Coletivo Sem Papas

1, Julho 2007

Pingüins sob o sol

Arquivado em: Buzz, Guerrilha, PR Stunt — James Scavone @ 11:21 pm

[video]http://www.youtube.com/watch?v=KJhHxxi0yUc[/video]

Foi aqui perto da minha casa, logo ali no monumento do empurra-empurra. Colocaram dezenas de pingüins de gelo sob o sol de inverno de São Paulo para mostrar na prática os efeitos do tão falado aquecimento global. Achei bacana a ação dos caras do 50graus.org. Só tenho algo a dizer sobre a edição e a trilha escolhida, que parecem feitas para consumo externo. Sabe aquelas campanhas feitas especialmente para Cannes? Sei lá, vai ver os caras estão sendo muito profissionais e eu, um baita de um chato.

Do blog da Veridiana.

25, Junho 2007

Titanium Grand Prix

Arquivado em: Product Placement, Sem Categoria — James Scavone @ 1:16 pm

Falei deste case aqui no Coletivo em janeiro. E eis que é ele o escolhido para o GP de Titanium deste ano. Definitivamente, é preciso olhar com atenção o universo dos videogames como mídia. Para ver o filme com o trailer de todos os jogos lançados na promoção do Burger King, clique aqui. E continuamos sem uma categoria “Games” na barra aí do lado. Mancada!

22, Junho 2007

Ai, que vergonha do Zé

Arquivado em: Dica de Leitura, Sem Categoria, Vacilaram! — James Scavone @ 10:29 am

es-vergonha_r.jpg
Diz a piada que certo dia avisaram um caipira das escapadas da sua mulher com o seu melhor amigo. Para ter certeza, o caipira finge que vai pescar e se esconde dentro do armário no quarto do casal. Fica observando a mulher pela fresta até que o Zé, seu amigo, aparece na casa. Começam a se beijar e o caipira vai se enfurecendo. A coisa esquenta e o Zé tira toda a roupa da mulher. Nesta hora, ao perceber que o corpo da sua velha companheira não é mais aquelas coisas, o caipira esquece a traição e exclama: “Ai, que vergonha do Zé”.

A proibição dos blogs nos Jogos Pan-americanos do Rio é uma daquelas situações em que dá uma vontade enorme de dizer: ai, que vergonha do Zé. Não vou nem entrar no mérito da construção da Vila do Pan ou do desastre anunciado na organização dos jogos quando os turistas, atletas e delegações chegarem aos montes ao balneário carioca, mas o veto aos blogs é coisa de matar de vergonha.

Continue a ler o texto aqui.

21, Junho 2007

Uma rosa é uma rosa com qualquer outro nome

Arquivado em: Digital, Marketing Direto, Propaganda — James Scavone @ 2:28 pm

Howard Draft, aquele dono de agência que eu mencionei neste post, criou alguns novos nomes para velhos cargos. Apresentou em Cannes a nova estrutura da agência, que acaba com as divisões entre online e offline e above e bellow the line. A agência de Howard Draft fica assim:

atendimento = business builders
criaçao = content creators
planejamento = insight catalysts
mídia = experience architects

Será que realmente muda alguma coisa além dos nomes?

18, Junho 2007

Boa idéia no SPFW

Arquivado em: Guerrilha, Marketing de Relacionamento, PR Stunt — James Scavone @ 5:27 pm

aguabancoreal.jpg
O Banco Real se esforça para comunicar que é o banco da sustentabilidade. Nada mais justo, muito antes de quase toda a concorrência abraçar o tema, os caras já estavam usando papel reciclato, divulgando o seu Fundo Ethical e patrocinando ações como o Prêmio da Maturidade. Mas é raro ver boas idéias em torno do tema sustentabilidade e ainda assim escapar da pecha de eco-chato. Esta idéia, que circulou recentemente no SPFW, é uma dessas. Um copo quase vazio para reforçar o tema do uso consciente da água.

Alguém sabe que agência fez?

17, Junho 2007

Edit, remix, plágio, chupadas e cia.

Arquivado em: Fotografia, Música — James Scavone @ 7:07 pm

[video]http://www.youtube.com/watch?v=rvjRNYqV4ds[/video]

Baixamos uma imagem outro dia de uma página qualquer do Flickr. Era perfeita para fazer o layout de um job aqui da agência. Daí flipamos horizontalmente, trocamos a cor da camisa e a cabeça da modelo - tá bom, confesso, a imagem não era tão perfeita assim… Mas foi lá no Flickr que tudo começou e muito da imagem original continuava presente na foto que acabou compondo o layout e indo para o cliente.

De quem é esta imagem? Como e por que pagar por seus direitos? Percentualmente?

Outro exemplo: Pilooski, um francês de 34 anos, pegou uma faixa meio obscura da banda dos anos 60 Frankie Valli & The Four Seasons e criou o hit europeu do momento: Beggin. Fez o que chamam de “edit” para criar um hit tão hit como foi “Crazy” em 2006. O termo “edit” é parecido com o remix mas, como diz o jornalista da Folha Thiago Ney, “enquanto o remix não precisa necessariamente ter uma relação formal com a música original, o ‘edit’ deve preservar a estrutura básica da canção.” Ou seja, Pilooski pegou um música existente (como a imagem do Flickr), conservou os vocais de Valli, grande parte da sua instrumentação e adicionou alguns efeitos eletrônicos (como fizemos com o Photoshop na imagem).

De quem é o hit Beggin? Como será que Pilooski vai pagar pelos direitos?

O último exemplo pode ser encontrado na Piauí deste mês. Um belo texto da jornalista Daniela Pinheiro, que mostra algumas das chupadas homéricas que podem ser encontradas nos desfiles da SPFW, do Fashion Rio e outros destes grandes happenings do mundo da moda brasileiro. É de ficar bem chocado com as similaridades entre uma peça da Chloé, grife parisiense, que desfilou no corpo de uma modelo em outubro de 2005 e a peça exibida pela grife da estilista carioca Layana Thomaz no ano seguinte. Leia o artigo e tire suas conclusões.

Definitivamente o século 21 deu uma boa esculhambada no direito autoral. Sabe que até acho isso bem interessante? Também adoro neologismos… mas isso é conversa para outro post.

Em tempo: parece que Pilooski vai tocar dia 23 no Vegas aqui em São Paulo.

11, Junho 2007

Quebra-colunas

Arquivado em: Dica de Leitura, Marketing de Relacionamento, Web2.0 — James Scavone @ 7:42 pm

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Conhece a expressão Spine Breaker? E Dancing Dads? Dancing Dads é mais fácil de traduzir: são o que chamam de tiozão aqui por estas terras. E para fugir da imagem de tiozão – ou de parecer um pai mostrando suas habilidades na pista de dança – a Penguin Books vai lançar em setembro deste ano o Spinebreakers. Um site-barra-blog feito por adolescentes para adolescentes. A necessidade nasceu de uma pesquisa que diz que 3 de cada 4 teens descobrem sobre livros apenas na internet e que 44% dos adolescentes de 13 a 18 anos não visitam e nem visitarão nenhuma livraria, farão tudo online. É a editora investindo nos seus futuros leitores em um país (a Inglaterra) que deve ter um dos maiores índices de leitores da Europa e do mundo atualmente. Um blog para falar do último livro do Nick Hornby, que é direcionado para esta faixa etária e de clássicos como Catcher in the Rye do Salinger e On the Road do Kerouac. Um blog para incentivar os adolescentes a inaugurar livros e se tornarem Spinebreakers - ou “quebradores de espinha”, que é como são chamadas as lombadas dos livros na terra da rainha. Vale ficar de olho. Livro por aqui é coisa rara, nas mãos de adolescentes então… coisa raríssima.

4, Junho 2007

Por querer querendo?

Arquivado em: Bizarro, Negócios — James Scavone @ 12:24 pm

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Parece coisa daquelas teorias da conspiração. Um site, que descobri outro dia, cita uma tal de “architecture of control“, que questiona o quanto algumas coisas parecem inocentemente falhas e o quanto podem ser deliberadamente falhas para gerar um erro ou uma nova atitude.

O exemplo ilustrado pela foto pode explicar melhor a teoria.

Recentemente, Dan Lockton, o autor da teoria, mostrou-se muito irritado com o botão de internet do seu Sony Ericsson W880. O botão fica espremido entre dois outros botões bastante utilizados e é apertado “sem querer” muitas vezes. Sempre que aperta, ele precisa apertar outro botão para cancelar a operação. O texto admite que pequenos aparelhos como os celulares precisam ter botões de tamanhos reduzidos e que erros, como apertar dois deles ao mesmo tempo, são inevitáveis. Acontece que esbarrar no botão de internet gera um custo para o usuário. E é bem aí que mora o perigo.

Alguns usuários podem não perceber que apertaram o botão errado e pagar um preço alto no final do mês.

Será que o “botão-de-internet-em-um-clique” é um feature tão imprescindível assim? Será que alguma coisa que pedisse uma confirmação depois de ser apertada não seria melhor? São estas as questões levantadas pelo site. Tem outros exemplos bem interessantes de design do mal por lá. Será que o mundo conspira contra nós? Será que estão todos atrás de nosso rico dinheirinho?

3, Junho 2007

Almighty Google

Arquivado em: Bizarro — James Scavone @ 12:09 pm

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É incrível a força que a marca Google tem em nosso imaginário. O que diferencia o homem dos outros animais é a busca por respostas, o questionamento. De onde viemos, para onde vamos, quem somos, etc. Aí um site como o Google, que oferece respostas tal qual um oráculo grego, só pode exercer um fascínio quase irracional em nosso dia-a-dia cheio de perguntas. Achei - no Google, claro - uma foto bem humorada para ilustrar esta mera divagação dominical…

28, Maio 2007

Memories

Arquivado em: Bizarro, Buzz, Fotografia — James Scavone @ 8:31 pm

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Para quem não conhece, Dr Martens é uma marca de sapatos bem tradicional inglesa. Como estudei no colégio St.Pauls aqui de São Paulo, sei bem o peso desta marca. Todo mundo tinha que ter um Doc Martens para ir para a escola. Na mesma época que o meu primo, numa escola brasileira, queria um New Balance 1500, o cool era ter um daqueles sapatos pesadões com solado à prova de ácido. O Doc Martens nasceu para proteger os pés dos trabalhadores no chão de fábrica, depois se tornaram o uniforme oficial dos escolares, junto com a gravata e o blazer. Era também o sapato escolhido pela turma grunge de Seatle – digamos que combinava bem com as camisas xadrezas.

A mais nova campanha da Doc Martens é a campanha polêmica da hora. Todo blogueiro que é blogueiro está falando dela. A troca de opiniões envolveu até a viúva Courtney Love e levou a marca de sapatos a tirar a conta da Satchi & Satchi. E o que este blog pensa à respeito?

Que em vez de se incomodar com o retrato do vocalista angelicalmente sentado em uma nuvem, a viúva deveria deixar que ele siga o caminho de Elvis, Che Guevara e outros mais, o do ícone pop. Acho até que levou muito tempo para que usassem o mais famoso símbolo do movimento grunge em uma campanha. Acho que os biógrafos ainda precisam encontrar a foto certa de Kurt Cobain, o ângulo definitivo, a pose imortal. Tenho certeza de que assim como a foto de Alberto Korda fez maravilhas pela imagem revolucionária do argentino Ernesto Che Guevara, logo veremos o rosto de Cobain ganhar dimensões iconográficas também. Mais: ficou bem claro que a Courtney Love é uma baita de uma chata de galochas.

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