Já vi campanhas similares a essa (a da Embratel, aqui do Brasil mesmo, também explora diversos países e suas peculiaridades). Mas gostei muito mais desta abordagem porque diferentemente da que foi feita pela Embratel, eu penso que houve um mais cuidado com a campanha (fato compreensível quando estamos comparando chamadas de longa distância com acessórios de luxo).
O vídeo do Keth Richards é sensacional (e ainda não está no site da campanha. Ele ‘vazou’na web… ok ok, estratégia velha de campanha, mas quando bem feita, muito eficiente).
Os depoimentos são consistentes. Fazem sentido. Especialmente se você já visitou estes locais.
Ah, e antes que eu me esqueça, estes filmes me fazem lembrar de uma frase que o NIgel Morris da Isobar disse no primeiro Proxxima: “Esqueça os 30 segundos. A gente pode ter o consumidor por muito mais tempo do que isso. Basta entregar conteúdo relevante”.
O site da campanha está aqui. Vale a visita.
E confira o vídeo do Keith Richards sobre Londres abaixo:
Não quero nem saber se o Elton John vai parar a web ou não. Eu sei que não queria trabalhar hoje na indústria musical. Este é um post-registro com formatos de música que já tentaram emplacar. Quem lembrar de mais algum, é só falar.
1) Livre de propósito
As músicas ficam livres para download e distribuição
2) Finge que não viu
A música é pirateada por P2P ou CD, mas ninguém liga. A distribuição vale para divulgação e para levar gente aos shows
3) Compra on-line
As músicas podem ser compradas uma a uma ou por álbum
4) Compra on-line restrita
As músicas podem ser compradas uma a uma ou por álbum, mas têm restrições de cópias, de uso ou de meio em que são reproduzidas
5) Mídias diferenciadas
Álbuns em pen drives com formatos diferenciados ou cartão físico igual ao de celular pré-pago que dá direito a baixar o álbum
6) Tradicional
CD simples
7) Tradicional 9,99
CD simples vendido a um preço muito baixo para competir com os piratas
8 ) Com restrições
Tenta-se bloquear cópias de CDs
[video]http://www.youtube.com/watch?v=rvjRNYqV4ds[/video]
Baixamos uma imagem outro dia de uma página qualquer do Flickr. Era perfeita para fazer o layout de um job aqui da agência. Daí flipamos horizontalmente, trocamos a cor da camisa e a cabeça da modelo - tá bom, confesso, a imagem não era tão perfeita assim… Mas foi lá no Flickr que tudo começou e muito da imagem original continuava presente na foto que acabou compondo o layout e indo para o cliente.
De quem é esta imagem? Como e por que pagar por seus direitos? Percentualmente?
Outro exemplo: Pilooski, um francês de 34 anos, pegou uma faixa meio obscura da banda dos anos 60 Frankie Valli & The Four Seasons e criou o hit europeu do momento: Beggin. Fez o que chamam de “edit” para criar um hit tão hit como foi “Crazy” em 2006. O termo “edit” é parecido com o remix mas, como diz o jornalista da Folha Thiago Ney, “enquanto o remix não precisa necessariamente ter uma relação formal com a música original, o ‘edit’ deve preservar a estrutura básica da canção.” Ou seja, Pilooski pegou um música existente (como a imagem do Flickr), conservou os vocais de Valli, grande parte da sua instrumentação e adicionou alguns efeitos eletrônicos (como fizemos com o Photoshop na imagem).
De quem é o hit Beggin? Como será que Pilooski vai pagar pelos direitos?
O último exemplo pode ser encontrado na Piauí deste mês. Um belo texto da jornalista Daniela Pinheiro, que mostra algumas das chupadas homéricas que podem ser encontradas nos desfiles da SPFW, do Fashion Rio e outros destes grandes happenings do mundo da moda brasileiro. É de ficar bem chocado com as similaridades entre uma peça da Chloé, grife parisiense, que desfilou no corpo de uma modelo em outubro de 2005 e a peça exibida pela grife da estilista carioca Layana Thomaz no ano seguinte. Leia o artigo e tire suas conclusões.
Definitivamente o século 21 deu uma boa esculhambada no direito autoral. Sabe que até acho isso bem interessante? Também adoro neologismos… mas isso é conversa para outro post.
Em tempo: parece que Pilooski vai tocar dia 23 no Vegas aqui em São Paulo.
[video]http://www.youtube.com/watch?v=ygN144B8ylI[/video]
Eu adoro camisetas. Quem me conhece sabe que eu sempre estou usando alguma bacana da Camiseteria ou alguma com estampas diferentes. Outra coisa que adoro é Motion Graphics. Adoro analisar as vinhetas dos canais a cabo, comerciais bem feitos, animações na web como Le Grand Content e Google’s Masterplan. Se somarmos isso à adoração que tenho por música, o video abaixo se torna algo único.
Eles simplesmente somaram todas as áreas citadas acima em um videoclipe muito bem feito. Na real a minha única ressalva é que a música poderia ser melhor. Mas aí é questão de gosto.
The Zimmers é uma banda inglesa de rock. Seu mega-sucesso é uma regravação do sucesso My Generation do The Who, que já foi visto por mais de um milhão de pessoas na Inglaterra. Alf é o vocalista da banda e tem 90 anos - a parte mais bacana é quando ele canta o refrão “I hope I die before I get old”. O clipe musical faz parte de um documentário dirigido por Tim Samuels para a BBC e quer chamar a atenção dos ingleses para a vida dos nonagenários, que são largados por suas famílias em condições muito tristes.
[video]http://www.youtube.com/watch?v=zqfFrCUrEbY[/video]

The Fratellis é uma banda que existe de verdade e está aqui não apenas porque lançou um novo single. Mas porque o fez em um novo formato. Calma, não é aquela outra banda que tentaram nos empurrar dizendo que era real e que algum dia já fez sucesso apenas para nos vender mais um produto.
The Fratellis existe e acabou de lançar o seu single em um USB. Isso mesmo. Um USB memory stick, um pen drive de 256MB compatível com Mac e PC. São 7000 exemplares que contém a música, o clipe, link para um documentário exclusivo online e um concurso.
A indústria já está de olho e quer saber a repercussão. Se der certo, pode se preparar porque a vida vai ficar mais facil para os piratas mas não sei se isso fica mais barato do que um CD e além disso perdemos mais uma vez a possibilidade de ver a capa de um CD e toda a arte desenvolvida.
Se você quiser comprar pode ir aqui . Parece novidade e de certa forma é. Só não é inédito. Em outubro do ano passado a banda Keane lançou o seu single “Nothing in my way” no mesmo formato e vendeu tudo em um dia.
Dica do Gui Moura. Via lista de discussão Radinho.
Ah vai! Quer dizer que não é uma campanha para disseminar a banda Sick Puppies? Qual é, conta outra… E tem mais: ACHEI SENSACIONAL!!!
Viral bacana, com boa mensagem, toca os corações. Gostei também porque a mensagem da banda é totalmente alinhada com a das imagens - o objetivo é emocionar, não é? E bingo! já são quase 11 milhões de abraços APENAS no You Tube. E olha que este viral não tem sequer ‘peitinhos de fora’ (como diria o Mr. Manson), que sabemos bem, ajuda bastante qualquer disseminação. Enfim, há vida inteligente na Terra.
A todos vocês, UM ABRAÇO (e de graça)
[video]http://youtube.com/watch?v=vr3x_RRJdd4[/video]
Uma das coisas bacanas em um coletivo é abrir as páginas do blog para os amigos escreverem suas idéias. Eu recebi o texto abaixo do Renato e achei bastante pertinente para o grupo. Fala de tecnologia, sensações, logística e outras coisas. Eu recomendo a leitura e a exploração.
Já se dizia entre rodas de psicólogos, intelectuais e estudiosos do comportamento humano que a janela de oportunidade esta diretamente ligada às experiências vividas nos primeiros anos de nossas vidas.
Outro dia mesmo realizei uma auto hipnose regressiva quando comprei para o meu filho recém nascido o CD remasterizado do Vila Sézamo. Percebi instantaneamente que eu sabia quase todas as músicas de cor apesar de não ter ouvido sequer um de seus acordes por pelo menos 25 anos.
Mais do que lembrar das músicas, fiz uma viagem no tempo em sensações lembranças, cheiros e paladares que eu não sabia que ainda existiam, mas que de alguma forma estavam no meu HD há muito tempo armazenadas.
Por falar em HD, eis que surge a web como passaporte para nossas viagens e lembranças. Se ainda não conhece, veja o site Pandora e descubra como seu genoma musical foi e continua a ser formado.
Veja também o Musicovery, uma web radio em que você navega além do gênero musical ou artista e sim por sensações e sinapses. É uma verdadeira aula de supply chain e cadeia de valor para qualquer profissional de logística e afins.
Não sei se meu filho vai ser capa da Logística Moderna ou da Rolling Stone, mas com certeza vai chegar um dia em que ele vai querer lembrar das músicas e sensações de sua infância. Onde será que ele vai navegar para resgatar essas sensações? Bom… O futuro a ele pertence.
Excelente colaboração Renato! O Coletivo agradece.