Maio 14th, 2008 — Buzz, Web2.0
Primeiro o artista foi divulgado como o cara que matou um cachorro em nome da arte. Deixou o pobre coitado encoleirado numa galeria, até ele morrer de fome. Escândalo. A possível repetição da obra repercutiu mais ainda: petições, ONG´s e justiceiros online procurando evitar mais uma morte de um cão. Quer dizer, evitar dentro da galeria, já que não fazem nada por os outros tantos que morrem nas ruas.
Foi justamente com esse discurso que o artista e a galeria se reportaram à mídia, dizendo agora que isso não passa de um hoax. Verdade ou mentira, a questão cai mais uma vez na credibilidade da mídia. E não falo apenas de mídia tradicional (sem essa de atazanar jornalistas). A nova mídia, construída e destruída por todos também é agente de tudo isso, repassando informação que não necessariamente é verdade. Os fatos são rápidos, o modo de produção também, leva quem postar antes. Ou você nunca caiu num hoax?
A grande preocupação é até onde as pessoas diferenciam esse caráter deletável das informações da web, um terreno onde muita coisa não tem compromisso com a verdade. Aliás, onde muita coisa não tem compromisso com nada. Afinal, o que é verdade mesmo?
Os irmãos Lumière mudaram o mundo com o conceito deles de cinema. Ok, para a época isso era extremamente relevante. Mas o conteúdo do filme em si? Uma viagem de trem. Nada mais que isso. Conteúdo ignorável, tecnologia fascinante. Humm, isso me lembra algo.
Dezembro 13th, 2007 — Design, Web2.0

Offline: feirinha hippie. Você chega em um moço que vende brincos de metal e pergunta se ele tem um brinco roxo. Ele diz que não e aponta para o terceiro hippie à esquerda. Ele tem um trabalho bonito e colorido, vai lá.
Online: você disponibiliza seu trabalho online. Manda para o Etsy, um portal de compras e vendas de artigos manufaturados (dica da Fran). O ‘terceiro hippie à esquerda’ vira um ranking de votos no seu produto ou a seleção da própria equipe do Etsy.
O que eu achei mais interessante nisso tudo foi a maneira de categorizar os produtos. Por tags, votos e análises, quem compra pode procurar o que quer utilizando muitos filtros diferentes, como cores, recém-vendidos, linha do tempo e por aí vai. Bem bacana a estrutura dessa cauda longa hippie.
Só fico imaginando se as pessoas que postam lá têm dreads, tatuagens tribais e falam espanhol…
Setembro 20th, 2007 — Buzz, Tendência
Fiz esse post lá no MaWá com W, mas acho uma boa referência para trazer aqui. E em épocas de Cidade Limpa, fica o velho questionamento: arte pode?
Desde janeiro deste ano, a artista plástica Tanya Serra ‘perde’ esculturas por Barcelona. Ela as deixa em algum lugar da cidade e, em seguida, usa cartazes bem simples para divulgar:

Os cartazes direcionam ao site Cera Perdida, que explica um pouco mais do projeto. O que mais me intrigou foi que qualquer um pode levar a estátua para onde quiser: pode ganhar um presente pra casa, pode vender na esquina ou pode simplesmente utilizá-la para prender a bicicleta. Só em Barcelona mesmo.
Eu sempre fui simpatizante da idéia de fazer da cidade uma exposição a céu aberto. Mas não se pode negar que essa é uma maneira interessante - e cara - de divulgar o próprio trabalho.
Setembro 17th, 2007 — Dica de Leitura, Tendência
O Michel Lent fez uma palestra no 12º Encontro de Web Design, organizado pela Arteccom, em Curitiba. Não estive presente, mas um dos slides que ele disponibilizou lá no Viu Isso? me chamou a atenção:

Tanto se fala em interatividade, participação do usuário, conteúdo gerado pelo consumidor - e constantemente esse gráfico aí é esquecido. Às vezes fico com a impressão de que quem planeja ações interativas fica tão empolgado com as maravilhas tecnológicas que dão o poder ao povo que acaba esquecendo que esse mesmo povo não aprendeu ainda a subir um vídeo no You Tube. E não há nenhum problema nisso. Só não dá para esperar um belo retorno da ação se o público não está nessa onda ainda.
Há um tempo atrás rolou uma discussão no Radinho sobre blogs e flogs de adolescentes. A discussão não era exatamente sobre isso, mas passou por esses pontos, de ‘quem escreve para esse público, um público que adora letra verde-limão em fundo roxo? Como pode isso?’. Ora, quem escreve para esse público é o próprio público. E eles vão continuar escrevendo em letra verde-limão com fundo roxo, até o dia em que virarem adultos geeks gostarem mais de letra cinza em fundo branco. Ou não.
Ah, vejam a apresentação inteira do Michel. Tá bem bacana.
Agosto 14th, 2007 — Propaganda, Viral On Line
Achei a idéia forte e linda e a produção de extremo bom gosto.
Outro dia, embalei um papo com uma fotógrafa que fazia um trabalho para uma ONG. O briefing dela era retratar as crianças sem deixá-las com cara de hospital. A idéia era que as pessoas não tivessem pena ao ver as fotos, mas sim enxergassem a criança que está por trás da doença. E fazer isso pode ser mais difícil do que parece.
Agosto 13th, 2007 — Buzz, Guerrilha, Viral On Line

Criar uma banda fake, montar os clipes da banda, disponibilizar os hits para download. Essa estratégia foi bastante explorada por aqui – e a maioria internética caiu matando em cima do fake total. Mas e se essa banda for de mulheres muito gostosas – quase nuas, óbvio – cantando um refrão associado à pornografia?
A campanha Bom Chica Wah Wah da Axe é super bem produzida e atraente. Veja bem, não estou comparando com a onda do Tiozão. É claro que o público de Axe é outro, assim como o cliente, que topa assinar algo do gênero. Mas é inegável que ninguém vai parar para pensar se uma banda como essa é de mentira. Definitivamente essa dúvida fica de fora diante do material oferecido pelas moças (humm, esse sim pode ser fake!). Outro ponto diferente é que a inserção de marca também é muito mais clara do que no caso do Tiozão. De qualquer jeito, ponto pra Axe mais uma vez. Afinal, quem não quer ter um viral espontâneo como esse aí embaixo circulando na internet?
Ah, vi a campanha no Talkability.
Julho 16th, 2007 — Buzz, Viral On Line
Spoof para o comercial das tintas Sony Bravia. Ótima maneira de iluminar o assunto de novo e ressuscitar o viral.
Julho 12th, 2007 — Buzz, Guerrilha

Ação para o Museu da Tortura. Essa entra para o famoso ‘por que é que eu não pensei nisso antes?’. Simples e genial.
Outro ponto a ser questionado: isso é uma placa, um promotor ou um homem-cartaz? Ultimamente o pessoal geek anda aflito com nomes, nomenclaturas e maneiras de se vender para o cliente. A real é que as mídias se misturam no fim das contas. Não há porque deixar tudo separado. O que importa é passar a mensagem, da maneira mais criativa possível.
Via Advertising for peanuts que viu no Seaspace.
Julho 5th, 2007 — Digital, Guerrilha, Tendência, Viral On Line

A Nike sempre mandou bem em virais, brand experience e coisas do gênero. Quando ninguém sabia o que era um vídeo viral, era só falar lembra aquele vídeo do Ronaldinho que você recebeu por e-mail? Pronto, a pessoa entendia na hora do que estávamos falando. O bom da história é ver como a Nike constrói um conteúdo bem legal que acaba deixando a marca mais-legal-ainda. O Blog Nike Futebol é um exemplo disso, já que trata de diversos assuntos do mundo dos esportes. Tem desde os garotos-propaganda e times patrocinados até entrevistas com ONG e participação em produtos cool (como Flickr e YouTube).
Eu, MaWá, não entendo nada de futebol e assumo que compro Nike por osmose. Vai saber até onde vai a imagem da marca na decisão de compra…
Julho 4th, 2007 — Fotografia

Quem trabalha com comunicação sabe: tudo depende de como você conta a história. Ou nesse caso, de como você registra. Thomas Brodahl fez essas fotos enquanto esperava o show do Red Hot Chilli Peppers. Como ele mesmo definiu, parecia uma grande orgia, embora não muito prazerosa. Vale a pena ver o ensaio inteiro. Sensacional.
Via blog da Ginga.