Coletivo Sem Papas

15, Agosto 2007

Sobre novidades

Arquivado em: Buzz, Dica de Leitura — James Scavone @ 2:21 pm

Quem escreve em blogs como o Coletivo Sem Papas - que tenta, com diferentes níveis de sucesso, discutir tendências de propaganda - está sempre de olho em novidades. Dar primeiro é a receita para atrair mais visitantes. O público do mundinho é exigente. Se a coisa é da semana passada, já viram o rosto, sacaneam nos comentários, deixam de visitar. Blogs como o Update or Die são metralhadoras de posts. O novo filme de Volks surge logo depois da reunião entre agência e cliente em Berlim. Conhecemos as campanhas de Burger King da Crispin Porter antes dos americanos. Novos produtos estão nas vitrines dos blogs de todo o mundo, tentando conquistar o coração dos formadores de opinião.

Aí encontro uma notícia sensacional no caderno Ciência da Folha de hoje.

Em pleno século XXI, uma expedição a uma área praticamente virgem da Amazônia encontra novidades muito mais espetaculares. Ao menos quatro aves observadas são muito provavelmente espécies novas. Biólogos também apostam numa espécie nova de macaco, de esquilo e de gatiara (mamífero noturno). O grupo animal que deve trazer mais novidades, diz o artigo, é o dos aracnídeos e opiliões (aranhas de longas pernas).

A foto do novo inseto encontrado é muito impressionante. Parece que tem fibras óticas presas na parte de trás. Como se a lâmpada do vagalume fosse substituída por um material mais moderno. Sinceramente, tô achando que o novo inseto não é de verdade, é algum viral.

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2, Agosto 2007

Jonathan Harris feels fine

Arquivado em: Dica de Leitura, Digital, Tendência, Web2.0 — Daniel Sollero @ 1:05 pm

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I feel fine, she feels fine, we feel fine. Eu já tinha visto a entrevista com o Jonathan Harris do site We Feel Fine no Coolhunting há um tempo e havia achado a idéia fantástica. Mapear frases em blogs que contenham “I feel_____” , ou “I am feeling_______” e exibir isso de várias formas. Existem imagens, interfaces bem interessantes e até um ranking das emoções mais citadas em blogs.

Na minha busca por apresentações interessantes, acabei vendo a palestra ministrada pelo próprio Harris no TED deste ano em que ele explica não só todo o conceito do We Feel Fine quanto dos outros projetos em que ele vem tocando.

O mais interessante para mim, nesse site é a possibilidade de fazer uma antropologia/sociologia sem o conhecimento do individuo sendo analisado. Isso faz com que parte do que o Roberto da Matta fala em Relativizando não se aplique, já que não há interferência nenhuma na rotina de quem está sendo observado. Isso, para mim, gera um nível de isenção bem bacana mas, por outro lado, também permite que exista manipulação dos dados. Alguém que use a frase propositalmente para aparecer no site/pesquisa.

Com esse mapeamento, o projeto acaba se tornando quase um Post Secret mas com sentimento publicados sem necessidade de reconhecimento ou publicação. Pode não ser tão catártico para quem participa mas o impacto é tão grande quanto.

Polêmicas e devaneios a parte, eu realmente recomendo a entrevista , o vídeo da palestra e o site We Feel Fine.

20, Julho 2007

Celulares e a arte de fotografar

Arquivado em: Dica de Leitura, Fotografia — James Scavone @ 3:51 pm

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Com a chegada das câmeras digitais e celulares, a máquina fotográfica divorciou-se do rosto humano e voltou a ficar a meio braço de distância, mais baixas, como no começo da história da fotografia portátil. E mais emblemático que o novo jeito de fotografar, é o modo de tratar cada nova imagem que nasce. Antigamente, o processo era mais longo. Tínhamos que revelar o filme e desvendar as imagens. Para evitar pagar mais, a gente encostava no balcão do laboratório e dizia “só as boas”. E o sujeito que revelaria seus filmes, abandonava no negativo as fotos mal iluminadas, fora de foco ou as duplas exposições.

O restante do texto aqui.

16, Julho 2007

PSFK tv

Arquivado em: Dica de Leitura, Tendência — Daniel Sollero @ 3:35 pm

Video thumbnail. Click to play
Clique aqui para começar

Eu realmente gosto do que o PSFK faz. Acho que eles são o que o Update or Die gostaria de ser. Embora eu ache que o Update or Die é fundamental para muita gente que não tem tempo de ficar procurando as tendências em vários sites. É até engraçado falar isso e não comparar com a onda de portais verticais dos anos 90. Claro que apenas no quesito de conteúdo.Mas o que estava querendo indicar é o PSFK TV, os vídeos das palestras e painéis da PSFK. Um deles é com o pessoal do We Make Money Not Art relatando como os artistas de hoje exploram os recursos digitais e uma das minhas preferidas,  o painel em que várias pessoas do mercado (em Londres) questionam se os planejadores são os novos criativos. Além dessas, há outras com temas bastante diferentes e que também valem ser vistos. Ah! e você pode assinar o podcast desses videos e baixar todos eles no iTunes.

Uma das frases legais da palestra sobre planejadores é a seguinte:

Planejadores são os criativos sem o ego.

22, Junho 2007

Ai, que vergonha do Zé

Arquivado em: Dica de Leitura, Sem Categoria, Vacilaram! — James Scavone @ 10:29 am

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Diz a piada que certo dia avisaram um caipira das escapadas da sua mulher com o seu melhor amigo. Para ter certeza, o caipira finge que vai pescar e se esconde dentro do armário no quarto do casal. Fica observando a mulher pela fresta até que o Zé, seu amigo, aparece na casa. Começam a se beijar e o caipira vai se enfurecendo. A coisa esquenta e o Zé tira toda a roupa da mulher. Nesta hora, ao perceber que o corpo da sua velha companheira não é mais aquelas coisas, o caipira esquece a traição e exclama: “Ai, que vergonha do Zé”.

A proibição dos blogs nos Jogos Pan-americanos do Rio é uma daquelas situações em que dá uma vontade enorme de dizer: ai, que vergonha do Zé. Não vou nem entrar no mérito da construção da Vila do Pan ou do desastre anunciado na organização dos jogos quando os turistas, atletas e delegações chegarem aos montes ao balneário carioca, mas o veto aos blogs é coisa de matar de vergonha.

Continue a ler o texto aqui.

13, Junho 2007

Imigrantes digitais X Nativos digitais

Arquivado em: Dica de Leitura, Digital — Daniel Sollero @ 9:20 am

Eu tenho falado bastante sobre profissionais híbridos para as agências aqui no Coletivo. Pois é, acabei de achar no excelente blog Media Shift do Mark Glassner um tema semelhante mas relacionado à educação. Na verdade, era um post sobre Media Literacy e que tinha um link para um texto do Marc Prensky em PDF que faz uma comparação entre Imigrantes digitais (o pessoal das antigas, old school, que não nasceu com internet e teve que se adaptar) e Nativos digitais ( todo mundo que já nasceu no mundo digital).

Fantástico. Ajuda a ilustrar o que venho falando de profissionais híbridos. Acho que apenas agora estamos tendo a primeira safra realmente de nativos digitais no mercado de trabalho.

A comparação em si é basicamente a mesma que muitos (eu inclusive) costumam fazer jovens tem menos foco e mais abrangência, não aprendem de forma linear e que o grande desafio de hoje é como os professores (imigrantes digitais) irão ensinar aos alunos (nativos digitais) de forma eficiente e que não seja chata. Muito bom o artigo mesmo.

11, Junho 2007

Quebra-colunas

Arquivado em: Dica de Leitura, Marketing de Relacionamento, Web2.0 — James Scavone @ 7:42 pm

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Conhece a expressão Spine Breaker? E Dancing Dads? Dancing Dads é mais fácil de traduzir: são o que chamam de tiozão aqui por estas terras. E para fugir da imagem de tiozão – ou de parecer um pai mostrando suas habilidades na pista de dança – a Penguin Books vai lançar em setembro deste ano o Spinebreakers. Um site-barra-blog feito por adolescentes para adolescentes. A necessidade nasceu de uma pesquisa que diz que 3 de cada 4 teens descobrem sobre livros apenas na internet e que 44% dos adolescentes de 13 a 18 anos não visitam e nem visitarão nenhuma livraria, farão tudo online. É a editora investindo nos seus futuros leitores em um país (a Inglaterra) que deve ter um dos maiores índices de leitores da Europa e do mundo atualmente. Um blog para falar do último livro do Nick Hornby, que é direcionado para esta faixa etária e de clássicos como Catcher in the Rye do Salinger e On the Road do Kerouac. Um blog para incentivar os adolescentes a inaugurar livros e se tornarem Spinebreakers - ou “quebradores de espinha”, que é como são chamadas as lombadas dos livros na terra da rainha. Vale ficar de olho. Livro por aqui é coisa rara, nas mãos de adolescentes então… coisa raríssima.

25, Maio 2007

Os ex-comedores de morcego

Arquivado em: Dica de Leitura, Fotografia — James Scavone @ 12:49 pm

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Link ao vivo com o Guia da Semana mais uma vez. Coloquei lá um texto sobre a exposição Rockers, do fotógrafo americano Bob Gruen.

22, Maio 2007

Até o dia em que o cão morreu

Arquivado em: Dica de Leitura — James Scavone @ 2:24 pm

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Toda vez que vou para Porto Alegre fico impressionado com o cenário cultural dos caras. A gente – do afamado eixo Rio-São Paulo – fica achando que o que acontece no Brasil é basicamente o que acontece no eixão. A coisa, porém, não é bem assim. Os gaúchos tem um mundinho todo deles, sem vínculos. Além daquele monte de bandas que a gente pouco ou nunca ouviu falar (Cachorro Grande, Júpiter Maçã, etc.), tem também um pessoal novo escrevendo livros interessantes.

O Daniel Galera é um deles.

Peguei o livro dele na livraria do aeroporto. É um paulista que viveu quase toda a vida em Porto Alegre. Até o dia em que o cão morreu é o título. Um livro curto, são umas noventa e tantas páginas, que dá pra ler numa sentada só, esperando um vôo atrasado da TAM. Bem organizado, gostoso de ler, sem beletrismos e com uma originalidade digna de nota. Vale a leitura.

Mas que raios de post é esse em um blog de propaganda?

É que o personagem principal é um daqueles anti-propagandistas militantes. O cara namora uma top model e acha absurda a sua opção pela estética da propaganda. A busca pela perfeição, a beleza radical, a magreza. Tudo isso incomoda demais o personagem, que gosta mesmo é dos pequenos defeitos da sua namorada, suas sardas e ossos pontudos. E o Daniel Galera me colocou a pensar. Menos sobre a dicotomia entre a beleza real e a beleza proposta pela propaganda – isso tudo já foi dito pela Dove, Natura e outras tantas – e mais sobre o fazer arte e o fazer propaganda. Quanto vale o que a gente faz diariamente? Centenas de cabeças criativas gerando idéias e mais idéias tão perecíveis quanto os desenhos que fazemos na areia da praia. Anúncios de revista que serão ignorados e malas diretas que irão diretamente para a cesta de lixo.

Um trecho divertido:

“A propaganda era sobre um serviço no qual o usuário ganhava descontos nas ligações de celular pra determinados números a sua escolha. Algo do tipo “pague mais barato para falar com seus amigos”. O anúncio, dirigido ao público jovem, mostrava um grupo de amigos numa praia. Dois surfistas musculosos de sunga e três minas gostosas de biquini, alinhados diante do mar com grandes sorrisos no rosto e cabelos impecavelmente penteados. Os modelos estavam posicionados lado a lado (…) A mensagem por trás daquilo seria algo como “converta suas amizades em dinheiro”. Era sem dúvida o anúncio mais retardado que eu já tinha visto.”

Se alguém quiser encarar o Até o dia em que o cão morreu, o livro está na minha mesa. Se alguém de fora da agência estiver lendo isso, tem na Livraria Cultura pra vender.

3, Maio 2007

Imagens e interpretações

Arquivado em: Bizarro, Dica de Leitura — Daniel Sollero @ 11:23 am

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Olhe o gráfico acima. Agora pense. Está tudo claro, não? Pois é. Eu sou completamente viciado nesse blog Indexed. Admito que o conheci através de um post da Camila aqui no Coletivo Sem Papas. Era uma versão animada desses cartões. Mas voltando à imagem acima. Quantas pessoas podem realmente dizer que gostam do que fazem? Quantas podem falar que são bem remuneradas pelo que fazem? Já os extremos opostos dessas perguntas achamos a resposta em todos os cantos. Infelizes e mal pagos. Sabe por que?

Simples. Uma frase no blog Emerge já diz tudo:

Realmente essa é uma geração DDA (disordem de déficit de atenção): em constante busca de algo melhor do que o status quo.

Eles estavam se referindo às pessoas que estavam no festival de Coachella e que se dividiam entre os dois palcos. Nunca satisfeitos em assistir apenas um. Era a cultura do zapping ao vivo.

Eu acho que, na verdade, essa é uma característica humana que acabou sendo potencializada pela tecnologia. A infinidade de opções nos torna pessoas mais dispersas. Saber que existem milhões de opções que podem ser melhores e não explora-las parece perda de tempo. Essa é a nova geração. Douglas Rushkoff afirma (não nessas exatas palavras) em seu livro Um Jogo Chamado Futuro que essa geração pode não ter tanto foco mas com certeza tem mais abrangência.

O que isso tem a ver com o gráfico falando de trabalho e remuneração? Provavelmente pouco, mas acho que o comportamento dessa busca é semelhante. Olhe esse outro gráfico. Acho que tem um pouco mais a ver com o que falei sobre a geração DDA:

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Enquanto você tenta entender porque eu fiz esse post aparentemente sem sentido e com associações enigmáticas, entenda  apenas como uma indicação a duas fontes interessantes que frequentemente uso.

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