Entries Tagged 'Dica de Leitura' ↓
Junho 18th, 2008 — Dica de Leitura, Ponto pro cara, Tendência
O Blog do Grupo de Planejamento volta e meia tem uns posts fantásticos. É o caso desse post “Não tenho um blog nem uma matriz pronta. Doutor, é grave?” em que as novidades e tendências são questionadas uma a uma e a força dos arquétipos é exaltada. Joseph Campbell e Carl Jung deveriam ser referências sempre mas infelizmente isso não acontece.
Não estou falando que o post está certo ou errado. Mas acho válido levantar a lebre da última tendência. O Pitchu já tinha tocado no assunto em um post aqui no Coletivo.
Vale a conversa. O radicalismo leva ao erro. Mas mesmo assim, errar é uma boa maneira de aprender. Nem 8, nem 80. Vamos achar um meio termo e tirar resultados proveitosos da experiência. Sem neuras.
O que pode interessar a um planejador?
Com toda essa leva crescente de novos antenados, blogueiros, modernos, cool, planejadores globais, é difícil para um planejador que não teme parecer um dinossauro e pertence à velha guarda que começou a planejar antes da internet achar alguma coisa que eles julguem interessante.
Março 23rd, 2008 — Branding, Dica de Leitura, Negócios
Grande apresentação que achei no Logic+Emotion. Bons conceitos, toca em coisas que já são faladas há muito tempo em vários locais mas que efetivamente são pouco realizadas. As vezes na correria do dia a dia, outras por que o cliente não consegue dizer sim e ainda outras por culpa da própria agência que se preocupa em agradar o cliente e não em resolver seu problema.
A apresentação é do Paul Isakson e o blog dele também tem bastante coisa interessante.
Fevereiro 13th, 2008 — Dica de Leitura, Negócios, Tendência
Nas últimas semanas não tenho tido tempo nem para olhar para o lado quanto mais para ler RSS, postar aqui no É isso e por aí vai. Mas hoje a noite resolvi passar os olhos em alguns feeds que assino e novamente me encantei com o Influx Insights. É diferente do Coolhunting, do Josh Spear e de blogs de publicidade mas tem cada coisa fantástica que ficou difícil até para mim não escrever sobre o que li.
1- Blyk. Uma operadora de celular no Reino Unido focado em jovens de 16-24 que ao invés de pagarem pelo serviço, eles recebem 6 anúncios por dia. Leia mais
2- Pixish. Um novo site criado por um dos fundadores da JPGMag (antes da briga e separação) e que foca em aproximar criativos e clientes e,claro, que o foco principal é fotografia. A idéia não é original mas acho o conceito bastante interessante. Acho que isso deveria ser algo que o pessoal do Camiseteria deveria pensar em lançar no futuro. Vale ler
3- Um ponto de vista pelo menos interessante sobre o target, foco e interpretações desses conceitos e que resulta em um post sobre o posicionamento da Dunkin Donuts:
The problem with focus is it limits business. The finance folks and the people responsible for growth don’t want focus; in fact, they despise it because it means narrowing opportunity. They will come back to you saying they don’t just want to target women, they believe their target is everyone who owns a television. You see it all the time with cable networks that start off with a very focused mission, like weather and end up three years later showing horror movies and rare European documentaries.
Janeiro 9th, 2008 — Bizarro, Branding, Dica de Leitura, Vacilaram!

Na praia no fim de ano vi umas coisas bizarras. Várias pessoas que trabalhavam na praia vendendo produtos e sujando ainda mais a areia. Eram guimbas de cigarro, garrafas d`água largadas na areia e por aí vai.
O que me fez pensar em uma coisa básica. Será que eles não percebem que quanto mais suja a praia ficar menos gente vai frequentar aquele ponto e como consequência comprar alguma coisa desse mesmo vendedor?
Geralmente os que sujavam a praia eram os ambulantes e não os comerciantes que tem um quiosque ou uma barraca fixa naquele local. Vi um que sentou na sombra de um guarda-sol de outra pessoa, fumou seu cigarro, bebeu uma água (ambos espero que tenham sido comprados) e depois largou ambos na areia. Levantou, pegou as cangas que vendia e continuou a procurar compradores. Fiquei pensando que a relação que essas pessoas têm com o seu mercado é superficial demais. É algo que não pode dar certo por elas não se envolverem com aquele meio. É uma relação total de sangue-suga e não de troca. Não é nem um emprego é apenas algo que paga as contas. E esse tipo de comportamento se repete em todos os segmentos e principalmente em pessoas que não têm mais aquele tesão de fazer algo que gostam.
No livro Get back in the Box do Douglas Rushkoff há um exemplo de um lixeiro nos EUA que curtia o que fazia e trabalhava melhor porque ele se divertia fazendo aquilo. Porque um vendedor de praia não pode ter esse mesmo comportamento? Por que isso geralmente causa uma relação predatória com o mercado? e qual a nossa relação com o nosso mercado? Será que estamos fazendo exatamente o que o vendedor de cangas fez? Ou será que estamos desenvolvendo algum mercado? Início de ano e aqui vão algumas coisas para pensar até o carnaval. Porque sabemos que o ano só começa depois do carnaval, né?
Dezembro 28th, 2007 — Design, Dica de Leitura

A piada aqui na ag_407 é que não dá para abrir o ffffound porque você vai acabar ficando a tarde inteira por lá. Confesso que fico até com um pouco de raiva vendo tanta coisa boa. Viro para o diretor de arte mais próximo e falo: “por que a gente não faz mais coisas assim?”. O cara não me ouve porque também está com os olhos fixos na página do ffffound e um fone de ouvido.
Daí descobri um artigo de um cara comparando o ffffound com o falecido Napster. Diz ele que a mesma coisa que aconteceu com a música depois dos sites P2P está acontecendo com o universo do design. A tendência é que as pessoas parem de comprar livros de design como deixaram de comprar CDs. Mais um que decreta a morte dos livros. Mas o texto é bacana e vale a leitura. Clica aqui e dá uma olhada.
Dezembro 7th, 2007 — Dica de Leitura

Laerte que me perdoe, mas o meu cartunista preferido é um senhorzinho chamado Joaquín Salvador Lavado. Digo senhorzinho com todo respeito, porque nasceu em 1932, uma data cada vez mais distante, e também porque nunca o vi ao vivo e imagino que se pareça com o homenzinho narigudo e de pouco cabelo de seus cartuns. Joaquín Salvador Lavado é Quino, o pai da Mafalda.
Só que não é sobre Mafalda que quero falar, me refiro àqueles outros quadrinhos, que parecem autobiográficos, mais cotidianos, situações que surgem quando um argentino comum observa a mesa ao seu lado e desenha a maneira como o vizinho pede um café para o garçom. Era uma criança de dez ou onze anos quando conheci Quino, esse argentino de Mendoza. Andava deslumbrado entre as estantes e mesas de uma feira de livros quando ganhei de meu pai uma edição chamada Quinoterapia. Lá descobri um cara que ironizava algumas situações de hospital, de sala de espera, da relação médico-paciente. Conheci um humor que não era feito para dar altas gargalhadas. Era algo diferente, me sentia observado, como se alguém estivesse me olhando ao limpar o ouvido usando um cotonete.
(Continua aqui.)
Novembro 19th, 2007 — Dica de Leitura, Fotografia

Volta e meia vemos uma foto na Vejinha tentando reproduzir o ângulo de uma foto tomada no começo do século XX. Digo tentando porque em primeiro lugar, o ângulo e a lente nunca são exatamente os mesmos e, depois, porque São Paulo costuma ser muito mutante para guardar os mesmos pontos de referência. Árvores, casas e quarteirões inteiros desaparecem e dão lugar a avenidas ou outras árvores, casas e quarteirões.
Eis que dou de cara com um livro bastante interessante: Paris Changing: Revisiting Eugène Atget’s Paris, do fotógrafo americano Christopher Rauschenberg. A idéia foi refazer os passos do francês Eugène Atget, que passou anos - de 1888 a 1927 - fotografando as ruas de Paris e produziu um documento histórico (e artístico) da cidade francesa. E o americano seguiu o seu caminho e fez fotos nos anos 90.
Fiquei com muita vontade de conhecer por dentro este livro da editora Princeton Architectural Press. Aqui por US$ 40,00.
Setembro 17th, 2007 — Dica de Leitura, Tendência
O Michel Lent fez uma palestra no 12º Encontro de Web Design, organizado pela Arteccom, em Curitiba. Não estive presente, mas um dos slides que ele disponibilizou lá no Viu Isso? me chamou a atenção:

Tanto se fala em interatividade, participação do usuário, conteúdo gerado pelo consumidor - e constantemente esse gráfico aí é esquecido. Às vezes fico com a impressão de que quem planeja ações interativas fica tão empolgado com as maravilhas tecnológicas que dão o poder ao povo que acaba esquecendo que esse mesmo povo não aprendeu ainda a subir um vídeo no You Tube. E não há nenhum problema nisso. Só não dá para esperar um belo retorno da ação se o público não está nessa onda ainda.
Há um tempo atrás rolou uma discussão no Radinho sobre blogs e flogs de adolescentes. A discussão não era exatamente sobre isso, mas passou por esses pontos, de ‘quem escreve para esse público, um público que adora letra verde-limão em fundo roxo? Como pode isso?’. Ora, quem escreve para esse público é o próprio público. E eles vão continuar escrevendo em letra verde-limão com fundo roxo, até o dia em que virarem adultos geeks gostarem mais de letra cinza em fundo branco. Ou não.
Ah, vejam a apresentação inteira do Michel. Tá bem bacana.
Agosto 29th, 2007 — Dica de Leitura

Gostei do post do Pitchu. Principalmente do primeiro parágrafo-desabafo. É o eterno dilema do criativo. Quando eu ia prestar jornalismo na faculdade, meu pai me disse para prestar propaganda. Disse que eu poderia escrever em jornais mais tarde, mas que trabalhando em propaganda ganharia mais dinheiro. Isso era a década de 90, o dinheiro em propaganda era mais abundante e meu pai, que era o fotógrafo-bola-da-vez na época, ganhava um bocado. Mas o que eu queria dizer mesmo, é que outro dia achei um post muito bom em um blog gringo, que reproduzo aqui:
THE SEX & CASH THEORY:
“The creative person basically has two kinds of jobs: One is the sexy, creative kind. Second is the kind that pays the bills. Sometimes the task in hand covers both bases, but not often. This tense duality will always play center stage. It will never be transcended.”
A good example is Phil, a NY photographer friend of mine. He does really wild stuff for the indie magazines- it pays nothing, but it allows him to build his portfolio. Then he’ll go off and shoot some catalogues for a while. Nothing too exciting, but it pays the bills.
Another example is somebody like Martin Amis. He writes “serious” novels, but he has to supplement his income by writing the occasional newspaper article for the London papers (novel royalties are bloody pathetic- even bestsellers like Amis aren’t immune).
Or actors. One year Travolta will be in an ultra-hip flick like Pulp Fiction (”Sex”), the next he’ll be in some dumb spy thriller (”Cash”).
Or painters. You spend one month painting blue pictures because that’s the color the celebrity collectors are buying this season (”Cash”), you spend the next month painting red pictures because secretly you despise the color blue and love the color red (”Sex”).
Or geeks. You spend you weekdays writing code for a faceless corporation (”Cash”), then you spend your evening and weekends writing anarchic, weird computer games to amuse your techie friends with (”Sex”).
It’s balancing the need to make a good living while still maintaining one’s creative sovereignty. My M.O. is gapingvoid (”Sex”), coupled with my day job (”Cash”).
I’m thinking about the young writer who has to wait tables to pay the bills, in spite of her writing appearing in all the cool and hip magazines…. who dreams of one day of not having her life divided so harshly.
Well, over time the ‘harshly’ bit might go away, but not the ‘divided’.
“This tense duality will always play center stage. It will never be transcended.”
As soon as you accept this, I mean really accept this, for some reason your career starts moving ahead faster. I don’t know why this happens. It’s the people who refuse to cleave their lives this way- who just want to start Day One by quitting their current crappy day job and moving straight on over to best-selling author… Well, they never make it.
Anyway, it’s called “The Sex & Cash Theory”. Keep it under your pillow.
Texto e cartoon de um redator americano chamado Hugh Macleod.
Agosto 27th, 2007 — Dica de Leitura

Algumas vezes, penso que a idéia que temos do futuro é propaganda enganosa de alguém, provavelmente de um americano, com certeza de algum publicitário. Em outras ocasiões, fico apontando como um louco um objeto ou uma máquina, tentando chamar a atenção de quem estiver do meu lado para aquela maravilha do século XXI, achando que a gente deixou o filme Blade Runner para trás faz tempo.
Fiz um texto sobre carros voadores em homenagem ao meu avô, o escritor de ficção científica Rubens Teixeira Scavone, que faleceu na semana passada. Li muito Carl Sagan e Ray Bradbury por causa dele.
Continue a ler aqui.