Abril 1st, 2008 — Negócios
É fato cientificamente comprovado que a maioria das reuniões é absolutamente improdutiva. Com o avanço do mobile, então, as reuniões se tornaram sessões para responder e-mail e enviar SMS.
Já tentaram de tudo: petit comite, reuniões fora do ambiente de trabalho, quadros com regras para reuniões, mas nada disso funcionou.
De todas elas, vi uma que achei a mais criativa e eficiente: dar um copo de água para cada pessoa beber antes de entrar na sala de reunião. Se alguém quiser testar e postar os resultados aqui, à vontade.

Março 26th, 2008 — Negócios
A publicidade mundial definitivamente mudou. As Nakeds, Strawberry Frogs, Wieden+Kennedies, Mothers e interativas vêm mostrando uma cara nova para a comunicação. Inclusive com novos modelos de negócio.
Sinal disso é que este ano acontecerá o 4º Congresso de Publicidade. Esses congressos costumam acontecer nas épocas em que a casa da propaganda nacional está caindo - o último aconteceu 30 anos atrás.
Apesar da boa saúde financeira das agências .br no curto prazo, a longo prazo parece existir algo errado. E somos nós que estaremos vivos e trabalhando nesse longo prazo, certo?

Naked
Janeiro 29th, 2008 — Digital, Negócios
Haaa, 2 posts num dia só! Isso é viver em São Paulo: frio e chuva no meio do verão e ter que esperar até as 20h para ir embora por causa do rodízio.
Mas vamos ao que interessa: a matéria é velha, mas já que ninguém comentou, aqui vai. Em 2009, no Reino Unido, os gastos com publicidade web passarão os gastos com publicidade na TV. Vale lembrar que Reino Unido e Suécia, outro país em que isso acontecerá, são exceções positivas, mas no mundo todo as participações online têm crescido.
Aqui no Brasil, porém, temos uma equação bem complicada. Uma inserção de 30″ num jornal custa em média R$ 150.000,00 e teoricamente 20% disso é da agência. Num plano de mídia razoável, gasta-se um valor considerável e a agência ganha um belo dinheiro.
Os valores de campanhas online estão crescendo, mas não chegam aos pés de uma campanha que envolva TV e revista. Valorizando o online, a agência ganha menos dinheiro e ainda tem mais trabalho, já que web dá um trabalhão pra criar, produzir, acompanhar resultados e mudar no meio do caminho. Quem vai pagar essa conta?
O Brasil já foi referência online, mas hoje não dá uma inveja de ver o que estão fazendo lá fora e desse investimento todo no digital?
Janeiro 29th, 2008 — Digital
Cachorro picado por cobra quando vê lingüiça sai correndo.
Não tem nada mais ano 2000 que eleições americanas, olimpíadas, bolsas instáveis e dezenas de empresas pontocom aparecendo toda semana. Isso sem contar as clássicas matérias falando de como elas são bacanas.
Quem trabalhava com web nessa época sabe muito bem como a história terminou.
Claro que o momento é bem diferente, mas que lembra, lembra.
Janeiro 23rd, 2008 — Sem Categoria
O disquete 5 ¼ virou 3 ½, depois virou CD que virou DVD que virou pen drive.
Os monitores de fósforo verde ficaram coloridos e viraram LCD.
Os 386 tiveram umas 20 gerações até virarem Core Duo.
Por que mouse e teclado continuam os mesmos de 10 anos atrás?
(Tá bom, tirando a troca da bolinha bizarra pelo conjunto ótico nos mouses).
Dezembro 12th, 2007 — Digital
No início de 2007, o blog da Vovó Danada fez um sucesso incrível entre os publicitários. Segundo a lenda, alguém não identificado, com muitos anos de mercado, cansou e começou a falar mal de todos os figurões da área.
O sucesso foi incrível – a cada dia, o blog se tornava uma arena com mais de 100 comentários.
Quem participa de listas de discussão também se acostumou a ver que esse nome é levado ao pé da letra. Desde aquelas discussões nerds, que alimentam nosso lado mau e sarcástico, até aquelas que despertam vergonha alheia.
A internet dá um poder enorme para as pessoas, com blogs, listas de discussão, fóruns, mensagens instantâneas e e-mails.
Seria ótimo se as discussões fossem produtivas e construtivas.
Se as pessoas não sabem usar, o jeito é cortar. A Intel, por exemplo, fez o dia sem e-mail. Eu iria além e faria o dia sem telefone e e-mail, pra obrigar mesmo as pessoas a tirarem a buzanfa da cadeira. Se é pra falar, que seja na cara.
E você, quantos e-mail grosseiros já começou a responder mas desistiu antes de apertar o send?
Novembro 29th, 2007 — Negócios, Propaganda
O cliente tem um problema: um lançamento, uma oferta, uma concorrência.
A agência cria um conceito central para resolver o problema do cliente. A partir daí, cada área se concentra para fazer o melhor em sua especialidade: o online, a guerrilha, o below the line.
Cada uma aproveitando o melhor que seu meio oferece: no online, por exemplo, a campanha não é uma simples digitalização dos anúncios.

Parece simples. Mas por que a verdadeira integração é tão difícil?
Novembro 19th, 2007 — Sem Categoria
Fim de ano não tem jeito: assim como a decoração dos shoppings e o papai noel, aquele job de cartão de Natal sempre aparece. Imagino que o número de cartões criados por um publicitário ao longo de sua vida, considerando aprovados e reprovados, seja comparável aos gols do Romário.
Conheço pessoas que em suas horas vagas, mesmo em janeiro, já vão arquivando idéias para esse trabalho.
Vai dizer que não tem um desses na sua mesa?

Setembro 18th, 2007 — Digital, Propaganda, Tecnologia
De carona no post abaixo, uma observação sobre as apresentações que assisti esse ano.
Das maiores agências brasileiras até agências digitais gigantes como a Razorfish, ninguém caprichou no powerpoint. Todos com fundo branco, um logo discreto da agência e conteúdo diagramado com muita simplicidade.
Embora eu seja partidário do conteúdo maior que forma, é de estranhar para uma área que vive vendendo apresentações mirabolantes e até em vídeo e Flash.

Setembro 13th, 2007 — Digital
Saiu na edição deste mês da Computer Arts: em uma pesquisa feita com estudantes de comunicação que se formam em Londres, apenas 10% se especializam em mídias digitais. Segundo cálculos da revista, por lá a cada ano se formam aproximadamente 17.000 pessoas, ou seja, entram 1.700 pessoas no mercado de trabalho digital. O que é insuficiente para atender à demanda e ao crescimento da área. Esse fenômeno não acontece só lá, como também nos EUA: a Razorfish já é obrigada a procurar profissionais fora do país.
Aqui no Brasil, com o grande crescimento da demanda, já faltam bons profissionais. Um reflexo disso é que começa a funcionar a lei da oferta e procura: os salários estão subindo e muitas pessoas preferem até viver de freelas.
Respeitadas as proporções, depois do apagão de eletricidade e apagão aéreo corremos o risco de viver um apagão digital?