Marketing da esquizofrenia
Já faz um tempo que as colunas do Clive Thompson na Wired quase valem a revista. A da edição de Abril vem com um texto sobre uma nova ferramenta de comunicação: o marketing da esquizofrenia (na verdade o nome é hypersonic sound ) Para divulgar um programa do A&E cujo tema era paranormalidade, eles transmitiam a mensagem:
Quem está aí? Quem está aí?
O problema é que esse áudio (?) era transmitido como se fosse uma voz na cabeça da pessoa que se encontrava na frente do feixe de luz.
Embora isso abra novas fronteiras nas comunicação e no marketing de guerrilha, também faz com que novos níveis de medo de manipulação se instaurem na nossa vida. Imagine isso associado a uma campanha personalizada, quantas pessoas não se sentiriam loucas ou até mesmo mais inclinadas a fazer determinadas ações porque vozes na sua cabeça estavam mandando.
Tudo o que já questionei no post sobre Marketing Invisível se torna bem mais grave. Nem quero pensar no que isso poderia causar nas mãos de profissionais irresponsáveis.
Imagine só a campanha do "Compre Baton, Compre Baton" usando esse tipo de artifício…
