Coletivo Sem Papas

27, Abril 2007

Link ao vivo

Arquivado em: Dica de Leitura, Sem Categoria — James Scavone @ 5:31 pm

Coloquei um texto no Guia da Semana sobre Ferraris e outros equipamentos da vida moderna. Se quiser ler, aperte aqui.

24, Abril 2007

O slogan do Banco Central

Arquivado em: Dica de Leitura, Propaganda, Vacilaram! — James Scavone @ 11:49 pm

slogan2.jpg

O Banco Central precisa de um slogan? Esta é a pergunta que o José Paulo Kupfer faz hoje no site nomínimo. Lançado numa campanha milionária de R$ 8 milhões, foi chamada de campanha de utilidade pública. A sua agência chegou ao slogan: Banco Central do Brasil, cada vez mais valor para o brasileiro. Sensacional. Com o Real forte então… uma maravilha. E não coloque a culpa no Lula, não. Em tempos de FHC o slogan era: Banco Central do Brasil, cuidar da moeda é o nosso forte. Muito bom também, diz tudo.

Confesso. Estou sendo irônico.

O Banco Central não precisa de slogan. Mais que isso: empresa nenhuma precisa de slogan. Uma marca precisa sim de um bom posicionamento. Truques e brincadeiras com palavras são totalmente dispensáveis. Usar os dois significados da palavra forte - o da força e o da fortificação - pode parecer muito inteligente, mas não agrega muito. Ninguém vai escolher este ou aquele Banco Central, é tudo que temos. Se é para ter um slogan, que seja um que inclua o Governo Lula de forma geral. O problema é que não seria um slogan e sim um projeto para o País. E aí a coisa complica de vez e saimos da crítica da propaganda e dos slogans e entramos em um universo nebuloso. Projeto para o País não é, definitivamente, o nosso forte.

O que diferencia então o slogan do posicionamento? Tomemos a Guinness - como exemplo e não como cerveja. Logo abaixo de sua marca, encontramos as palavras Good things come to those who wait (Aqueles que esperam serão bem recompensados). É um ditado popular transformado em.. bem, um slogan, mas que não é simplesmente um grupo de palavras espertas lado a lado, é muito mais. Todo bom bebedor sabe que a espuma de Guinness leva tempo para subir depois de tirado, então, aqueles que agüentam a ansiedade e esperam o ponto certo de uma pint de Guinness, serão recompensados com o seu sabor amargo inconfundível. Ou seja, aquele amontoado de palavras diz tudo que precisa ser dito. E é a base para todos os seus filmes e peças publicitárias.

Não sei se ficou muito claro, é uma grande discussão, mas gostaria de ouvir a opinião do eventual leitor sobre as diferenças entre slogan x posicionamento. Em tempo: o texto do José Paulo termina de forma muito engraçada, vale reproduzir aqui:

Quem sabe numa próxima campanha o BC não adote um slogan do tipo “Banco Central, o banco que vale por um bifinho” ou “BC, o banco que desce redondo”. E você, que slogan daria para o BC?

23, Abril 2007

Efeméride: Helvetica faz 50 anos

Arquivado em: Design, Dica de Leitura — James Scavone @ 2:40 pm

americanairlineslogo.jpg
O tipo mais representativo do século 20 é a Neue Haas Grotesk. Está nas nos logos das maiores marcas mundiais: American Airlines, Lufthansa, Toyota, no metrô de Nova York, nas câmeras Olympus, na linha de trem Amtrak, na garrafinha de água metida à besta Evian e nas pilhas Energizer. Neue Haas Grotesk nada mais é que o nome original da nossa famosa Helvetica.

Que faz 50 anos.

É a minha fonte favorita para escrever no word. Só consigo escrever com Helvetica 11 e 125% no view. Sem essas condições parece que nenhum texto sai direito. E tem que ser no Mac, claro. O jornal Toronto Star escreveu um texto bem bacana sobre a Helvetica, para ler, entre aqui.

23, Março 2007

Surpresa e encantamento

Arquivado em: Dica de Leitura, Marketing de Relacionamento, Product Placement — Daniel Sollero @ 11:01 am

surpresa.jpg

Eu assino a newsletter e frequento o site do BrandChannel há alguns anos. Focado em branding e com diversos artigos interessantes, reviews de livros e uma das partes mais legais o BrandCameo que mostra a presença das marcas nos filmes de Hollywood, ou seja, o filé do product placement.

Semana passada recebi um email de alguém de RP do site falando que eu havia ganhado um livro e um pen-drive e que bastava eu enviar o meu endereço que eles me mandariam o quanto antes. Eu tinha certeza de que não receberia nada. Ledo engano. Recebi ontem aqui na agência um envelope da Fedex com o livro que escolhi e o pen-drive e um cartão.

Fiquei chocado. Esperava receber isso (se recebesse realmente) em pelo menos um mês e não em uma semana.Surpresa e encantamento. Primeiro pelo email e segundo por receber algo tão rápido.

Em tempo: o livro que escolhi Brand Hijack parece ser muito bom. Comecei a ler e até agora está bem interessante. Não sei se será como a maioria dos livros de marketing que começam bem e depois apenas se repetem ou então como aqueles que só enrolam e não apresentam nada de novo.

Bela ação e que até gerou um post. Tá valendo?

30, Janeiro 2007

Revistas em PDF

Arquivado em: Dica de Leitura — Daniel Sollero @ 10:50 am

Acho que isso é mais comum para os designers do que para o resto do mundo: Revistas em PDF. Designers ao invés de fazerem revistas com alto custo de impressão e arriscar um espaço nas bancas e livrarias, começaram a fazer revistas (geralmente colaborativas) em PDF e disponibiliza-las na internet para o download gratuito. Coisa simples e bacana.
Agora lançaram um site para mapear e listar as revistas em PDF do mundo todo. Para a minha surpresa, há várias revistas de comportamento e cultura usando essa mesma plataforma.

Vale acessar: http://www.pdf-mags.com

Eu já baixei a Kudos, a Arriba e a Bastard. Escolhas aleatórias mas interessantes. Gostei.

24, Janeiro 2007

RP e a nova mídia

Arquivado em: Buzz, Dica de Leitura, Tendência — Daniel Sollero @ 10:46 am

Recentemente temos visto alguns casos envolvendo empresas de Relações Públicas e blogs falsos, ações que ferem o código de ética da WOMMA (Word Of Mouth Marketing Association). Mas por que isso tem acontecido? O que a maioria dos especialistas concorda é que estão utilizando as técnicas de approach da mídia tradicional na nova mídia. Só que as regras mudaram e agora todo mundo tem uma voz. Seja um blog, fotolog, vídeo no youtube ou comunidade no Orkut, essa voz hoje pode ser ouvida por muito mais gente. Blogs falsos, perfis falsos em comunidades e que não mostram que são efetivamente parte de uma campanha, com informações tendenciosas não são bem aceitas. A famosa técnica de terceiização (Third Party Technique) de RP, em que representantes/defensores do cliente são criados, é muito mais arriscada do que efetiva na nova mídia. As agências estão aprendendo do pior jeito mas chegam lá.

Quando falamos de campanhas virais, essas regras dependem de quão interessante o público irá achar. Se gostar, provavelmente não trará problemas para o anunciante, caso o contrário, deve-se ter uma estratégia de gerenciamento de crise pronta para entrar no ar imediatamente. E com o advento do vídeo em gadgets como iPod Vídeo e até celular, a tendência é que os virais saiam do mundo virtual e comecem a freqüentar o bolso de qualquer um e sejam apresentados em mesas de bar e etc. Mas até chegarmos nesse ponto, ainda existem muitas coisas a aprender e muitos devices a serem vendidos para que o alcance seja cada vez maior.

Chris Anderson, autor do livro Cauda Longa e editor da revista Wired, deu suas dicas para as agências de RP entenderem melhor a nova mídia. É algo como A cauda longa da mídia ou como fazer divulgação sem press-release. Vale a leitura.

19, Dezembro 2006

Atitudes ousadas e recompensas

Arquivado em: Buzz, Dica de Leitura, Digital, Viral On Line — Daniel Sollero @ 1:54 pm

[video]http://www.youtube.com/watch?v=B8H29jU8Wrs[/video]

Os vídeos Will it Blend? são um case de buzz e atitude online. Ao colocar no ar videos com o seu liquidificador destruindo várias coisas, eles acabaram tendo uma exposição fantástica com custo bem baixo.
No vídeo acima eles simplesmente destroem um iPod. Nos vídeos publicados no YouTube, tem de tudo, tacos de golf, canetas e por aí vai.

O que poderia ser algo arriscado e que poderia gerar uma revolta como as contra a série Jackass, acabou dando certo online e eles estão colhendo os frutos dessa ousadia.

Na entrevista concedida ao blog Strategic Public Relations, o gerente de marketing da empresa responde exatamente sobre a experiência e o sucesso.

SPR: What are your metrics for the campaign? Are you meeting them?

Yes – we track new traffic, unique visitors, web references, media
placements, news paper, magazine and television placements. Our results
eclipsed our expectations, both in impact, volume and timeframe. The
return for the $50 that we spent to produce the first round of videos
is staggering. We literally have built a brand for our home products

SPR: Have you seen a direct correlation between interest in the campaign and sales?

Willitblend.com as well as Blendtec.com are getting an unprecedented
level of internet traffic. Even though this is a branding campaign used
to drive top of mind awareness, we have already seeing strong sales
growth in the fourth quarter for Total Blenders.

5, Dezembro 2006

“Me manda esse PDF em VHS?”

Arquivado em: Bizarro, Dica de Leitura — Daniel Sollero @ 6:42 pm

Essa aqui é must-read para publicitários: Adverbatims - frases proferidas por clientes, executivos de conta, atendimento,diretores de arte, redatores e etc dentro e fora das agências.
É como se fosse um Post Secret do mercado publicitário. O mundo-cão, o feio, o mal, o inexplicável e todas as barbaridades estão lá.

Uma das minhas preferidas:

#098- “I loved the two alternatives you showed me, I didn’t know which one to choose. So use the yellow layout on the brown one, and the brown layout on the yellow one. And send me the prints so I can decide.”
(Client, Product Manager)

Você pode mandar suas contribuições para ad.verbatims@gmail.com ou então pode criar a versão nacional desse blog. Alguém se habilita?

O título desse post? Tirado da campanha de divulgação do site. Fantástico. Simplesmente fantástico.

1, Dezembro 2006

Já pegou um job pra criar um nome?

Arquivado em: Dica de Leitura — James Scavone @ 1:44 am

A million billion, The Age of Rockets, The Alarms, Ambullete, American Minor, Artic Monkeys, Assbaboons of Venus, The Asshole Two, The Audition, The Automatic, Babyshambles, Band of Horses, Beaten Awake, Birdmonster, Birthday Suits, Black Mountain, Bloc Party, The Blue Van, The Botticellis, The Boy Least Likely to, The Bravery, Brazilian Girls, Bullet For My Valentine, Calling All Monsters, Caribou, Cherry Monroe, Chooglin’, Clap Your Hands Say Yeah, The Classic Crime, The Clic 5, Clor, Cunninlynguists, Dead 60s, The Deaf, Death From Above 1979, Departure, Discover America, Early Man, Edan, Editors, Engineers, Envy and Other Sins, Ergoism, Final Fantasy, The Fold, Forward, Russia!, The Fray, The Go! Team, God Damn Doo Wop Band, Goodnight Gracie, Gospel, Hawk Nelson, I Love You but I’ve Chosen Darkness, I Will Kill You Fucker, Jack’s Mannequin, Jonozetta, Kill the Vultures, Komakino, Let’s Get Out Of this Terrible Sandwich Shop, Libido Funk Circus, Lords, Low Red Land, Magic Marker Karate Co., The Magic Numbers, Manuok, Maximo Park, Morning Runner, Negative for Francis, New Roman Times, Nine Black Alps, Olivia the Band, The Paddingtons, Panda and Angel, Panic! at the Disco, Pissed Jeans, Public Display of Funk, The Raconteurs, The Rakes, Run Kid Run, Stellar Kart, Sugarland, Tapes’n'Tapes, Terminal, Tiger Bear Wolf, Tiny Hawks, Voxtrot, Waking Ashland, We Start Fires, Well Hungarians, When Rock Beat the Russian, Wolf Parade, Wolfmother.

Qualquer redator já sofreu tendo que batalhar na frente de uma página branca de Word pra criar um nome. Seja ele o nome de um programa de relacionamento, uma marca de uma fábrica de gelo ou um novo seguro familiar. Estes nomes acima eu encontrei no livro The Best American Nonrequired Reading, que reúne um apanhado de textos interessantes publicados nos Estados Unidos em 2006. Vale qualquer coisa. De fatos sobre o Chuck Norris até discursos de abertura de universidades. Estes nomes enigmáticos do começo do texto são nomes de bandas recém-surgidas. As minhas preferidas são “Let’s Get Out Of this Terrible Sandwich Shop” e “Brazilian Girls”, claro.

29, Novembro 2006

Porque blogar? executivos que blogam explicam

Arquivado em: Dica de Leitura, Digital, Tendência — Daniel Sollero @ 11:53 am

six_degrees.jpg
Eric Kintz é um blogueiro. Só que ele também é VP global de marketing da HP. Numa iniciativa no mínimo interessante, ele se juntou a outros executivos blogueiros e fez um post sobre a importância dos blogs. O nome é 6 degrees of perspective. Why blogging matters. Olha só o time e os temas abordados:

#1 - RP e Blogs – Uma história de amor ou coexistência pacífica - Dan Greenfield - VP Corporate Communications - EarthLink – blog: Bernaisesource
#2 – Blogs e os “novos influenciadores” - Eric Kintz – VP Global Marketing Strategy - Hewlett-Packard – blog: Marketing Excellence
#3 – O papel dos blogs no mutável mundo da publicidade - Will Waugh – Senior Director, Communications - ANA – blog: Marketing Maestros
#4 – O papel dos blogs como parte de uma estrategia web integrada - David Churbuck - VP Global Web Marketing - Lenovo – blog: Churbuck
#5 – Harmonia nos pontos de contato da conversação - Peter Blackshaw - CMO - Nielsen Buzz Metrics – blog: Consumer Generated Media
#6 - Criatividade, inovação + Blog - David Armano - Creative VP - Digitas – blog: Logic + Emotion

A minha tradução dos temas está bem capenga (principalmente no item 5) mas esse post é leitura obrigatória para quem quiser entender não só o que são os blogs, seu potencial e como podem contribuir como mais um ponto de relacionamento com os clientes.

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