Ele faz desenhos baseados em fotos apenas com uma caneta bic azul. Parece difícil de acreditar por que tem muito detalhe ali. Mas a escala desses desenhos não é nada pequena. Os quadros chegam a 3m.
O nome dele é Juan Francisco Casas e no seu site você poderá ver outros desenhos tão impressionantes como esses abaixo.
Parece foto, né? Agora olha o detalhe da foto abaixo
Parece que foi tratado no photoshop, apenas com uma foto com tint.
Olha o tamanho do desenho.
Eu só espero que esse não seja o Hoax do ano. Porque se for eu caí feito um patinho.
Sidney Pink é americano e vive há alguns anos no Japão. Diz que observar uma cultura totalmente estranha o fez evoluir como artista plástico. Olha atentamente as colegiais japonesas no metrô e o jeito como apoiam as mãos nas pernas. E coloca essas meninas de saia e meia ao lado de um astronauta retrô americano em suas obras. Interessante o poder do olhar estrangeiro na criação e na eterna busca pela originalidade. Já pensei em me hospedar em um hotel em algum canto distante de São Paulo e fingir que era turista. Acordar, olhar o mapa e sair andando e fotografando e fazendo compras na região do hotel. Ficar olhando atentamente as moedas de real para não errar na hora de pagar, como se fosse uma unidade monetária exótica…
A piada aqui na ag_407 é que não dá para abrir o ffffound porque você vai acabar ficando a tarde inteira por lá. Confesso que fico até com um pouco de raiva vendo tanta coisa boa. Viro para o diretor de arte mais próximo e falo: “por que a gente não faz mais coisas assim?”. O cara não me ouve porque também está com os olhos fixos na página do ffffound e um fone de ouvido.
Daí descobri um artigo de um cara comparando o ffffound com o falecido Napster. Diz ele que a mesma coisa que aconteceu com a música depois dos sites P2P está acontecendo com o universo do design. A tendência é que as pessoas parem de comprar livros de design como deixaram de comprar CDs. Mais um que decreta a morte dos livros. Mas o texto é bacana e vale a leitura. Clica aqui e dá uma olhada.
Offline: feirinha hippie. Você chega em um moço que vende brincos de metal e pergunta se ele tem um brinco roxo. Ele diz que não e aponta para o terceiro hippie à esquerda. Ele tem um trabalho bonito e colorido, vai lá.
Online: você disponibiliza seu trabalho online. Manda para o Etsy, um portal de compras e vendas de artigos manufaturados (dica da Fran). O ‘terceiro hippie à esquerda’ vira um ranking de votos no seu produto ou a seleção da própria equipe do Etsy.
O que eu achei mais interessante nisso tudo foi a maneira de categorizar os produtos. Por tags, votos e análises, quem compra pode procurar o que quer utilizando muitos filtros diferentes, como cores, recém-vendidos, linha do tempo e por aí vai. Bem bacana a estrutura dessa cauda longa hippie.
Só fico imaginando se as pessoas que postam lá têm dreads, tatuagens tribais e falam espanhol…
Milton Glaser é o cara que criou a marca I coração NY. Talvez uma das logomarcas (podemos chamar assim?) mais conhecidas e replicadas do mundo. Encontrei meio sem querer a sua página na internet. Tenho que confessar que fiquei meio decepcionado. Parece aquelas bandas de uma música só. Nenhuma das outras marcas que eu encontrei no site são ‘eternas’ como a de Nova York. Parecem datadas, pesadas, sem harmonia, antigas mesmo. Claro que a comparação é meio injusta. A gente não sabe bem como funciona esse negócio de tornar-se um ícone visual. Como aquela foto de Iwogima, com os soldados levantando a bandeira americana, ou a menina afegã, que ilustrou uma das mais famosas capas da National Geographic. Imagine colocar o trabalho destes fotógrafos lado a lado com estes ícones do século XX. Tudo ficaria meio sem graça. Bom, julgue você mesmo.
Arquivado em: Design, Web2.0 — James Scavone @ 11:13 am
Quais as cores que são a sensação do momento? Que palette usar na próxima campanha de um de seus clientes de propaganda ou design? O site COLOURLovers é um site bem web 2.0, totalmente dedicado ao universo das cores e suas tendências. Um lugar para comparar palettes, ler e discutir sobre todas as tonalidades. Dá, por exemplo, para fazer um download (para photoshop, illustrator e outros mais) do palette usado pela CNN ou pela Apple. Em tempo: dá gosto ver “colour” com a grafia inglesa.
Muito interessante essa proposta. Designers podem ajudar no combate ao aquecimento global. Partindo do princípio de que boa parte da renda dos anunciantes passam perto de conceitos gerados por designers e que na verdade, esses designers são hubs que ligam as empresas aos consumidores. Sem contar o fato de, por serem grandes utilizadores de impressoras e papel, eles também podem exercer pressão sobre os fabricantes para que eles adotem práticas que não façam tão mal ao meio ambiente.
Taí, gostei. Uma iniciativa diferente, abordagem idem. Quem diria que esses caras que se acham artistas poderiam mudar o mundo? Enquanto o cliente não reclama do último layout, dê uma olhada no site: design can change
O tipo mais representativo do século 20 é a Neue Haas Grotesk. Está nas nos logos das maiores marcas mundiais: American Airlines, Lufthansa, Toyota, no metrô de Nova York, nas câmeras Olympus, na linha de trem Amtrak, na garrafinha de água metida à besta Evian e nas pilhas Energizer. Neue Haas Grotesk nada mais é que o nome original da nossa famosa Helvetica.
Que faz 50 anos.
É a minha fonte favorita para escrever no word. Só consigo escrever com Helvetica 11 e 125% no view. Sem essas condições parece que nenhum texto sai direito. E tem que ser no Mac, claro. O jornal Toronto Star escreveu um texto bem bacana sobre a Helvetica, para ler, entre aqui.
Sabe aquelas pessoas que não sabem desenhar e o máximo que conseguem fazer são alguns traços retos que juntos formam (ou pelo menos deveriam formar) a figura de uma pessoa? Bem, convido vocês a jogar bem longe essa idéia velha e dar uma boa olhada nesse site… www.explodingdog.com.
Esse cara recebe frases de pessoas do mundo inteiro e as transforma em imagens e sentimentos, todos expostos no site. As ilustrações apesar de simplistas são muito ricas em detalhes e, na minha opinião, fantásticas no quesito “emoção”.
Sempre achei muito fácil (salvo as devidas proporções) desenhar superheróis cheios de detalhes e técnicas de ilustração por computador etc, difícil mesmo é passar uma mensagem, um sentimento (bom ou ruim) usando apenas algumas linhas simples, um lápis preto e algumas canetas de colorir.
Vale a pena também dar uma vasculhada nos arquivos de 2000 e 2001 e compará-los com os atuais… apesar da diferença do traço (antes os desenhos eram feitos no Paintbrush e hoje são criados em Ilustrator) o conceito inicial continua o mesmo.
Certamente esse cara deve ser o único no mundo que não deve se envergonhar de só saber desenhar bonecos de palito…
Contribuição de Rodrigo Cordelini.
Eu, Marcelo, naveguei pelo site e achei sensacional. Vale a visita.