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Tem que ser da DHL

Um artista fez o maior auto-retrato do mundo usando um GPS e a DHL? Hmmm…me parece uma ação. Não pode ser outra coisa. Olhando o site sobre o que foi feito para a imagem acima ser feita no mundo, temos cada vez mais dicas de que realmente é uma ação. Se não for, o cara é louco mesmo (difícil). Mas o nome da categoria desse tipo de arte é GPS-Tracking.

A mecânica foi montar uma mala especial com um GPS e várias baterias para que ele não moresse no meio do desenho e enviar, via DHL, para vários locais no mundo. A mala foi enviada de Estocolmo em 17 de março e 55 dias depois voltou à sua origem. O que eu achei engraçado foi que quando eu enviei de Dusseldorf uma encomenda para o Brasil, ela demorou mais ou menos isso para chegar.

Voltando a ação, além de mostrar o alcance da DHL no mundo (62 países, 6 continentes e 110.664 km percorridos), mostra também que é uma marca disposta a desafios. Agora que esse desenho vai parar no Guinness, eu já vejo até uma entrevista no Letterman e ele perguntando:

- Mas que idéia incrível, como você conseguiu?

E o artista respondendo,

- a DHL foi fundamental. Eles chegam em tantos lugares…

Brincadeiras a parte, belíssima ação. Se você não acha que é uma ação da DHL, se pergunte porque a marca do GPS não aparece nunca e a da DHL toda hora.

Via

UPDATE: Mais um hoax. A DHL nega envolvimento. O estudante admite ser “uma obra de ficção”. Tudo isso no blog da Wired e, para quem quiser ler em português, tem o blog da redação do G1.

Corrida dos sonhos

Larry Flynt, o famoso editor da revista Hustler fez mais uma das suas.

Dessa vez o cara colocou 16 “cavalas” (i.e. mulheres gostosas, em carioquês) para correr um derby em Los Angeles, EUA.

A imprensa é claro, adorou e cobriu o evento com fartura. Os curiosos também adoraram e já geraram mais de 1 milhão de visualizações do feito na web.

Show!

A corrida inteira está aqui

via globo.com

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Red Bull ataca novamente

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A Red Bull aprontou mais uma das suas. E desta vez em Taiwan: um dos seus patrocinados saltou da torre mais alta do mundo (509 metros de altura) com um pára-quedas logomarcado com Red Bull. Nada demais não fosse a série espetacular de ações de Guerrilha que reforçam a atitude da marca em diversos países: corrida de F1 nas ruas de São Paulo, Red Bull Air Race, Flug Tag e a ação no buraco do Metrô de Pinheiros (opa! essa não! Essa foi coisa feia de se fazer, vai?).

Cada vez mais a marca se aproxima das atitudes radicais tão admiradas por jovens consumidores de todas as partes do mundo.

(via Globo.com).

As marcas globais Red Bull e Golden Palace (um cassino) encabeçam a minha lista de marcas mais guerrilheiras, na compreensão roots de ser.

V is for Vincent

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Temos que tirar o chapéu para a Nike. Eles conseguem ser bastante coerentes com a sua linha de comunicação. São ousados quando devem ser, adequam-se aos modelos tradicionais, usam diversas táticas que vão do stencil e lambe-lambe até mega instalações.
Mês passado estive em Amsterdam e vi uns cartazes com um dos auto-retratos do Van Gogh com intervenções que alteravam o auto-retrato.

V is for Vincent - The artist Vincent Van Gogh as a young man

Como estava registrando várias coisas de street-art, resolvi ver de perto. Foi aí que notei que era uma campanha da Nike. Até então imaginava que era alguma exposição no Van Gogh Museum.
Não é nada novo mas não só o cartaz como as intervenções eram da Nike e eram marcas de bolas que apareciam nos cartazes.
Depois olhei para o cartaz ao lado e que também era parte da campanha, dessa vez um cartaz de perfume mas que tinha uma barra de ferro na frente e a marca da bola estava justamente atrás da barra.

O que estavam divulgando? Chuteiras da Nike em que a tagline é “Put it where you want it” com o detalhe do ponto de interrogação exclamação (valeu, Marco) ser uma chuteira e uma bola.

Nokia rápida no gatilho

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A Nokia não esperou ninguém para começar a contra atacar a Apple. Após o anúncio da queda de preço em US$200 do iPhone e da repercussão negativa nos fóruns da Apple, a Nokia comprou anúncios em links patrocinados do Google para buscas relacionadas a termos relacionados a queda de preço para comunicar a sua rede social Mosh.

Identificando que os early-adopters (que compraram ou pretendem comprar o iPhone) têm papel fundamental na decisão do resto do mundo, esse era o momento ideal para fazer um approach. Bela oportunidade que não foi desperdiçada.

Não é a primeira vez que usam uma campanha em links patrocinados para fazer barulho mas acho que é a primeira vez que uma grande empresa reage tão rapidamente e de forma tão guerrilheira.

Uma semana depois do lançamento do seu celular que usa tecnologias presentes também no iPhone e do reconhecimento de que as coisas boas devem ser usadas nos seus produtos, a Nokia conseguiu me impressionar. Na real, nem sei porque já que inicialmente a Nokia começou como uma empresa de papel e borracha antes de er reconhecida na telefonia móvel.

Noticia e imagem via Techcrunch

Clarim Diário no Metrô: Guerra Civil

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A Panini Comics fez uma ação no metrô para divulgar o lançamento da nova minisérie Guerra Civil
Eles imprimiram um exemplar do Clarim Diário e distribuíram como se fosse um jornal como o Destak ou Metro.
O conteúdo do jornal é um deleite para os fãs de quadrinhos: editorial escrito por J Jonah Jameson, matérias do cotidiano e envolvendo o início da Guerra Civil, matérias em que jovens se arriscando ao imitar o comportamento dos super-heróis e até rapidinhas sobre o sumiço do Hulk e o aparecimento do Demolidor na cozinha do inferno (Hell’s Kitchen).

Gostei da ação e fico imaginando a cara de uma velhinha ao receber o jornal e ler notícias desse tipo. Eu não acompanho HQs desde a adolescência mas, curiosamente, essa foi uma excelente maneira de me aproximar novamente desse universo.

E parabéns para a Panini pela atitude e cuidado editorial de todas as “notícias” do Clarim Diário. Não sei que agência fez a operação ou a idéia mas gostei da ação.

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Bom Chica Wah Wah

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Criar uma banda fake, montar os clipes da banda, disponibilizar os hits para download. Essa estratégia foi bastante explorada por aqui – e a maioria internética caiu matando em cima do fake total. Mas e se essa banda for de mulheres muito gostosas – quase nuas, óbvio – cantando um refrão associado à pornografia?

A campanha Bom Chica Wah Wah da Axe é super bem produzida e atraente. Veja bem, não estou comparando com a onda do Tiozão. É claro que o público de Axe é outro, assim como o cliente, que topa assinar algo do gênero. Mas é inegável que ninguém vai parar para pensar se uma banda como essa é de mentira. Definitivamente essa dúvida fica de fora diante do material oferecido pelas moças (humm, esse sim pode ser fake!). Outro ponto diferente é que a inserção de marca também é muito mais clara do que no caso do Tiozão. De qualquer jeito, ponto pra Axe mais uma vez. Afinal, quem não quer ter um viral espontâneo como esse aí embaixo circulando na internet?

Ah, vi a campanha no Talkability.

Guerrilha 2007 - Hackeando torrents

Essa, para mim, é a demonstração mais guerrilheira no espaço virtual em muito tempo. Os hackers do Netgraffiti simplesmente alteraram diversos releases de filmes e softwares para que passasem trechos das suas mensagens políticas. Meat is murder e cenas de porcos sendo mortos podem ser vistas em alguns lançamentos(?) piratas como homem-aranha 3.


Spiderman3-hackedtorrent-MeatisMurderOMFG!

Depois dessa, ele também foi mais longe e colocou spoilers do último livro do Harry Potter em uma cena de TV do filme Evan Almighty (Todo Poderoso 2). Aparentemente os softwares que ele crackeou também têm alguns extras como splash screens do Fireworks com áudio e imagens relacionados à mensagem Meat is murder.

O site Netgraffiti tem um torrent para download, mas que não achei interessante baixar. Por mais que ficasse curioso. A página de LEN no MySpace tem mais de 25 páginas de comentários.

O que ele fez é simplesmente a mesma coisa que diversos ARGs já fizeram por aí, colocar pistas escondidas no meio de um filme. Mas devo admitir que embora muito bem feita, a pista no caso é bem radical. Como não sou fã de Harry Potter, para mim não estragou nada mas há diversos fãs ameaçando LEN de morte. Se quiser, você pode assistir a esse trecho aqui.

Achei a idéia genial, atingiu bastante o seu público e se as pessoas não notaram, provavelmente se perguntaram: “porque tem essas cenas no filme?”

E o mais engraçado é que provavelmente várias versões dos filmes comercializadas nos camelôs do mundo todo também estão vendendo essas mensagens, ou seja, o hacker ainda aproveitou a cadeia de distribuição offline e sua mensagem está chegando a muito mais gente que os usuários de internet.

Acho que em breve ele terá de escolher outro nome para fazer seus releases, uma vez que boa parte dessas pessoas também não irão mais acessar nada relacionado ao nome dele.

Mas o pior é que isso dá idéias para spammers e para a contra-inteligência dos departamentos afetados pela pirataria e em breve devemos ter esse tipo de ação estragando mais filmes.

É esperar e torcer para isso não acontecer.
Mais informações no Torrent Freak

Denominações a parte

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Ação para o Museu da Tortura. Essa entra para o famoso ‘por que é que eu não pensei nisso antes?’.  Simples e genial.

Outro ponto a ser questionado: isso é uma placa, um promotor ou um homem-cartaz? Ultimamente o pessoal geek anda aflito com nomes, nomenclaturas e maneiras de se vender para o cliente. A real é que as mídias se misturam no fim das contas. Não há porque deixar tudo separado. O que importa é passar a mensagem, da maneira mais criativa possível.

Via Advertising for peanuts que viu no Seaspace.

Marca + conteúdo = envolvimento

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A Nike sempre mandou bem em virais, brand experience e coisas do gênero. Quando ninguém sabia o que era um vídeo viral, era só falar lembra aquele vídeo do Ronaldinho que você recebeu por e-mail? Pronto, a pessoa entendia na hora do que estávamos falando. O bom da história é ver como a Nike constrói um conteúdo bem legal que acaba deixando a marca mais-legal-ainda. O Blog Nike Futebol é um exemplo disso, já que trata de diversos assuntos do mundo dos esportes. Tem desde os garotos-propaganda e times patrocinados até entrevistas com ONG e participação em produtos cool (como Flickr e YouTube).

Eu, MaWá, não entendo nada de futebol e assumo que compro Nike por osmose. Vai saber até onde vai a imagem da marca na decisão de compra…