Coletivo Sem Papas

2, Maio 2007

Buzz ou bafafá?

Arquivado em: Buzz — James Scavone @ 8:02 pm

 buzz-lightyear.jpg

Buzz. Ô palavrinha enjoada. Não aguento mais ouvir que tal campanha precisa gerar um buzz. Será que, como diria Ariano Suassuna, não existe uma palavra proveniente da última flor do lácio? Será que não dá pra falar em bom português? No dicionário inglês-português encontrei estas definições:

 n 1 zumbido, zunido. 2 murmúrio, sussurro. 3 cochicho, bafafá, rumor. 4 coll telefonema. • vt+vi 1 zumbir, zunir. 2 murmurar, sussurrar. 3 falar de modo excitado. 4 cochichar, rumorejar. 5 voar (avião) em vôo rasteiro e rápido. 6 coll telefonar.

Acho “rumor” muito sério. O mais bacana – e que passarei a adotar – é bafafá.

26, Abril 2007

Buzzzzzzzzzzzz

Arquivado em: Bizarro, Buzz, Propaganda, Tecnologia — James Scavone @ 11:42 am

Dizem que a gente perde a habilidade de escutar frequências mais altas depois dos 20 anos. Isso fez com que algumas marcas de celular vendessem ringtones que os adultos não seriam capazes de ouvir. A novidade chegou também aos comerciais. Um filme da rede de frango assado KFC produziu um comercial que usa um zunido no fundo como artifício para gerar buzzzzzzzzz. Sei lá, ou eu estou muito jovem ou a coisa não funcionou direito. Dá pra ouvir bem o zunido e não é nada demais.

[video]http://www.youtube.com/watch?v=KMWqIeb7b6g&[/video]

10, Abril 2007

O flerte como oportunidade de marketing

Arquivado em: Buzz, Guerrilha, Viral Off Line — Daniel Sollero @ 4:19 pm

Foto de Danz in Tokyo

Você conhece o Marketing Invisível? Não? Então você pode já ter sido impactado por esse tipo de prática e não sabe. Marketing Invisível é uma prática polêmica em que a mensagem do anunciante é passada de forma mascarada. Como se fosse uma conversa rotineira. É mais ou menos como se fosse uma ação de merchandising na vida real. Em que um ator simula um testemunhal.

Existem algumas formas de se fazer esse tipo de ação. Eu vi em um especial do 60 minutes a respeito disso alguns exemplos dessa prática.

Podem ser falsos turistas no meio da Times Square pedindo para as pessoas tirarem uma foto para eles com o seu novíssimo celular com câmera digital. Isso na época em que esse tipo de aparelho era uma novidade. Os transeuntes tiravam as fotos e já tinham uma experiência real com o produto e automaticamente iriam repassar essa experiência para seus amigos.

Outra ação que apareceu no programa era uma mulher bonita no balcão de um bar com o seu maço de cigarro da marca X. De repente ela se aproxima de algum outro fumante e inicia uma conversa casual, simulando um flerte e falando o seu script: “nós fumantes estamos sendo perseguidos…” e por aí vai. Em determinado momento ela comenta que já fumou a marca do seu interlocutor mas que agora está fumando essa outra que é bem bacana e tal. E logo depois oferece um cigarro da sua marca para o homem.

No livro Pattern Recognition do William Gibson há um exemplo desse tipo de prática. O uso de mulheres bonitas nos bares para flertar e conversar com outras pessoas e casualmente perguntar se fulano havia assistido tal filme (que ela omitia estar divulgando) e falava que tal pessoa deveria assistir porque é muito bom. Depois de um tempo, ela sai de perto e vai falar com suas amigas. A mensagem que ela passou com certeza será repassada e geralmente vai dessa seguinte forma: “Você já viu tal filme? Me disseram que é ótimo”. E ela é repassada simplesmente porque o flerte foi eficaz. Afinal, “aquela mulher não pode estar errada. Ela deu em cima de mim…”. Simples.

Ok. Acabou a base teórica. Agora vem a parte louca desse post. Eu li há alguns meses uma matéria na BBC em que uma pesquisa havia sido feita e que afirmava que o flerte inocente durante um relacionamento pode ser o responsável por sua manutenção e e longevidade e que “mais de 25% dos britânicos em relações de longa duração dizem que um pouco de atenção de alguém de fora ajuda a aumentar o desejo pelo parceiro”

Eles até criaram um termo para esse tipo de flerte: Flir-delity (mistura das palavras flerte e fidelidade, em inglês).

70% dos britânicos dizem que um flerte inocente faz com que eles se sintam mais confiantes e sexy
80% não vêem nada de mal em elogiar uma pessoa do sexo oposto (mais…)

3, Abril 2007

Maria Antonieta usa All Star

Arquivado em: Bizarro, Buzz, Product Placement — Daniel Sollero @ 9:46 am

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As opiniões a respeito do filme variam do muito bom até o muito ruim. Mas o que tem de mais polêmico em Maria Antonieta é o fato de em uma determinada cena em que o guarda roupa da rainha é filmado aparece um tênis All Star. É isso mesmo, no filme que ganhou o Oscar de figurino aparece um easter egg totalmente inusitado.

A trilha sonora já é toda metida a moderninha (ou indie?) será que era necessário fazer isso? Provavelmente não, mas isso gerou buzz para a marca e para o filme. E tenho certeza de que as pessoas que assistiram o filme e não viram a cena vão ver o filme novamente para tirar a dúvida e os não-tão-descolados agora se sentem na obrigação de assistir o filme para ter o que conversar na balada de terça feira em algum lugar muito underground.

E dessa forma o product-placement atinge os filmes de época de maneira agressiva e única. Pena que essa piada provavelmente não poderá ser repetida em outros filmes sem que as pessoas falem: “De novo?”

Para quem não acredita, sempre há o You Tube

1, Abril 2007

Dia da mentira - Google lança o Gmail Paper

Arquivado em: Buzz, PR Stunt — Daniel Sollero @ 12:55 pm

gmail_paper.jpg

Sempre que chega o dia primeiro de Abril, diversas empresas começam a pregar peças em seus clientes/usuários. Isso é mais comum nos EUA mas de qualquer maneira é algo sempre divertido.

O Google anunciou hoje o lançamento do Gmail Paper o fantástico serviço que imprime os seus emails e os envia em papel para você. Claro que estão pregando uma peça mas o mais legal são os testemunhais absurdos.

Ok só queria saber se isso ia vingar aqui. As mentiras das empresas nesse dia, não o Gmail Paper.

Será que alguém vai publicar essa “novidade” achando que é real?

20, Março 2007

The Fratellis

Arquivado em: Buzz, Música, Negócios — Daniel Sollero @ 5:42 pm

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The Fratellis é uma banda que existe de verdade e está aqui não apenas porque lançou um novo single. Mas porque o fez em um novo formato. Calma, não é aquela outra banda que tentaram nos empurrar dizendo que era real e que algum dia já fez sucesso apenas para nos vender mais um produto.
The Fratellis existe e acabou de lançar o seu single em um USB. Isso mesmo. Um USB memory stick, um pen drive de 256MB compatível com Mac e PC. São 7000 exemplares que contém a música, o clipe, link para um documentário exclusivo online e um concurso.
A indústria já está de olho e quer saber a repercussão. Se der certo, pode se preparar porque a vida vai ficar mais facil para os piratas mas não sei se isso fica mais barato do que um CD e além disso perdemos mais uma vez a possibilidade de ver a capa de um CD e toda a arte desenvolvida.

Se você quiser comprar pode ir aqui . Parece novidade e de certa forma é. Só não é inédito. Em outubro do ano passado a banda Keane lançou o seu single “Nothing in my way” no mesmo formato e vendeu tudo em um dia.

Dica do Gui Moura. Via lista de discussão Radinho.

5, Fevereiro 2007

Os vídeos do Superbowl

Arquivado em: Buzz, Digital — Daniel Sollero @ 10:14 am

[video]http://youtube.com/watch?v=kNxgxF-7SfA[/video]
Eu não gosto de futebol americano. Eu não entendo futebol americano. Eu entendo o fanatismo por esporte e eu entendo a importância da final. Mas, como publicitário, o que eu mais gosto é assistir são as propagandas que passam durante a transmissão. Dizem que é o espaço mais caro do mundo.
Como esse ano, várias marcas veicularam anúncios que foram feitos pelos consumidores e o video que ilustra esse post é um deles achei apropriado comentar a respeito. O The Washington Post fez uma matéria bastante interessante sobre isso na semana passada. Olha a chamada:

$2 Million Airtime, $13 Ad

Agora é hora de analisar e julgar os melhores. O Influx tem um post interessantíssimo e com opiniões parecidas com as minhas. Agora os departamentos de criação podem começar a se preocupar. Outras pessoas podem fazer o que eles fazem e de forma barata. O problema é que várias vezes o que acontece é que quem faz os anúncios são pessoas que estão no mercado publicitário e fazem as propagandas apenas para poder pirar sem se preocupar se o cliente vai gostar ou não. Se der certo, ótimo. Já vale a mega-exposição.
Existem outras táticas como a do GoDaddy em que a idéia principal é chocar e ser vetado para depois colocar no digg a chamada: “Assista os comerciais do GoDaddy vetados no SuperBowl”
O NPR fez um podcast (em inglês) que aborda a febre do CGC no SuperBowl e que vale baixar.

O pessoal da Organic fez um post no Three Minds questionando se a internet salvou os anúncios no Superbowl.
O Associated Content comenta os melhores e piores comerciais desse ano e o TechCrunch fala dos anúncios de startups Web2.0 que fizeram anúncios de oportunidade apenas para colocar no YouTube e aproveitar a febre de Consumer Generated Media na final desse ano.
E por falar em YouTube, você pode votar nos melhores anúncios desse ano por lá. O melhor de todos vai para a página inicial do site essa semana. Pronto. Agora é só assistir.

24, Janeiro 2007

RP e a nova mídia

Arquivado em: Buzz, Dica de Leitura, Tendência — Daniel Sollero @ 10:46 am

Recentemente temos visto alguns casos envolvendo empresas de Relações Públicas e blogs falsos, ações que ferem o código de ética da WOMMA (Word Of Mouth Marketing Association). Mas por que isso tem acontecido? O que a maioria dos especialistas concorda é que estão utilizando as técnicas de approach da mídia tradicional na nova mídia. Só que as regras mudaram e agora todo mundo tem uma voz. Seja um blog, fotolog, vídeo no youtube ou comunidade no Orkut, essa voz hoje pode ser ouvida por muito mais gente. Blogs falsos, perfis falsos em comunidades e que não mostram que são efetivamente parte de uma campanha, com informações tendenciosas não são bem aceitas. A famosa técnica de terceiização (Third Party Technique) de RP, em que representantes/defensores do cliente são criados, é muito mais arriscada do que efetiva na nova mídia. As agências estão aprendendo do pior jeito mas chegam lá.

Quando falamos de campanhas virais, essas regras dependem de quão interessante o público irá achar. Se gostar, provavelmente não trará problemas para o anunciante, caso o contrário, deve-se ter uma estratégia de gerenciamento de crise pronta para entrar no ar imediatamente. E com o advento do vídeo em gadgets como iPod Vídeo e até celular, a tendência é que os virais saiam do mundo virtual e comecem a freqüentar o bolso de qualquer um e sejam apresentados em mesas de bar e etc. Mas até chegarmos nesse ponto, ainda existem muitas coisas a aprender e muitos devices a serem vendidos para que o alcance seja cada vez maior.

Chris Anderson, autor do livro Cauda Longa e editor da revista Wired, deu suas dicas para as agências de RP entenderem melhor a nova mídia. É algo como A cauda longa da mídia ou como fazer divulgação sem press-release. Vale a leitura.

16, Janeiro 2007

Rocky Balboa? Não, Wii Sports Experiment

Arquivado em: Buzz, Guerrilha, PR Stunt — Daniel Sollero @ 6:13 pm

wii_sports.jpg

Parece ser mais uma ação de PR da Nintendo ou seria uma suposta reação à série de sites sobre pessoas machucadas com o Wii?.
Um “usuário comum” fez um treinamento em que manteve a mesma dieta, a mesma rotina e apenas jogasse Wii Sports (o jogo que vem com o console e que tem Tennis, Boxe, Baseball, Golf e Boliche) 30 minutos por dia para verificar se com essa prática ele perderia peso e que outros resultados saudáveis ele teria ao praticar os jogos.

Há o post inicial em que ele relata o desafio e hoje ele publicou o resultado. Ele perdeu peso, mapeou a quantidade de calorias que dá para perder em cada esporte, fez o monitoramento cardíaco e por aí vai.

Tudo me leva a crer que isso ou é uma ação da Nintendo. Mas se for algo espontâneo, é realmente espantoso o que o Wii gerou em termos de identificação com a marca. Será que chegamos na época dos Wii Maniacs, Wii-heads ou qualquer outro nome que defina usuários fanáticos e defensores da marca e do produto?

Para quem quiser mais detalhes, o texto dele é bem extenso e no fim tem a foto que ilustra esse post. Precisa falar mais alguma coisa?

11, Janeiro 2007

Era Photoshop. Agora o iPhone…. ou o LG

Arquivado em: Buzz, Tecnologia, Tendência — Daniel Sollero @ 5:26 pm

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O post anterior era Photoshop, Hoax mesmo. Mas, como todos sabem, o  iPhone de verdade está aí (ilustrando esse post) e promete ser uma revolução.

Além da revolução, também já começou a polêmica. A Cisco tem a patente do nome iPhone e já está usando em um produto. Processo à vista. A outra polêmica é que um celular da LG lançado semanas antes é bem parecido com o iPhone. Claro, não roda o OSX, não tem os detalhes de design e usabilidade com o capricho da Apple mas as semelhanças estão aí. O iPhone foi desenvolvido em sigilo absoluto. Será que alguma informação vazou da Apple para a LG ou o contrário?

Como tenho lido em alguns locais, a exclusão do teclado físico era questão de tempo e como o Michel do Viu Isso? falou na lista Radinho:

…este tipo de projeto de produto sem teclas, estava caindo de maduro.

iphone-vs-ke850-wm1.jpg

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Essas e outras polêmicas devem continuar até o iPhone chegar às lojas norte americanas em Junho. O contrato de exclusividade com a Cingular,  a impossiblidade de instalar outros softwares, não ter versão 3G e por aí vai.

O blog de tecnologia Engadget está cobrindo tudo e as fotos da comparação dos celular da Apple e da LG vieram desse post aqui.

Enquanto isso, dá uma olhada na página do iPhone no site da Apple. Fantástico.

Fiquei na dúvida em que categoria eu coloco esse post. Buzz? Tecnologia? tendência?Vacilaram!? Música? Fotografia? Sei lá viu…

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