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Abril 30th, 2008 — Branding, Tendência

Foi isso que notei quando soube que haviam lançado uma versão eco-friendly do Flock, um navegador com foco em usuários com presença online. Ele usa o engine do Firefox mas acrescenta algumas características interessantes que vão além do leitor de RSS: Integração com You Tube, Flickr ( ou Picasa, Photobucket…), twitter, Facebook, ferramentas de blog (blogger, wordpress…) e até webmail (gmail e yahoo mail).
Ao prestar mais atenção no que eles estavam oferecendo de diferente nessa versão eco-friendly, notei que, além de alterar a cor para verde, eles acrescentaram Feeds, videos e fotos relacionados à iniciativa verde e ainda doam 10% do seu lucro através do mecanismo de busca que vem no navegador para instituições ligadas ao meio ambiente.
Essa é uma maneira criativa de mostrar que há um interesse real com o meio-ambiente e não apenas da boca para fora. Um exemplo rápido sobre empresas que são coerentes com iniciativas verdes seria Continue reading →
Março 23rd, 2008 — Branding, Dica de Leitura, Negócios
Grande apresentação que achei no Logic+Emotion. Bons conceitos, toca em coisas que já são faladas há muito tempo em vários locais mas que efetivamente são pouco realizadas. As vezes na correria do dia a dia, outras por que o cliente não consegue dizer sim e ainda outras por culpa da própria agência que se preocupa em agradar o cliente e não em resolver seu problema.
A apresentação é do Paul Isakson e o blog dele também tem bastante coisa interessante.
Janeiro 9th, 2008 — Bizarro, Branding, Dica de Leitura, Vacilaram!

Na praia no fim de ano vi umas coisas bizarras. Várias pessoas que trabalhavam na praia vendendo produtos e sujando ainda mais a areia. Eram guimbas de cigarro, garrafas d`água largadas na areia e por aí vai.
O que me fez pensar em uma coisa básica. Será que eles não percebem que quanto mais suja a praia ficar menos gente vai frequentar aquele ponto e como consequência comprar alguma coisa desse mesmo vendedor?
Geralmente os que sujavam a praia eram os ambulantes e não os comerciantes que tem um quiosque ou uma barraca fixa naquele local. Vi um que sentou na sombra de um guarda-sol de outra pessoa, fumou seu cigarro, bebeu uma água (ambos espero que tenham sido comprados) e depois largou ambos na areia. Levantou, pegou as cangas que vendia e continuou a procurar compradores. Fiquei pensando que a relação que essas pessoas têm com o seu mercado é superficial demais. É algo que não pode dar certo por elas não se envolverem com aquele meio. É uma relação total de sangue-suga e não de troca. Não é nem um emprego é apenas algo que paga as contas. E esse tipo de comportamento se repete em todos os segmentos e principalmente em pessoas que não têm mais aquele tesão de fazer algo que gostam.
No livro Get back in the Box do Douglas Rushkoff há um exemplo de um lixeiro nos EUA que curtia o que fazia e trabalhava melhor porque ele se divertia fazendo aquilo. Porque um vendedor de praia não pode ter esse mesmo comportamento? Por que isso geralmente causa uma relação predatória com o mercado? e qual a nossa relação com o nosso mercado? Será que estamos fazendo exatamente o que o vendedor de cangas fez? Ou será que estamos desenvolvendo algum mercado? Início de ano e aqui vão algumas coisas para pensar até o carnaval. Porque sabemos que o ano só começa depois do carnaval, né?
Dezembro 20th, 2007 — Branding
Brindes, a princípio, eram um agradecimento aos seus clientes pela preferência, fidelidade e tudo mais. Depois vieram com o racional de que era uma maneira de se expandir a experiência com a marca e que os brindes deveriam corresponder à personalidade da marca.
Mas chega final de ano e começa a época de desova dos brindes. É um tal de dar sobras de brindes de ações pontuais em qualquer encontro do trade ou até para clientes como se fosse algo que realmente fosse encanta-lo e lembra-lo de sua importância.
Só para dar um exemplo, deram uns brindes no prêmio Marketing Best quer saber o que? Sem citar as marcas: um Pin com o mascote do Pan2007, uma sacola plástica vazia (um pouco melhor que as de supermercado) , um penduricalho para celular, jornais e revistas do trade(afinal era um prêmio e as edições falavam dos ganhadores).
Um momento de celebração e afirmação para o trade se tornou algo tosco.
A primeira pergunta que vem a mente é:
Como é que uma empresa que dá isso pode ser premiada?
E brinde, não é jabá. Um brinde é algo que pode estreitar relacionamento com a marca. Eu recebi um brinde da BrandChannel que eu não esperava e que gerou um post aqui no Coletivo.
Brindes são para encantar os clientes e não afastá-los. É uma memorabilia. É algo que vai fazer com que o cliente lembre de uma experiência agradável com a marca.
Mas aí depende de cada departamento de marketing…
Dezembro 6th, 2007 — Branding
Depois de anos de esquecimento, a Apple resolveu lembrar que o Brasil existe. Há fortes indícios de que abrirá uma loja em São Paulo, mas precisamente no Shopping Iguatemi, o templo do consumo da classe alta paulistana. Até aí, tudo bem. Vai ser ótimo mesmo ter uma Apple Store por aqui. De repente os prazos de entrega das máquinas ou de peças reduza assim como os preços. Veremos exatamente o que encanta tanto nessa marca e nas suas lojas.
Mas o que acho engraçado é falarem, geralmente em tom messiânico, que o Steve Jobs vem para a inauguração. E isso não está mais apenas nas bocas dos macmaníacos. Isso virou notícia em diversos jornais.
E é sempre assim. Quando vem uma marca que ainda não tinha vindo para o Brasil para que todos fiquem em polvorosa. Foi assim com Starbucks e antes dele o Burger King. É dificil não pensar que com esse tipo de comportamento parecemos uns deslumbrados com o novo mundo. Lembro quando inauguraram um McDonalds em Teresópolis (serra carioca) a reação foi exatamente a mesma.
Eu sei que muitas vezes nós, publicitários, estimulamos esse tipo de comportamento mas o que me espanta é que muitas vezes até nós agimos como deslumbrados.
Mas independente disso, o que dá para perceber é que o poder das marcas nunca esteve tão forte e todo o esforço de branding que conseguir resultar nesse nível de fidelidade acaba sendo hiper válido para as marcas. E o ciclo continua…
Novembro 27th, 2007 — Branding, Tendência

Depois da tragédia da Fonte Nova fiquei pensando na mancha que isso seria na imagem do Brasil sede da Copa do mundo. Na coluna do Nelson de Sá na Folha (apenas para assinantes) já mostra a repercussão disso na mídia internacional:
(…)O acidente “não é a melhor publicidade para o Brasil sediar a Copa”, disse um dos engenheiros à Reuters. “O que encontramos foi pior que o esperado. Muitos estádios estão em estado absolutamente deplorável.”
No título do despacho, “Acidente no Brasil expõe os estádios de futebol”. Também na AP e France Presse, esta postada pelo Google, “Tragédia foca a atenção nos estádios inseguros do Brasil”. Na italiana Ansa, “Imagem do Brasil para Copa é afetada por tragédia”.
Como que um cenário desses pode ser revertido?
Lembrei de uma matéria que li na edição de setembro da Monocle que falava de um esforço do governo do Rio de Janeiro em reverter a percepção que os últimos anos têm fixado na mente dos turistas e até de alguns dos habitantes da cidade.
O nome do projeto se chama 1Rio e só deve ter uma versão de verdada no ar no mês que vem.
Entre os esforços desse grupo 1Rio está a contratação da Saffron Brand Consultants do Wally Ollins (um dos fundadores da Wolff Olins) e a empreitada é bancada por empresários cariocas cujo intuito é recuperar a auto estima do Estado e dos cariocas e voltar a atrair mais turistas (afastados pelas notícias de violência e etc) e negócios.
Flavio Azevedo (ex-Ogilvy) explica o projeto na matéria e diz que a intenção é transformar o 1Rio em um movimento como o que já foi feito na Africa do Sul e como o I Love NY de Nova Iorque.
Lembro também que teve uma matéria na revista do Globo sobre como o Rio é a cara do Brasil e como ele, pessoalmente, pretende se envolver nessa retomada e que pretende até mudar a sede da ABC para a cidade maravilhosa. Peças começam a se encaixar…
Na mesma edição da Monocle há uma entrevista com Ollins sobre Branding de países em que ele alerta que renovar um país, uma cidade ou até mesmo uma marca não é coisa que se resolve em uma campanha. “É algo que pode demorar 10 a 20 anos”.
Aqui vão alguns trechos da entrevista:
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