Coletivo Sem Papas

12, Fevereiro 2007

Mini Cooper arrasa novamente (duhh!)

Arquivado em: Mídia Exterior, Propaganda, Viral Off Line — Marcelo Vial @ 12:15 pm

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Esta peça do Mini pegou uma carona legal nesta onda do Big Brother e faz uma brincadeira direta com alguns dos seus últimos compradores.

Eu acho estas campanhas de 1to1, quando bem feitas, muito impactantes - elas sempre ganham o mundo, sem perder as suas características originais. É um ótimo exemplo de como um viral se propaga.
Não sei se a peça acima foi criada pela Crispin Porter + Bogusky dos EUA (a Taxi, do Canadá, também faz coisas incríveis para a marca). Mas o que vale é que todas as campanhas do Mini são sempre muito criativas e originais. Vale um passeio pelos sites da marca ao redor do mundo - dá pra ficar horas se divertindo.

Mas um aviso: esteja preparado para ver a bandeira da Argentina no topo da lista… isso mesmo, os nossos hermanos já tem Mini por lá - confesso que bateu uma certa inveja neste blogueiro.

via Adverblog.

24, Janeiro 2007

o que a sinalização esconde

Arquivado em: Fotografia, Guerrilha, Mídia Exterior — Daniel Sollero @ 4:47 pm

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Com essa onda de Cidade Limpa, que já foi falado aqui algumas vezes pelo Marcelo e James, em que outdoors e até a própria sinalização da cidade acabam se tornando poluição visual e começam a incomodar a população. Cayetano Ferrer fez uma série de fotos em que ele exibe o que estamos perdendo com as placas de sinalização na nossa frente, colou os trechos nas placas e agora está vendendo as fotos. A idéia não é nova e tem a cara do pessoal Billboard Liberation Front mas é relevante e de repente ficaria interessante ter um quadro desses em casa.

Se quiser ainda dá para assistir o vídeo do cara em ação em NY. Resta saber se isso é verdade.

2, Janeiro 2007

Já é 2007 e tudo continua igual

Arquivado em: Mídia Exterior — James Scavone @ 7:31 am

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Cheguei de viagem ontem. Atravessei a cidade, entrando pela bela e arborizada Marginal Tietê. Janeiro é sempre um mês fraco para a mídia exterior, então vejo que alguns backlights estão vazios (as pessoas que interessam estão na praia, dizem - um dia hei de me tornar uma pessoa que interessa e ficarei na praia em janeiro). Mas não seria este o dia-D da lei do prefeito Gilberto Kassab? Nada parece ter acontecido. Sei que algumas ações foram ganhas por empresas de mídia exterior, mas será que não teremos ao menos algum factóide neste começo de ano? Nem mesmo a estrutura de algum gigantesco backlight beira-rio será içado por um guindaste e derrubado como foi derrubada a estátua do enforcado Saddam no começo da guerra no Iraque? É esperar para ver.

Atualização: O Jornal da Tarde diz que 207 outdoors, que já estavam irregulares, serão retirados hoje de toda a cidade. Já é um começo, já é um começo…

15, Dezembro 2006

TBWA vs. Saatchi & Saatchi - sensacional

Arquivado em: Guerrilha, Mídia Exterior, Viral On Line — Marcelo Vial @ 6:59 pm

Tomei conhecimento de uma ação de guerrilha muito bacana postada no Brainstorm#9: “TBWA vs. Saatchi & Saatchi”. Veja a ação inteira da TBWA abaixo:

[video]http://www.youtube.com/watch?v=EZp3rsxkxcI&eurl=[/video]

Daí eu fui ler os comentários sobre a ação que também estão no B#9: O Bruno escreveu “Bom, mas agressivo. No Brasil não pegaria”. O Água escreveu “pô eu achei legal! depois, lembrando que a fachada da agência onde eu trabalho também está em obras, achei que não é assim tããão engraçado. hehehe”. O Daniel R. escreveu “nossa, tá maluco! cadê a ética do negócio? perderam a noção…”.

Lembrando que a frase faz um trocadilho com a palavra “Recepção” e que tanto em NY quanto em Londres (há divergência quanto ao local da ação) NÃO é proibido colar cartazes em tapumes, eu penso: esta ação faltou com ética? O que caracteriza a falta de ética desta ação, exatamente? Por que tantas pessoas acham a ação “legal para os EUA e Inglaterra, mas não cairia bem aqui no Brasil”? Será efeito da síndrome do ‘tupiniquismo’? Será que somos tão provincianos assim, gente?

Reações como esta me remetem a uma cultura de ‘acertos políticos’, do tipo: “Eu sou grande e poderoso e você também é… então não vamos cutucar um ao outro (em público), ok?” E também me fazem pensar no movimento que a F/Nazca S&S (que coincidência!) vinha encabeçando para que fôssemos ‘mais leves’ com a interpretação das nossas campanhas, pois tudo estava sendo censurado pelo tal do ‘politicamente correto’.

E tem coisa mais chata do que ‘politicamente correto’? Oh coisa chata. Levemos a vida de maneira mais bem humoroda, vai!

Eu achei a ação divertida e extremamente criativa.

11, Dezembro 2006

Test-drive de papel higiênico

Arquivado em: Mídia Exterior — James Scavone @ 8:03 am

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A Procter & Gamble começou recentemente uma ação interessante de experiential marketing para divulgar a qualidade de um de seus produtos. Alugou uma área em plena Times Square – que há de ser um dos pontos mais caros e concorridos do mundo – para construir banheiros públicos debaixo de um imenso frontlight (foto). O produto anunciado é a marca de papel higiênico Charmin.

Quem conhece a Times Square sabe que a demanda por um banheiro limpo naquela região chega a ser desesperadora. Milhares de consumidores agradecerão a Charmin pela inusitada proposta. De acordo com o blog de onde tirei esta notícia, até agora tudo tem funcionado bem: são 20 banheiros individuais, incluindo 2 boxes especiais para deficientes físicos e cada um deles é higienizado após o uso. Como estamos no período pré-Natal e a região concentra inúmeras lojas, o movimento está enorme – sucesso total – mas até agora nenhuma fila muito longa se formou.

Taí uma ação que poderia ser replicada no Brasil – na avenida Paulista, por exemplo. De repente adicionando mais produtos para complementar o “test-drive de papel higiênico”, como sabonete líquido, perfumes ou até mesmo escovas e pastas de dente para depois do almoço. Em tempo: o título do frontlight é bem bacana: “You’re in New York. Go in style”, que pode ser traduzido mais ou menos assim: “Você está em Nova York. Use o banheiro com estilo”. Pronto. Um post inteiro sobre papel higiênico sem usar um trocadilho escatológico!

1, Dezembro 2006

O diferente chegou

Arquivado em: Mídia Exterior, Propaganda de Combate — Marcelo Vial @ 9:22 am

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A rede de cafés Starbucks acaba de ser inaugurada no Brasil. Ainda não fui até lá pra ver como está o seu serviço - e entenda por serviço uma questão mais ampla: atendimento, ambiente, produtos, preço, entretenimento etc.

A rede é mundialmente conhecida também pelas sua estratégia de RP + guerrilha (aqui) e ausência de propaganda. Estou louco para ver se vai rolar alguma coisa por aqui também. Se bem que a competição entre redes de café por aqui é beeeeeem menor do que lá fora, diferentemente dos fast foods. E é este ponto que eu quero explorar: vocês se lembram da chegada do Burger King ao Brasil? Eles usaram uma estratégia de super-concentração de mídia e atacaram ‘super-sized-frontlights‘ nas proximidades das lojas a serem inauguradas.

A resposta do McDonald’s: vestir os shopping centers de todas as formas no melhor estilo “Aqui vocês não entram! hun!”. Mas não teve jeito. Filas monstruosas se formavam no Burger King para se pedir um Whooper ou um double chesse burger. Enquanto misso, do outro lado da praça de alimentação, nunca foi tão fácil almoçar no McDonal’s (era inacreditável: 12h30 em pleno Shopping Ibirapuera e o velho “Mac” às moscas)… Depois, como toda curva normal, as vendas je ajustam ao mercado reprimido. E as vendas de todos se equilibram.

E parafraseando o meu amigo James: “Este blog vai acompanhar” a repercussão do Starbucks. E é claro que vou que torcendo por algumas ações diferenciadas.

29, Novembro 2006

Atrás do busão

Arquivado em: Mídia Exterior — James Scavone @ 7:54 am

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Faz algum tempo que estou observando a mídia busdoor - e não é porque sou paulista e estou, invariavelmente, preso em congestionamentos monstros atrás de ônibus e mais ônibus. É mais uma mídia absolutamente mal utilizada em São Paulo. Péssima direção de arte, textos banais, excesso de informação. Em resumo, absolutamente dispensável. Poderia fazer parte da paisagem urbana com mensagens provocantes e um bom design, mas servem apenas como veículo (trocadalho!) de marcas sem expressão e sem relevância. Um exemplo que está nas ruas e que teima em me contradizer é o dos colírios Moura Brasil. Não consegui uma foto - prometo tentar colocar aqui uma imagem -, mas a campanha apresenta uma ilustração com dois olhos gigantes que ficam encarando você. Um deles, o da esquerda, está sempre sujo de poeira ou algo do gênero e o da direita está limpinho, curado pelo colírio. Bacana. Me lembram um pouco aqueles olhos de templos budistas que às vezes decoram também os ônibus no Nepal e na Índia.

Para terminar, um comentário sobre a foto acima. Um exemplo sensacional de busdoor com metalinguagem. Só quando os ônibus estão lado a lado é possível entender a mensagem. Este veio da Australia e eu encontrei, por vias tortas, partindo do site de uma amiga chamdo Linkaqui.

27, Novembro 2006

Medo do escuro

Arquivado em: Mídia Exterior — James Scavone @ 3:08 pm

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Hoje à noite, Roberto Valente Filho, presidente da Central de Outdoor, promete um apagão da mídia exterior como forma de protesto. Sabe-se lá que tipo de monstros estarão escondidos debaixo das camas e dentro dos armários da cidade de São Paulo. Este blog estará atento ao efeito do blecaute midiático.

* A capa da Life mostra uma foto do famoso blecaute que rolou em Nova York em 1965.

22, Novembro 2006

Vai graxa aí?

Arquivado em: Mídia Exterior — James Scavone @ 1:02 pm

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Exemplo de propaganda criativa encontrada nas ruas de São Francisco três semanas atrás. Três pontos são dignos de nota:

1. Foco no público-alvo. Obviamente é mais fácil esbarrar com empregados e gerentes do que com presidentes e CEOs na calçada. O precinho amigo, quase discriminatório, pega bem e faz uma moral com a classe trabalhadora carente de sapatos lustrosos.

2. Fica claro que quanto mais você sobe no organograma da sua empresa, melhor é tratado pela gramática. É preciso ser Gerente para ter a primeira letra em caixa alta, PRESIDENTE para ganhar o nome todo em capitulares e C E O para ganhar mais espaço entre letras.

3. Na frase”Ask about ‘THE’ 2 for 1 special” fica a dúvida: será que o
engraçadinho apresenta realmente uma promoção ou se refere ao pé direito e ao esquerdo?

21, Novembro 2006

Blade Runner vai às compras

Arquivado em: Mídia Exterior — James Scavone @ 11:04 pm

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Rick Deckard, o personagem vivido por Harrison Ford no filme Blade Runner, vivia numa Los Angeles chuvosa e escura. As luzes vinham em geral das lanternas vermelhas da Chinatown futurista. E dos backlights que pareciam estar por toda parte. Enormes zepelins carregavam marcas multicoloridas e garotas propaganda tentavam atrair a atenção de humanos e replicantes por entre os prédios. Eis que parece este o futuro de São Paulo. Nosso prefeito, Gilberto Kassab, autor da lei que limita a mídia exterior, levou seu primeiro golpe. Li no blue bus que a Goodyear discute a competência da cidade de legislar sobre o espaço aéreo, liberando assim seu famoso zepelim e seu mais famoso logotipo. Como um raio de sol por entre nuvens, abre-se a primeira brecha na lei. O que virá depois? A capitania dos portos liberando enormes “barcosdoor” para navegar pelos rio Pinheiros e Tietê?

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