Diretor de cinema guerrilheiro
Eu já era fã de Domingos de Oliveira faz tempo. O cara é o tal: é um ótimo autor, diretor, cineasta etc, tem um papo ótimo, manteve a sua arte intacta ao longo de 50 anos de carreira. Sem falar que o cara se casou com a Leila Diniz, furacão que passou pelo Rio nos anos 60. O cara é bom.
Agora abro a Folha de S. Paulo e está lá: “…só nos resta experimentar, buscar caminhos alternativos. Talvez exibir este filme em primeira mão na TV fechada possa pelo menos me servir como boca a boca”. Ele se refere ao lançamento do longa “Carreiras” que entra em cartaz nos cinemas amanhã, mas será exibido hoje no Canal Brasil, com o apoio de Marcelo Mendes, sócio do circuito Estação, que corrobora a estratégia de guerrilha para os filmes independentes: “só as chamadas que o filme ganhou na TV já valeram a pena”.
Domingos, aos 70 anos, sabe que a indústria do cinema está em risco e resolveu quebrar alguns paradigmas. Para isso está buscando formas alternativas para comunicar o seu lançamento e gerar interesse do público (e de público em si) via boca a boca e mídia espontânea. Já ganhou a minha repercussão e a minha audiência.




