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Maio 8th, 2008 — Bizarro, Vacilaram!
São Paulo faz frio. A campanha do agasalho tem parceiros em diversos locais. Muitos shoppings, supermercados tem as caixas para as pessoas depositarem os casacos que não usam mais e poderem, dessa forma, ajudar outras pessoas. O princípio é simples. O projeto não é novo.
Mas a pergunta que não quer calar é: porque tanta gente joga lixo (papéis picados, papel de bala, copo de café) nessas caixas. Não pode ser só falta de atenção. Somos bem mais educados que isso.
Março 27th, 2008 — Bizarro, Vacilaram!

foto de onemillion
Ouvi dizer que volta e meia isso acontece. O cliente vem com um problema, a agência apresenta a sua sugestão de solução. Em conversas posteriores, cliente e agência fazem ajustes no plano. As vezes para se adequar ao público, outras para incluir algum objetivo novo que o cliente quer reforçar no momento e aí, pronto. A ação já está caminhando para a produção e o cliente grita:
PARA! Estava pensando e acho melhor trocarmos isso, isso e isso dessas peças por essa sugestão aqui: _____________ (preencha com idéia genial que o cliente teve durante o banho) que ainda fica mais barato.
O atendimento fala:
Mas isso vai fugir do conceito e, desse jeito, a comunicação não terá tanto impacto.
E emenda com um discurso mais técnico para o cliente perceber que existem profissionais que sabem o que estão fazendo do outro lado.
Mas mesmo assim, o cliente responde:
Isso é besteira. Coloca isso que vai dar certo.
Se por acaso der certo, o cliente fala:
Não te disse? Eu entendo do meu negócio
Se der errado, a agência é responsabilizada. Pelo menos para os superiores do cliente.
E se a agência se negar a fazer tal alteração, fica com fama de difícil.
Quem disse que a vida seria fácil?
Março 5th, 2008 — Bizarro
Em todo o lugar é assim. A regulagem do ar condicionado nunca agrada a todos. As mulheres congelam, os caras falam que está bom e no final a saúde de ninguém aguenta fazer constantemente a ponte Senegal-Alasca.
Tenho pena do pessoal de atendimento e novos negócios que vai para toda hora e enfrenta o calor fortíssimo e depois emenda com um frio absurdo no ar condicionado da agência.
Enquanto isso o pessoal da manutenção pena ao lidar com opiniões tão diferentes a respeito da temperatura ideal.
E tome vitamina C…
Janeiro 9th, 2008 — Bizarro, Branding, Dica de Leitura, Vacilaram!

Na praia no fim de ano vi umas coisas bizarras. Várias pessoas que trabalhavam na praia vendendo produtos e sujando ainda mais a areia. Eram guimbas de cigarro, garrafas d`água largadas na areia e por aí vai.
O que me fez pensar em uma coisa básica. Será que eles não percebem que quanto mais suja a praia ficar menos gente vai frequentar aquele ponto e como consequência comprar alguma coisa desse mesmo vendedor?
Geralmente os que sujavam a praia eram os ambulantes e não os comerciantes que tem um quiosque ou uma barraca fixa naquele local. Vi um que sentou na sombra de um guarda-sol de outra pessoa, fumou seu cigarro, bebeu uma água (ambos espero que tenham sido comprados) e depois largou ambos na areia. Levantou, pegou as cangas que vendia e continuou a procurar compradores. Fiquei pensando que a relação que essas pessoas têm com o seu mercado é superficial demais. É algo que não pode dar certo por elas não se envolverem com aquele meio. É uma relação total de sangue-suga e não de troca. Não é nem um emprego é apenas algo que paga as contas. E esse tipo de comportamento se repete em todos os segmentos e principalmente em pessoas que não têm mais aquele tesão de fazer algo que gostam.
No livro Get back in the Box do Douglas Rushkoff há um exemplo de um lixeiro nos EUA que curtia o que fazia e trabalhava melhor porque ele se divertia fazendo aquilo. Porque um vendedor de praia não pode ter esse mesmo comportamento? Por que isso geralmente causa uma relação predatória com o mercado? e qual a nossa relação com o nosso mercado? Será que estamos fazendo exatamente o que o vendedor de cangas fez? Ou será que estamos desenvolvendo algum mercado? Início de ano e aqui vão algumas coisas para pensar até o carnaval. Porque sabemos que o ano só começa depois do carnaval, né?
Outubro 15th, 2007 — Bizarro
Quando éramos moleques sempre tinha aquela brincadeira de “elevador tem 4 cantos” em que quem ficava no meio, geralmente tomava uns tapas dos que estavam protegidos nos cantos.
Enfim, lembrei disso por que eu descobri o lugar maldito do elevador dos edifícios comerciais aqui de SP. É embaixo da tela da Elemídia. Sério. Quem fica embaixo da tela fica com cara de idiota, sem saber o que está passando na TV acima e ainda fica com todo mundo olhando na sua direção e comentando a notícia que aparece na tela.
Quantas pessoas não ficam meio sem graça quando são encaradas? agora imagina isso no elevador lotado. Quem acha que está com o nariz sujo já fica na paranóia de que todo mundo está vendo e que é o mico-mor.
Se continuar assim acho que no futuro a molecada vai brincar de “elevador tem 3 cantos e um meio. Elemídia não vale!”
De qualquer forma, sempre que eu entro no elevador aqui do prédio, já fujo do canto maldito.
O pior é pensar tudo isso e perceber que esse conceito ainda pode dar uma campanha para eles.
Saco.
Setembro 5th, 2007 — Bizarro

Essa semana tive a primeira noção de que as gerações anteriores não existem ou existem pouco no Google. Estou ficando velho mesmo.
Em um papo sobre gírias e jargões lançados pela TV com o Vial, aqui na agência, lembrei do Monsieur Lima (ou Messiê Limá), apresentador do programa Som na caixa na TV Corcovado. Foco total no funk carioca.
Não curto funk carioca, acho bonde do rolê uma brincadeira sem graça mas é indiscutível, pelo menos para os cariocas, a existência desse precursor do funk carioca.
Voltei para a agência determinado a ver os vídeos do Som na caixa ou qualquer outra variação do programa e que ele tivesse apresentado.
Fui pro YouTube e nada. Fui no Google e pouca coisa existia. Yahoo!Cadê? idem. Google Images e nenhuma imagem apareceu. Apenas no wikipedia em português achei uma menção a ele como apresentador do programa.
Um texto do Ed Motta falava dele, letras da Fernanda Abreu também e outro sobre funk do Baixada Fácil. Coloquei Messiê Limá e achei um texto (e a foto que ilustra o post)
Um dos grandes nomes da discotecagem nos anos 70, era do carioca Monsieur Limá (pronunciava-se Messiê Limá). Limá foi um dos primeiros DJs brasileiros a ir para a televisão. Ele apareceu em vários programas da extinta TV Tupi até ganhar seu próprio programa.
Esse maranhense baixinho e de roupas espalhafatosas, sapatos plataforma e muita atitude ganhou fama com suas coletâneas de disco music.
Apesar de não ser um expert em mixagens ou viradas, Limá marcou pela ousadia e pela postura em frente ao público e à camera de TV. Monsieu Limá faleceu em 1993, aos 50 anos.
Agora vem a dúvida. Será que hoje somos totalmente escravos dos mecanismos de busca on-line? Será que nós estamos apagando capítulos importantes e representativos da nossa cultura? Será que o Overmundo consegue recuperar essa memória? Ou será que a massa funkeira não tem acesso aos primórdios do funk porque à internet eu sei que eles têm. O Caldeirão do Huck que o diga.
Agosto 23rd, 2007 — Bizarro, Tecnologia
Flickr, Youtube, Twitter, blogs, Orkut, Linkedin, Last.fm, iTunes, MySpace, e-mails, telefone, notícias, Home broker, Second Life e uma infinidade de 2.0s. E o coitado do Messenger leva toda a culpa da queda de produtividade.
Tá certo que o Facebook integrou alguns deles, mas mesmo assim alguém aqui consegue acompanhar isso tudo?
Agosto 6th, 2007 — Bizarro, Cinema, Digital, Guerrilha, Tendência, Viral On Line
Essa, para mim, é a demonstração mais guerrilheira no espaço virtual em muito tempo. Os hackers do Netgraffiti simplesmente alteraram diversos releases de filmes e softwares para que passasem trechos das suas mensagens políticas. Meat is murder e cenas de porcos sendo mortos podem ser vistas em alguns lançamentos(?) piratas como homem-aranha 3.
Depois dessa, ele também foi mais longe e colocou spoilers do último livro do Harry Potter em uma cena de TV do filme Evan Almighty (Todo Poderoso 2). Aparentemente os softwares que ele crackeou também têm alguns extras como splash screens do Fireworks com áudio e imagens relacionados à mensagem Meat is murder.
O site Netgraffiti tem um torrent para download, mas que não achei interessante baixar. Por mais que ficasse curioso. A página de LEN no MySpace tem mais de 25 páginas de comentários.
O que ele fez é simplesmente a mesma coisa que diversos ARGs já fizeram por aí, colocar pistas escondidas no meio de um filme. Mas devo admitir que embora muito bem feita, a pista no caso é bem radical. Como não sou fã de Harry Potter, para mim não estragou nada mas há diversos fãs ameaçando LEN de morte. Se quiser, você pode assistir a esse trecho aqui.
Achei a idéia genial, atingiu bastante o seu público e se as pessoas não notaram, provavelmente se perguntaram: “porque tem essas cenas no filme?”
E o mais engraçado é que provavelmente várias versões dos filmes comercializadas nos camelôs do mundo todo também estão vendendo essas mensagens, ou seja, o hacker ainda aproveitou a cadeia de distribuição offline e sua mensagem está chegando a muito mais gente que os usuários de internet.
Acho que em breve ele terá de escolher outro nome para fazer seus releases, uma vez que boa parte dessas pessoas também não irão mais acessar nada relacionado ao nome dele.
Mas o pior é que isso dá idéias para spammers e para a contra-inteligência dos departamentos afetados pela pirataria e em breve devemos ter esse tipo de ação estragando mais filmes.
É esperar e torcer para isso não acontecer.
Mais informações no Torrent Freak
Julho 27th, 2007 — Bizarro

Meu pai me mandou esta foto com a fachada de um laboratório fotográfico de Salvador. Não podia deixar passar. Comecei a pensar em outras barbaridades com marcas e o uso do inglês. Lembrei de uma marca de lona de caçamba de carro (para Rangers, S10 e etc) que se chama Pissoletro. E a sua lona top de linha, a mais cara de todas, se chamava “Piss Gold.” Genial. Alguém lembra de mais algum exemplo?
Julho 24th, 2007 — Bizarro, Viral On Line
O vídeo acima foi filmado em uma prisão nas Filipinas. Algumas coisas são interessantes, conseguiram organizar e realizar isso como uma atividade, colocaram no ar o que acaba sendo uma propaganda não só do sistema carcerário filipino e da própria prisão como do que é possível quando se estimula a parte criativa e artística das pessoas.
Achei a iniciativa bem legal e podemos até interpretar isso como se fosse a versão presidiária do vídeo da Connected Ventures, que fez sucesso por aqui há um tempo e que acabou sendo um excelente chamariz para o Vimeo.
Agora, acredito que isso funcione mais para divulgar a iniciativa no mercado de psicologia, terceiro setor que atenda esse segmento e até algumas entidades ligadas à segurança. Não deve mudar muita coisa no geral mas acaba se tornando referência pelo aspecto atípico desse tipo de divulgação.