas já que ninguém comentou, aqui vai. Em 2009, no Reino Unido, os gastos com publicidade web passarão os gastos com publicidade na TV. Vale lembrar que Reino Unido e Suécia, outro país em que isso acontecerá, são exceções positivas, mas no mundo todo as participações online têm crescido.

Aqui no Brasil, porém, temos uma equação bem complicada. Uma inserção de 30″ num jornal custa em média R$ 150.000,00 e teoricamente 20% disso é da agência. Num plano de mídia razoável, gasta-se um valor considerável e a agência ganha um belo dinheiro.

Os valores de campanhas online estão crescendo, mas não chegam aos pés de uma campanha que envolva TV e revista. Valorizando o online, a agência ganha menos dinheiro e ainda tem mais trabalho, já que web dá um trabalhão pra criar, produzir, acompanhar resultados e mudar no meio do caminho. Quem vai pagar essa conta? 

O Brasil já foi referência online, mas hoje não dá uma inveja de ver o que estão fazendo lá fora e desse investimento todo no digital?

Ano 2000?

Arquivado em: Digital — Cezar @ 6:20 pm

Cachorro picado por cobra quando vê lingüiça sai correndo.

Não tem nada mais ano 2000 que eleições americanas, olimpíadas, bolsas instáveis e dezenas de empresas pontocom aparecendo toda semana. Isso sem contar as clássicas matérias falando de como elas são bacanas.

Quem trabalhava com web nessa época sabe muito bem como a história terminou.

Claro que o momento é bem diferente, mas que lembra, lembra.

24, Janeiro 2008

Hit me on my iPhone

Arquivado em: Tendência, Viral On Line — Daniel Sollero @ 9:40 am

[video]http://www.youtube.com/watch?v=YBu3N8_U4WE[/video]

Eu adoro quando propagandas são alteradas pelos usuários/consumidores. As propagandas da Apple, geralmente são pratos cheios para isso. Já aconteceu N vezes com o “I’m a mac, I’m a PC”. Mas quando pegam um tutorial como os do iPhone e remixam, acaba saindo uma coisa nova. E essa versão hip-hop do Hit me on my iPhone é bem legal.  A edição é ótima e a letra também.

E isso é bom para mostrar que vale tudo no mundo do mashup e as marcas que já estiverem preparadas para essa nova realidade podem sair na frente e conseguir um lugar no coração dos consumidores. Claro que ter um bom produto/serviço é fundamental mas  se puder associar isso a uma boa percepção da marca, as coisas melhoram sensivelmente.

Se o produto for caro, melhor ainda. Enviaram essa matéria na lista de discussão radinho e ela acaba ajudando a entender um pouco da mística da Apple e de várias marcas com um posicionamento para mercado AAAAAAAAAAAA. Vale a leitura.

23, Janeiro 2008

Mouse, evolua!

Arquivado em: Sem Categoria — Cezar @ 1:01 pm

O disquete 5 ¼ virou 3 ½, depois virou CD que virou DVD que virou pen drive.

Os monitores de fósforo verde ficaram coloridos e viraram LCD.

Os 386 tiveram umas 20 gerações até virarem Core Duo.

 

Por que mouse e teclado continuam os mesmos de 10 anos atrás?

(Tá bom, tirando a troca da bolinha bizarra pelo conjunto ótico nos mouses).

 

 

9, Janeiro 2008

Que relação temos com o nosso mercado?

Arquivado em: Bizarro, Branding, Dica de Leitura, Vacilaram! — Daniel Sollero @ 5:48 pm

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Na praia no fim de ano vi umas coisas bizarras. Várias pessoas que trabalhavam na praia vendendo produtos e sujando ainda mais a areia. Eram guimbas de cigarro, garrafas d`água largadas na areia e por aí vai.
O que me fez pensar em uma coisa básica. Será que eles não percebem que quanto mais suja a praia ficar menos gente vai frequentar aquele ponto e como consequência comprar alguma coisa desse mesmo vendedor?

Geralmente os que sujavam a praia eram os ambulantes e não os comerciantes que tem um quiosque ou uma barraca fixa naquele local. Vi um que sentou na sombra de um guarda-sol de outra pessoa, fumou seu cigarro, bebeu uma água (ambos espero que tenham sido comprados) e depois largou ambos na areia. Levantou, pegou as cangas que vendia e continuou a procurar compradores. Fiquei pensando que a relação que essas pessoas têm com o seu mercado é superficial demais. É algo que não pode dar certo por elas não se envolverem com aquele meio. É uma relação total de sangue-suga e não de troca. Não é nem um emprego é apenas algo que paga as contas. E esse tipo de comportamento se repete em todos os segmentos e principalmente em pessoas que não têm mais aquele tesão de fazer algo que gostam.

No livro Get back in the Box do Douglas Rushkoff há um exemplo de um lixeiro nos EUA que curtia o que fazia e trabalhava melhor porque ele se divertia fazendo aquilo. Porque um vendedor de praia não pode ter esse mesmo comportamento? Por que isso geralmente causa uma relação predatória com o mercado? e qual a nossa relação com o nosso mercado? Será que estamos fazendo exatamente o que o vendedor de cangas fez? Ou será que estamos desenvolvendo algum mercado? Início de ano e aqui vão algumas coisas para pensar até o carnaval. Porque sabemos que o ano só começa depois do carnaval, né?

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