Corrida dos sonhos

Larry Flynt, o famoso editor da revista Hustler fez mais uma das suas.

Dessa vez o cara colocou 16 “cavalas” (i.e. mulheres gostosas, em carioquês) para correr um derby em Los Angeles, EUA.

A imprensa é claro, adorou e cobriu o evento com fartura. Os curiosos também adoraram e já geraram mais de 1 milhão de visualizações do feito na web.

Show!

A corrida inteira está aqui

via globo.com

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Tim Robbins está falando com a gente

O discurso de Tim Robbins no National Association Broadcasting Show nos EUA não tem apenas relação com os Americanos do Norte.

Vivemos hoje no Brasil um círculo vicioso de informações inúteis e convenientemente disseminadas para alimentar a ignorância da nossa sociedade. De todas as classes sociais. De todas as classes econômicas. Eu falo isso sem exageros: experimente conversar com alguns garotões/garotonas ricos e bem criados da nossa casta e tire as suas conclusões.

Não dá para não lembrar das repercussões envolvendo as nossas Danielas, Luanas, Adrianas etc quando Tim Robbins fala que “nós não precisamos celebrar a cultura pela obsessão pornográfica em torno das celebridades”. Tampouco precisamos ver “acidentes de carro” (ou assassinatos brutais) por dias e dias e mais dias e mais dias.

Ele (Tim Robbins) diz que nós não prestamos atenção aos absurdos políticos da nossa sociedade porque estamos mais atentos ao caso da calcinha. Lá funciona como cá.

A nossa imprensa, assim como a Americana, também está entregue à notícia mais fácil de ser digerida. Às notícias que titam da banca, que mantêm a audiência na tela (seja do computador ou da TV: ah, a-boa-e -velha-agora-moderna-TV).

E assim vamos mantendo a audiência em alta. E novas tabelas de preço podem ser apresentadas aos anunciantes. E justificativas muito bem embasadas podem sustentam um plano de mídia forte, consolidado, amplo, super blá blá blá.

E assim também vamos vivendo com veículos dispostos a entregar o ‘quase nada’ além do escandaloso, o raso. E anunciantes dispostos a entregar o ‘quase nada’ além de preço.

Abs

O vídeo do Tim Robbins está aqui.

Are you ready? Are you ready? Let’s get it on!!!

Achei que tem muito a ver com o meu post anterior sobre os telespectadores estarem detestando intervalos comerciais e a nossa necessidade de criar novos canais de comunicação com estes mesmos consumidores.

E como o conteúdo do que foi escrito está ótimo, eu resolvi dar continuidade ao assunto.

É o seguinte, o Neto postou uma opinião interessante e que ontem mesmo já gerou mais de 30 comentários. Fala sobre criação, planejamento, ppt, espontaneidade (ou falta dela) etc. Quer ler? Clique aqui.

A reação ao post está ótima. E para mim, apenas 1 delas, entendeu bem a bronca do cara, o seu desabafo. O seu “PQP-que-merda-é-essa-que-está-acontec… (!?!?!?!?)”.

Abs

E agora cliente?

Saiu no jornal O Estado de São Paulo:

Os intervalos comerciais que invadem a programação das emissoras de televisão são os momentos mais detestados pelos telespectadores. Pesquisa global da consultoria Accenture com consumidores de sete diferentes países aponta que 64% dos entrevistados se declaram incomodados com o excesso de anúncios. Entre os países consultados estão: Alemanha, Brasil, Estados Unidos, Espanha, França, Itália, México e Reino Unido. O que surpreende é que nem mesmo uma programação ruim desagrada tanto quanto a propaganda. Apenas 14% dos entrevistados se irritam com programas desinteressantes.

E agora cliente? Eles usaram o verbo “DETESTAR”. Repito: Eles DE-TES-TAM intervalos comerciais. Pense um pouco e responda: quanto você vai gastar no seu próximo plano de mídia?

Abs

Louis Vuitton

Já vi campanhas similares a essa (a da Embratel, aqui do Brasil mesmo, também explora diversos países e suas peculiaridades). Mas gostei muito mais desta abordagem porque diferentemente da que foi feita pela Embratel, eu penso que houve um mais cuidado com a campanha (fato compreensível quando estamos comparando chamadas de longa distância com acessórios de luxo).

O vídeo do Keth Richards é sensacional (e ainda não está no site da campanha. Ele ‘vazou’na web… ok ok, estratégia velha de campanha, mas quando bem feita, muito eficiente).

Os depoimentos são consistentes. Fazem sentido. Especialmente se você já visitou estes locais.

Ah, e antes que eu me esqueça, estes filmes me fazem lembrar de uma frase que o NIgel Morris da Isobar disse no primeiro Proxxima: “Esqueça os 30 segundos. A gente pode ter o consumidor por muito mais tempo do que isso. Basta entregar conteúdo relevante”.

O site da campanha está aqui. Vale a visita.

E confira o vídeo do Keith Richards sobre Londres abaixo:

O que o mundo pensa da Propaganda

É engraçado ver como o “mundo exterior” enxerga o mercado em que trabalhamos.

Vejam este vídeo e tirem as suas próprias conclusões. Ele é velho, de 2006. E tem um roteiro muito bom.

Red Bull ataca novamente

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A Red Bull aprontou mais uma das suas. E desta vez em Taiwan: um dos seus patrocinados saltou da torre mais alta do mundo (509 metros de altura) com um pára-quedas logomarcado com Red Bull. Nada demais não fosse a série espetacular de ações de Guerrilha que reforçam a atitude da marca em diversos países: corrida de F1 nas ruas de São Paulo, Red Bull Air Race, Flug Tag e a ação no buraco do Metrô de Pinheiros (opa! essa não! Essa foi coisa feia de se fazer, vai?).

Cada vez mais a marca se aproxima das atitudes radicais tão admiradas por jovens consumidores de todas as partes do mundo.

(via Globo.com).

As marcas globais Red Bull e Golden Palace (um cassino) encabeçam a minha lista de marcas mais guerrilheiras, na compreensão roots de ser.

Idéia simples e sensacional

Essa é mais uma daquelas que a gente pensa: “por que não pensei nisso antes???”. E para mim, a genialidade está na… assista você mesmo e tire as suas conclusões. Eu não vou estragar a surpresa.

Infelizmente não sei da sua eficácia. Realmente gostaria de saber se gerou apenas barulho ou aumentou o volume de recebimentos.

Para assistir ao vídeo clique aqui (ele não aceita ser divulgado em blogs e não está no You Tube, por incrível que pareça…).

via Adverblog.

“Falem mal, mas falem de mim”. E ainda tem gente que acredita nisso…

A briga das cervejas esquentou de novo quando a última campanha da Sol resolveu ridicularizar o “redondo” (alusão à campanha da Skol) e retirar uma placa do “Bar do Zeca” colocando uma outra com o “Bar da Sol”. O Conar deve entrar em campo em breve.

Alguns profissionais dirão que foi para gerar barulho e confusão, e que a Sol ganha com isso… Outros vão dizer que com a proibição do Conar isso gerará mais buzz, e que a Sol ganha com isso… Vejo até aqueles que irão proclamar que a Sol deveria ser ainda mais agressiva e produzir novos ataques com anúncios e virais sacaneando a Skol.

Todos acreditam que é preciso atacar os concorrentes para gerar boca a boca? Ninguém tem competência para fazer isso de uma forma mais inteligente e dentro da ética? Será que a velha máxima do “falem mal, mas falem mim” se aplica nos dias de hoje, nos quais os consumidores estão cada vez mais cientes do seu poder? O que a Sol ganha com este bate-boca, recall de marca? Mas a que preço?

Numa boa, a FEMSA certamente tem argumentos de sobra para apresentar o seu produto sem agredir a concorrência. Deveriam usá-los.

Em tempo: A Ambev também não é nenhuma Virgem Maria. E volta e meia também pisa na bola.

Em breve teremos uma cópia por aqui também

A crise tá forte. Programas americanos, ingleses e holandes são formatados para passar aqui na terrinha (a Endemol Brasil deve estar nadando em dinheiro com estes programetes - basta analisar todos os outros programas estrangeiros que a Globo já colocou no ar: desde o primeirão que foi “No Limite” passando por todas as edições de “BBB”, “Guerra do Sono” até chegar no mais recente “Extreme Make Over Home Edition” que passa no Caldeirão do Huck.

O mercado de comunicação há tempos vem presenciando situações semelhantes (que não chegam a ser as famosas chupadas, mas claramente se basearam em criações anteriores). Hoje mesmo temos no ar campanhas de TV que lembram muito formatos criativos consagrados em Cannes (a campanha do Itaú com pessoas andando para formar a logo da empresa é um exemplo disso - e para matar a sua curiosidade, isso foi feito para a cerveja Carlton Draught com o anúncio “It’s a Big Ad“, só que de uma forma beeem mais aprimorada).

Hoje saiu na Folha de S. Paulo que uma série de humor on-line está convidando internautas para participar da criação do seu roteiro (conceito web “2 PONTO ZERO” da pesada). A série em questão é a www.wherearethejoneses.com e é original da Inglaterra. Achei a idéia MUITO boa e me pergunto quanto tempo levará até vermos uma agência ou canal de TV por aqui bradando aos 4 ventos ser “a primeira a fazer isso no Brasil”…