Coletivo Sem Papas

5, Março 2008

Espero que a Bic já tenha falado com ele

Arquivado em: Design, Fotografia, Product Placement — Daniel Sollero @ 6:38 pm

Sério, já perderam tempo.

Ele faz desenhos baseados em fotos apenas com uma caneta bic azul. Parece difícil de acreditar por que tem muito detalhe ali. Mas a escala desses desenhos não é nada pequena. Os quadros chegam a 3m.

O nome dele é Juan Francisco Casas e no seu site você poderá ver outros desenhos tão impressionantes como esses abaixo.

woman-in-bra-pen-drawing.jpg

Parece foto, né? Agora olha o detalhe da foto abaixo
closeup-bic-art.jpg

woman-in-pantys-bic-drawing.jpg

Parece que foi tratado no photoshop, apenas com uma foto com tint.

juan-franscisco-drawing.jpg

Olha o tamanho do desenho.

Eu só espero que esse não seja o Hoax do ano. Porque se for eu caí feito um patinho.

Via  

Ponte Senegal- Alasca

Arquivado em: Bizarro — Daniel Sollero @ 12:54 pm

Em todo o lugar é assim. A regulagem do ar condicionado nunca agrada a todos. As mulheres congelam, os caras falam que está bom e no final a saúde de ninguém aguenta fazer constantemente a ponte Senegal-Alasca.

Tenho pena do pessoal de atendimento e novos negócios que vai para toda hora e enfrenta o calor fortíssimo e depois emenda com um frio absurdo no ar condicionado da agência.

Enquanto isso o pessoal da manutenção pena ao lidar com opiniões tão diferentes a respeito da temperatura ideal.

E tome vitamina C…

13, Fevereiro 2008

E o Influx Insights continua mandando bem

Arquivado em: Dica de Leitura, Negócios, Tendência — Daniel Sollero @ 11:05 pm

Nas últimas semanas não tenho tido tempo nem para olhar para o lado quanto mais para ler RSS, postar aqui no É isso e por aí vai. Mas hoje a noite resolvi passar os olhos em alguns feeds que assino e novamente me encantei com o Influx Insights. É diferente do Coolhunting, do Josh Spear e de blogs de publicidade mas tem cada coisa fantástica que ficou difícil até para mim não escrever sobre o que li.

1- Blyk. Uma operadora de celular no Reino Unido focado em jovens de 16-24 que ao invés de pagarem pelo serviço, eles recebem 6 anúncios por dia. Leia mais

2- Pixish. Um novo site criado por um dos fundadores da JPGMag (antes da briga e separação) e que foca em aproximar criativos e clientes e,claro, que o foco principal é fotografia. A idéia não é original mas acho o conceito bastante interessante. Acho que isso deveria ser algo que o pessoal do Camiseteria deveria pensar em lançar no futuro. Vale ler

3- Um ponto de vista pelo menos interessante sobre o target, foco e interpretações desses conceitos e que resulta em um post sobre o posicionamento da Dunkin Donuts:

The problem with focus is it limits business. The finance folks and the people responsible for growth don’t want focus; in fact, they despise it because it means narrowing opportunity. They will come back to you saying they don’t just want to target women, they believe their target is everyone who owns a television. You see it all the time with cable networks that start off with a very focused mission, like weather and end up three years later showing horror movies and rare European documentaries.

24, Janeiro 2008

Hit me on my iPhone

Arquivado em: Tendência, Viral On Line — Daniel Sollero @ 9:40 am

[video]http://www.youtube.com/watch?v=YBu3N8_U4WE[/video]

Eu adoro quando propagandas são alteradas pelos usuários/consumidores. As propagandas da Apple, geralmente são pratos cheios para isso. Já aconteceu N vezes com o “I’m a mac, I’m a PC”. Mas quando pegam um tutorial como os do iPhone e remixam, acaba saindo uma coisa nova. E essa versão hip-hop do Hit me on my iPhone é bem legal.  A edição é ótima e a letra também.

E isso é bom para mostrar que vale tudo no mundo do mashup e as marcas que já estiverem preparadas para essa nova realidade podem sair na frente e conseguir um lugar no coração dos consumidores. Claro que ter um bom produto/serviço é fundamental mas  se puder associar isso a uma boa percepção da marca, as coisas melhoram sensivelmente.

Se o produto for caro, melhor ainda. Enviaram essa matéria na lista de discussão radinho e ela acaba ajudando a entender um pouco da mística da Apple e de várias marcas com um posicionamento para mercado AAAAAAAAAAAA. Vale a leitura.

9, Janeiro 2008

Que relação temos com o nosso mercado?

Arquivado em: Bizarro, Branding, Dica de Leitura, Vacilaram! — Daniel Sollero @ 5:48 pm

2059540540_85483aa278.jpg
Na praia no fim de ano vi umas coisas bizarras. Várias pessoas que trabalhavam na praia vendendo produtos e sujando ainda mais a areia. Eram guimbas de cigarro, garrafas d`água largadas na areia e por aí vai.
O que me fez pensar em uma coisa básica. Será que eles não percebem que quanto mais suja a praia ficar menos gente vai frequentar aquele ponto e como consequência comprar alguma coisa desse mesmo vendedor?

Geralmente os que sujavam a praia eram os ambulantes e não os comerciantes que tem um quiosque ou uma barraca fixa naquele local. Vi um que sentou na sombra de um guarda-sol de outra pessoa, fumou seu cigarro, bebeu uma água (ambos espero que tenham sido comprados) e depois largou ambos na areia. Levantou, pegou as cangas que vendia e continuou a procurar compradores. Fiquei pensando que a relação que essas pessoas têm com o seu mercado é superficial demais. É algo que não pode dar certo por elas não se envolverem com aquele meio. É uma relação total de sangue-suga e não de troca. Não é nem um emprego é apenas algo que paga as contas. E esse tipo de comportamento se repete em todos os segmentos e principalmente em pessoas que não têm mais aquele tesão de fazer algo que gostam.

No livro Get back in the Box do Douglas Rushkoff há um exemplo de um lixeiro nos EUA que curtia o que fazia e trabalhava melhor porque ele se divertia fazendo aquilo. Porque um vendedor de praia não pode ter esse mesmo comportamento? Por que isso geralmente causa uma relação predatória com o mercado? e qual a nossa relação com o nosso mercado? Será que estamos fazendo exatamente o que o vendedor de cangas fez? Ou será que estamos desenvolvendo algum mercado? Início de ano e aqui vão algumas coisas para pensar até o carnaval. Porque sabemos que o ano só começa depois do carnaval, né?

20, Dezembro 2007

A função dos brindes

Arquivado em: Branding — Daniel Sollero @ 10:33 am

Brindes, a princípio, eram um agradecimento aos seus clientes pela preferência, fidelidade e tudo mais. Depois vieram com o racional de que era uma maneira de se expandir a experiência com a marca e que os brindes deveriam corresponder à personalidade da marca.
Mas chega final de ano e começa a época de desova dos brindes. É um tal de dar sobras de brindes de ações pontuais em qualquer encontro do trade ou até para clientes como se fosse algo que realmente fosse encanta-lo e lembra-lo de sua importância.
Só para dar um exemplo, deram uns brindes no prêmio Marketing Best quer saber o que? Sem citar as marcas: um Pin com o mascote do Pan2007, uma sacola plástica vazia (um pouco melhor que as de supermercado) , um penduricalho para celular, jornais e revistas do trade(afinal era um prêmio e as edições falavam dos ganhadores).
Um momento de celebração e afirmação para o trade se tornou algo tosco.
A primeira pergunta que vem a mente é:

Como é que uma empresa que dá isso pode ser premiada?

E brinde, não é jabá. Um brinde é algo que pode estreitar relacionamento com a marca. Eu recebi um brinde da BrandChannel que eu não esperava e que gerou um post aqui no Coletivo.
Brindes são para encantar os clientes e não afastá-los. É uma memorabilia. É algo que vai fazer com que o cliente lembre de uma experiência agradável com a marca.

Mas aí depende de cada departamento de marketing…

6, Dezembro 2007

Reação além da razão

Arquivado em: Branding — Daniel Sollero @ 4:10 pm

Depois de anos de esquecimento, a Apple resolveu lembrar que o Brasil existe. Há fortes indícios de que abrirá uma loja em São Paulo, mas precisamente no Shopping Iguatemi, o templo do consumo da classe alta paulistana. Até aí, tudo bem. Vai ser ótimo mesmo ter uma Apple Store por aqui. De repente os prazos de entrega das máquinas ou de peças reduza assim como os preços. Veremos exatamente o que encanta tanto nessa marca e nas suas lojas.

Mas o que acho engraçado é falarem, geralmente em tom messiânico, que o Steve Jobs vem para a inauguração. E isso não está mais apenas nas bocas dos macmaníacos. Isso virou notícia em diversos jornais.

E é sempre assim. Quando vem uma marca que ainda não tinha vindo para o Brasil para que todos fiquem em polvorosa. Foi assim com Starbucks e antes dele o Burger King. É dificil não pensar que com esse tipo de comportamento parecemos uns deslumbrados com o novo mundo. Lembro quando inauguraram um McDonalds em Teresópolis (serra carioca) a reação foi exatamente a mesma.

Eu sei que muitas vezes nós, publicitários, estimulamos esse tipo de comportamento mas o que me espanta é que muitas vezes até nós agimos como deslumbrados.
Mas independente disso, o que dá para perceber é que o poder das marcas nunca esteve tão forte e todo o esforço de branding que conseguir resultar nesse nível de fidelidade acaba sendo hiper válido para as marcas. E o ciclo continua…

27, Novembro 2007

Branding do Rio de Janeiro

Arquivado em: Branding, Tendência — Daniel Sollero @ 11:38 am

1rio.jpg

Depois da tragédia da Fonte Nova fiquei pensando na mancha que isso seria na imagem do Brasil sede da Copa do mundo. Na coluna do Nelson de Sá na Folha (apenas para assinantes) já mostra a repercussão disso na mídia internacional:

(…)O acidente “não é a melhor publicidade para o Brasil sediar a Copa”, disse um dos engenheiros à Reuters. “O que encontramos foi pior que o esperado. Muitos estádios estão em estado absolutamente deplorável.”
No título do despacho, “Acidente no Brasil expõe os estádios de futebol”. Também na AP e France Presse, esta postada pelo Google, “Tragédia foca a atenção nos estádios inseguros do Brasil”. Na italiana Ansa, “Imagem do Brasil para Copa é afetada por tragédia”.

Como que um cenário desses pode ser revertido?

Lembrei de uma matéria que li na edição de setembro da Monocle que falava de um esforço do governo do Rio de Janeiro em reverter a percepção que os últimos anos têm fixado na mente dos turistas e até de alguns dos habitantes da cidade.
O nome do projeto se chama 1Rio e só deve ter uma versão de verdada no ar no mês que vem.
Entre os esforços desse grupo 1Rio está a contratação da Saffron Brand Consultants do Wally Ollins (um dos fundadores da Wolff Olins) e a empreitada é bancada por empresários cariocas cujo intuito é recuperar a auto estima do Estado e dos cariocas e voltar a atrair mais turistas (afastados pelas notícias de violência e etc) e negócios.
Flavio Azevedo (ex-Ogilvy) explica o projeto na matéria e diz que a intenção é transformar o 1Rio em um movimento como o que já foi feito na Africa do Sul e como o I Love NY de Nova Iorque.

Lembro também que teve uma matéria na revista do Globo sobre como o Rio é a cara do Brasil e como ele, pessoalmente, pretende se envolver nessa retomada e que pretende até mudar a sede da ABC para a cidade maravilhosa. Peças começam a se encaixar…

Na mesma edição da Monocle há uma entrevista com Ollins sobre Branding de países em que ele alerta que renovar um país, uma cidade ou até mesmo uma marca não é coisa que se resolve em uma campanha. “É algo que pode demorar 10 a 20 anos”.

Aqui vão alguns trechos da entrevista:

(mais…)

21, Novembro 2007

Mais uma emboscada da Apple

Arquivado em: Emboscada — Daniel Sollero @ 9:40 am

[video]http://www.youtube.com/watch?v=ZRAUlK8_2VE[/video]

Dessa vez foi no site da CNET. Mais precisamente na página do Windows Vista na CNET. A Apple colocou um dos seus famosos vídeos “I´m a Mac, I´m a PC” associada a um banner que tinha um letreiro luminoso “Dont give up on Vista” ( não desista/abandone do/o Vista). O video que pode ser visto acima é mais uma vez fantástico e conta todos os problemas que alguns usuários do sistema operacional da Microsoft vem tendo e que os levam a voltar para o XP ou trocar para o MacOS.

Bela emboscada, bom roteiro e que reverberou bastante no Digg e em outros sites/blogs.

Agora a pergunta que não quer calar é: quando que a Microsoft vai fazer uma emboscada dessas com a Apple? Porque produtos da Apple também dão problema. Ou vocês acham que o Leopard está sendo um paraíso para os usuários?

31, Outubro 2007

Plano de mídia e gerenciamento de crise

Arquivado em: Propaganda, Vacilaram! — Daniel Sollero @ 9:33 am

Sempre que o plano de mídia de uma campanha é feito, procura-se minimizar problemas e tirar de locais que possam danificar a marca ou associa-la a aspectos negativos.

O Copywriting blog listou algumas dessas situações. São vários exemplos de mídia off-line que deram errado ou que distorcem a mensagem original. Esses são engraçados e realmente não há muito o que fazer em alguns casos. Mas quando o assunto são links patrocinados e anúncios contextuais, deve haver uma maneira de evitar que esse tipo de problema ocorra.

Lembro de uma vez que houve um acidente aéreo em que todos os anúncios que apareciam eram tentando vender passagens mais baratas. E a maioria dos anúncios era das empresas envolvidas no acidente.

Parece besteira, mas quem está se informando sobre um acidente, procurando nome de amigos entre as vítimas, ao ver um anúncio de venda de passagens da mesma companhia, vai ficar muito irritado e, provavelmente, vai comentar com outras pessoas sobre a falta de tato da empresa e de querer vender passagens mesmo quando um avião cai.

Mas e quando é apenas uma coincidência infeliz? Algo como uma rede de fast food ao lado de um anúncio contra obesidade infantil? Pode ser uma ação de guerrilha, emboscada justamente para causar esse estranhamento e reforçar um ponto de vista.

Ou seja, em uma situação de crise, o pessoal de RP coloca seu plano de gerenciamento de crise em prática e o pessoal de marketing deveria fazer o mesmo imediatamente também. Na minha opinião, a primeira medida seria tirar os anúncios do ar e depois trocar por algo que estivesse de acordo com a linha de comunicação definida para a crise e pós-crise  mas, na real que agência de marketing/comunicação tem um plano de gerenciamento de crise?

« Older PostsNewer Posts »

Gerado por WordPress

Allofmp3 vpn