Coletivo Sem Papas

13, Abril 2007

Exposição de Graffiti na Billings

Arquivado em: Fotografia — James Scavone @ 10:47 am

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Em 2004, o fotógrafo Marcio Scavone, mais conhecido como meu pai, lançou um livro sobre graffiti chamado A Cidade Ilustrada. Trabalhei com ele no projeto e escrevi o texto de apresentação. Foram alguns meses bem interessantes visitando os mais de 20 muros que seriam grafitados para homenagear os 450 anos de São Paulo. Desde a avenida Paulista até os bairros mais periféricos. Conheci muita gente interessante, entre elas o grafiteiro Mauro Sérgio Neri. Gente que conseguiu acabar com a minha aversão inicial ao graffiti e até mesmo à pichação. A imagem que o Mauro pintou em um viaduto da avenida 23 de maio acabou sendo escolhida para a capa do livro. Fazia tempo que não falava com ele.

Eis que abro a minha caixa postal pela manhã e encontro um convite para a sua primeira exposição. Que repasso agora: será neste sábado, dia 14 de abril, das 9h às 18h, nas margens da Represa Billings, no Grajaú. O acesso é pela balsa, que pode ser acessada pela avenida Dona Belmira Marim, 7000. O nome da exposição é Imargem e reúne crianças e artistas locais.

Presença obrigatória. Meu pai costuma dizer que se você não vai ao funeral dos outros, as pessoas não vão ao seu.

3, Abril 2007

Depois da capa transparente

Arquivado em: Fotografia, Tecnologia, Tendência — James Scavone @ 10:05 am

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Outro dia todos estavam falando da capa transparente da Wired. Vem aí mais uma capa que provavelmente vai dar o que falar. Mais uma tentativa de mostrar que os tais “consumer-generated ads” não precisam ser necessariamente vídeos.

A Wired (junto com a Xerox, anunciante de longa data) vai produzir uma capa com fotos de seus leitores. Desde a semana passada, o site da Wired está recebendo fotos de seus assinantes. Os primeiros 5.000 a fazerem um upload das fotos vão receber em casa a edição de julho com a sua cara estampada. Simpático.

Via adverlab

6, Fevereiro 2007

William Wegman

Arquivado em: Fotografia — James Scavone @ 11:15 am

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Capas de Veja não raro apresentam um gosto bastante duvidoso. A capa do dia 24 de fevereiro é uma dessas que não gostamos de ver. Vem com um matéria fria, típica das Vejas de verão, sobre o amor entre cães e homens. Mas o que me chamou a atenção, além da feiúra, foi a foto escolhida: um weimaraner de salto alto. Lembrei na hora das fotos do fotögrafo americano William Wegman, que construiu sua carreira fotográfica fazendo ensaios com weimaraners. Um livro antológico apresenta a história da chapeuzinho vermelho em que todos os personagens são cachorros weimaraners.

Só achei estranho não conseguir encontrar uma referência ao fotógrafo William Wegman nas páginas desta Veja. Só mesmo o “AP” da Associated Press no cantinho. Será que é dele?

 

29, Janeiro 2007

A próxima revolução?

Arquivado em: Digital, Fotografia — James Scavone @ 9:07 am

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O título acima é muito banal quando se trata de internet. De quinze em quinze minutos alguém enxerga uma nova revolução na internet. Revolução normalmente seguida de milhões de dólares para um bando de moleques da Califórnia - quem não ficou com raiva do video colocado no You Tube com os próprios inventores do mesmo dando risada do valor obtido na sua venda?

Mas não dá para não chamar o Polar Rose de outra coisa.

Faz tempo que eu acho essa coisa de procurar imagens na internet meio capenga. Você até encontra o que quer, mas misturado com um monte de lixo visual, imagens tão distantes do que você está procurando quanto digitar Pelé buscando imagens do rei do futebol e encontrar uma clínica de dermatologia em Lisboa. Nós, da criação aqui da agência, até queriamos inventar o filtro “fora de brinca” para procurar imagens na Getty Images ou qualquer outro banco de imagens quando estamos com muita pressa. Bom, chegou Polar Rose (em versão beta ainda!).

Não me atrevo a entrar na parte técnica deste plug in - de repente o Daniel se atreve em um outro post - mas Polar Rose vai tornar as fotos buscáveis e reconhecíveis. As pessoas das fotos vão ganhar nomes, as paisagens vão ganhar endereço. Tudo que for identificável ganha uma sigela rosa vermelha na lapela. O reconhecimento de uma pessoa através de uma foto - que antes parecia coisa da CIA ou de programas de TV como CSI, chega agora ao grande público. Este extrato mostra bem o desafio que o pessoal do Polar Rose tem pela frente:

Recognizing people in photos is a great challenge because the computer must interpret the photos to extract information above a pure pixel-level, something we humans do easily every day. The main problems when working with general photos are changes in lighting and pose which have great effect on the appearance of a face in a photo.

O Brasil parece que já descobriu a novidade. E, como aconteceu com o Orkut, já é um dos maiores entusiastas do Polar Rose. Vamos ver se o Polar Rose está mais para Altavista ou para o Google.

Encontrei a dica no blog do Nelson.

24, Janeiro 2007

o que a sinalização esconde

Arquivado em: Fotografia, Guerrilha, Mídia Exterior — Daniel Sollero @ 4:47 pm

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Com essa onda de Cidade Limpa, que já foi falado aqui algumas vezes pelo Marcelo e James, em que outdoors e até a própria sinalização da cidade acabam se tornando poluição visual e começam a incomodar a população. Cayetano Ferrer fez uma série de fotos em que ele exibe o que estamos perdendo com as placas de sinalização na nossa frente, colou os trechos nas placas e agora está vendendo as fotos. A idéia não é nova e tem a cara do pessoal Billboard Liberation Front mas é relevante e de repente ficaria interessante ter um quadro desses em casa.

Se quiser ainda dá para assistir o vídeo do cara em ação em NY. Resta saber se isso é verdade.

27, Novembro 2006

JPG, a revista colaborativa dos fotógrafos

Arquivado em: Dica de Leitura, Fotografia — Daniel Sollero @ 7:17 am

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Essa semana eu vi alguma notícia falando que a editora Abril vai lançar uma revista feita pelos leitores. Uma revista colaborativa chamada Sou+Eu. A revista segue um modelo de remuneração pelo tamanho da matéria ou pela sessão.  A maior parte das matérias são, na verdade, depoimentos e não matérias mesmo. A revista é bem barata e honestamente, não entendi quem é o público alvo direito.

Mas isso não é importante. O que é importante  é que quando li sobre esse lançamento, lembrei de outra revista feita nesse modelo. O nome da revista é JPG e é focada em fotografia, com periodicidade bimestral e conteúdo totalmente feito por fotógrafos do mundo inteiro. Quando uma foto é publicada, o seu autor ganha $100 e uma assinatura da revista.

Os editores definem os temas de cada edição e os fotógrafos enviam as suas melhores fotos. Para tornar a brincadeira mais colaborativa, ainda há uma votação para definir as fotos que entram em cada edição. A revista também tem matérias interessantes para fotógrafos e, claro, diversas fotos fantásticas.

Para evitar fraudes na votação online, as fotos também são analisadas por um juri que dá a posição final de quem entra e quem não entra na revista. Claro que sendo mais votado, a certeza de que a sua foto será efetivamente vista por esse juri deve aumentar mas, independente disso, vale entrar no site apenas para ver as fotos que estão conocorrendo. Tanto para os temas abertos (os que vão compôr a revista) quanto para os que ainda não tem data  para entrar. Os temas são insólitos como Embrace the Blur, Intimate, Are you ready to Rock? e Loneliness e vale a pena conferir durante uma tarde de ócio. O problema é a vontade que dá de sair fotografando tudo que vê pela frente.

22, Novembro 2006

Flickr e as informações antes da compra

Arquivado em: Fotografia, Tendência — Daniel Sollero @ 8:08 am

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Quantas vezes não ficamos na dúvida sobre o que comprar. São tantas opções e marcas de produtos concorrentes que muitas vezes ficamos perdidos.

Geralmente fazemos uma busca na internet e perguntamos a amigos que entendem do assunto sobre as possibilidades, entramos no orkut em busca de comunidades sobre os produtos e tudo mais. Os mais ousados procuram avaliações em fóruns e blogs.

No caso do mercado da fotografia, o Flickr acabou de dar mais uma opção de pesquisa: as câmeras mais usadas nas fotos exibidas pelo site. Dados fornecidos pelos próprios usuários ao fazer o upload das fotos (que já vão automaticamente com essas informações no arquivo). E nessa lista ainda dá link para páginas sobre as câmeras, mostra as fotos mais interessantes tiradas com aquele modelo e ainda mostra quais são as marcas mais populares e suas câmeras. Fantástico. Um serviço simples e muito bem feito. Acha que para nas câmeras? claro que não. Ainda há a lista dos celulares com mais fotos por lá também.
Olhando o gráfico podemos notar exatamente as curvas de consumo e utilização das máquinas e ainda dá para os fabricantes cruzarem dados com suas campanhas perceber quais câmeras dão mais retorno por boca a boca e quais precisam de campanha (se é que eles ainda não têm essa info). E isso acaba sendo mais uma possibilidade de lucro para o Yahoo, dono do Flickr, venda de dados sobre câmeras usadas, cruzando com a cidade de origem dos fotógrafos e muitas outras informações valiosas.
Enfim, mais um bom serviço do Flickr que já alegra o meu dia quando paro 20 minutos e viajo pelas fotos do Explore.

9, Novembro 2006

Vaqueiros na Leo

Arquivado em: Fotografia — James Scavone @ 7:59 am

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Este blog acompanhou a abertura da exposição do fotógrafo publicitário Andreas Heiniger no terceiro andar da Leo Burnett ontem à noite. Chamada de “Vaqueiros” mostra personagem captados por sua lente no sertão pernambucano. Não conheço a agência inteira, mas a coisa toda estava muito bem organizada, numa área que deve ser usada como lounge, unida com duas salas de reunião. Contei mais ou menos 20 fotografias preto e branco e coloridas, com molduras bacanas e cara de “fotografia de verdade”. Explico. Com a popularização da fotografia – tópico que pretendo desenvolver em um futuro post – temos visto muita picaretagem na fotografia. Parece que todo mundo agora diz-se fotógrafo. Uma digital na mão e uma idéia batida na cabeça, me parece uma reformulação sensata da frase (já gasta, confesso) de Gláuber Rocha. Mas as fotos de Heiniger escancaravam o grão de prata da honestidade fotográfica.

O evento foi muito bem prestigiado. Foi bom encontrar os fotógrafos Du Ribeiro, Meca e a lenda da fotografia de moda dos anos 60, Otto Stupakoff. Todos eles amigos de meu pai, o também fotógrafo Marcio Scavone, que estava comigo. Alguns medalhões como Marcelo Serpa e Roberto Cippola também estavam por lá. Vale a visita. Só não sei se é aberta ao público.

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