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Abril 17th, 2008 — Negócios, Propaganda
Saiu no jornal O Estado de São Paulo:
Os intervalos comerciais que invadem a programação das emissoras de televisão são os momentos mais detestados pelos telespectadores. Pesquisa global da consultoria Accenture com consumidores de sete diferentes países aponta que 64% dos entrevistados se declaram incomodados com o excesso de anúncios. Entre os países consultados estão: Alemanha, Brasil, Estados Unidos, Espanha, França, Itália, México e Reino Unido. O que surpreende é que nem mesmo uma programação ruim desagrada tanto quanto a propaganda. Apenas 14% dos entrevistados se irritam com programas desinteressantes.
E agora cliente? Eles usaram o verbo “DETESTAR”. Repito: Eles DE-TES-TAM intervalos comerciais. Pense um pouco e responda: quanto você vai gastar no seu próximo plano de mídia?
Abs
Abril 1st, 2008 — Negócios
É fato cientificamente comprovado que a maioria das reuniões é absolutamente improdutiva. Com o avanço do mobile, então, as reuniões se tornaram sessões para responder e-mail e enviar SMS.
Já tentaram de tudo: petit comite, reuniões fora do ambiente de trabalho, quadros com regras para reuniões, mas nada disso funcionou.
De todas elas, vi uma que achei a mais criativa e eficiente: dar um copo de água para cada pessoa beber antes de entrar na sala de reunião. Se alguém quiser testar e postar os resultados aqui, à vontade.

Março 26th, 2008 — Negócios
A publicidade mundial definitivamente mudou. As Nakeds, Strawberry Frogs, Wieden+Kennedies, Mothers e interativas vêm mostrando uma cara nova para a comunicação. Inclusive com novos modelos de negócio.
Sinal disso é que este ano acontecerá o 4º Congresso de Publicidade. Esses congressos costumam acontecer nas épocas em que a casa da propaganda nacional está caindo - o último aconteceu 30 anos atrás.
Apesar da boa saúde financeira das agências .br no curto prazo, a longo prazo parece existir algo errado. E somos nós que estaremos vivos e trabalhando nesse longo prazo, certo?

Naked
Março 23rd, 2008 — Branding, Dica de Leitura, Negócios
Grande apresentação que achei no Logic+Emotion. Bons conceitos, toca em coisas que já são faladas há muito tempo em vários locais mas que efetivamente são pouco realizadas. As vezes na correria do dia a dia, outras por que o cliente não consegue dizer sim e ainda outras por culpa da própria agência que se preocupa em agradar o cliente e não em resolver seu problema.
A apresentação é do Paul Isakson e o blog dele também tem bastante coisa interessante.
Fevereiro 13th, 2008 — Dica de Leitura, Negócios, Tendência
Nas últimas semanas não tenho tido tempo nem para olhar para o lado quanto mais para ler RSS, postar aqui no É isso e por aí vai. Mas hoje a noite resolvi passar os olhos em alguns feeds que assino e novamente me encantei com o Influx Insights. É diferente do Coolhunting, do Josh Spear e de blogs de publicidade mas tem cada coisa fantástica que ficou difícil até para mim não escrever sobre o que li.
1- Blyk. Uma operadora de celular no Reino Unido focado em jovens de 16-24 que ao invés de pagarem pelo serviço, eles recebem 6 anúncios por dia. Leia mais
2- Pixish. Um novo site criado por um dos fundadores da JPGMag (antes da briga e separação) e que foca em aproximar criativos e clientes e,claro, que o foco principal é fotografia. A idéia não é original mas acho o conceito bastante interessante. Acho que isso deveria ser algo que o pessoal do Camiseteria deveria pensar em lançar no futuro. Vale ler
3- Um ponto de vista pelo menos interessante sobre o target, foco e interpretações desses conceitos e que resulta em um post sobre o posicionamento da Dunkin Donuts:
The problem with focus is it limits business. The finance folks and the people responsible for growth don’t want focus; in fact, they despise it because it means narrowing opportunity. They will come back to you saying they don’t just want to target women, they believe their target is everyone who owns a television. You see it all the time with cable networks that start off with a very focused mission, like weather and end up three years later showing horror movies and rare European documentaries.
Janeiro 29th, 2008 — Digital, Negócios
Haaa, 2 posts num dia só! Isso é viver em São Paulo: frio e chuva no meio do verão e ter que esperar até as 20h para ir embora por causa do rodízio.
Mas vamos ao que interessa: a matéria é velha, mas já que ninguém comentou, aqui vai. Em 2009, no Reino Unido, os gastos com publicidade web passarão os gastos com publicidade na TV. Vale lembrar que Reino Unido e Suécia, outro país em que isso acontecerá, são exceções positivas, mas no mundo todo as participações online têm crescido.
Aqui no Brasil, porém, temos uma equação bem complicada. Uma inserção de 30″ num jornal custa em média R$ 150.000,00 e teoricamente 20% disso é da agência. Num plano de mídia razoável, gasta-se um valor considerável e a agência ganha um belo dinheiro.
Os valores de campanhas online estão crescendo, mas não chegam aos pés de uma campanha que envolva TV e revista. Valorizando o online, a agência ganha menos dinheiro e ainda tem mais trabalho, já que web dá um trabalhão pra criar, produzir, acompanhar resultados e mudar no meio do caminho. Quem vai pagar essa conta?
O Brasil já foi referência online, mas hoje não dá uma inveja de ver o que estão fazendo lá fora e desse investimento todo no digital?
Novembro 29th, 2007 — Negócios, Propaganda
O cliente tem um problema: um lançamento, uma oferta, uma concorrência.
A agência cria um conceito central para resolver o problema do cliente. A partir daí, cada área se concentra para fazer o melhor em sua especialidade: o online, a guerrilha, o below the line.
Cada uma aproveitando o melhor que seu meio oferece: no online, por exemplo, a campanha não é uma simples digitalização dos anúncios.

Parece simples. Mas por que a verdadeira integração é tão difícil?
Agosto 2nd, 2007 — Digital, Música, Negócios
Não quero nem saber se o Elton John vai parar a web ou não. Eu sei que não queria trabalhar hoje na indústria musical. Este é um post-registro com formatos de música que já tentaram emplacar. Quem lembrar de mais algum, é só falar.
1) Livre de propósito
As músicas ficam livres para download e distribuição
2) Finge que não viu
A música é pirateada por P2P ou CD, mas ninguém liga. A distribuição vale para divulgação e para levar gente aos shows
3) Compra on-line
As músicas podem ser compradas uma a uma ou por álbum
4) Compra on-line restrita
As músicas podem ser compradas uma a uma ou por álbum, mas têm restrições de cópias, de uso ou de meio em que são reproduzidas
5) Mídias diferenciadas
Álbuns em pen drives com formatos diferenciados ou cartão físico igual ao de celular pré-pago que dá direito a baixar o álbum
6) Tradicional
CD simples
7) Tradicional 9,99
CD simples vendido a um preço muito baixo para competir com os piratas
8 ) Com restrições
Tenta-se bloquear cópias de CDs
Julho 26th, 2007 — Negócios, Tendência
Assisti a uma palestra do Nizan gravada em Gramado. Além do básico que todos publicitários fazem, que é vender os trabalhos da agência, dois pontos chamaram a atenção:
1. Ele diz que a web se vende mal, como se fosse substituir a TV e o rádio em um país em que esses são os verdadeiros meios mobile.
2. Ele diz que vai montar a melhor agência web do Brasil.
O ponto 1 é algo que concordo plenamente e venho dizendo há tempos. Enquanto ficamos olhando pros sites em flash com superproduções lá fora, 100 milhões de brasileiros nunca usaram um computador. Não seria isso um dos motivos de decepção de quem trabalha com web aqui no Brasil? Entender que o simples é diferente do mal feito?
Talvez seja o ponto que o Pitchu levantou outro dia: como fazer uma internet brasileira? E só pra colocar lenha na fogueira, para quem tem dinheiro vale a pena usar long tail quando a TV consegue juntar 20 milhões de pessoas num mesmo canal numa mesma hora?
Sobre o ponto 2, não duvido, ainda mais que a agência web líder no Brasil “sumiu” depois da venda.
Julho 10th, 2007 — Negócios, Vacilaram!

Viu a revista Época desta semana? Dentre todos os esportes que estarão em disputa durante o Pan do Rio, o nado sincronizado foi o escolhido para a foto de capa. Será que somos o país do nado sincronizado ou será que a beleza das duas gêmeas que representarão o Brasil influenciou na escolha? Pois é. Gêmeas sincronizadas vendem revistas. E os patrocinadores delas deve estar bem felizes por ganhar a capa de uma das revistas de maior circulação do mercado.
Mas se a gente reparar bem, o logotipo das duas empresas, que está estampado no maiô das atletas, foi embaralhado - ou pixelado - pelo diretor de arte da Época. Disseram nananinanão para a veiculação gratuita de suas marcas na capa do semanário. Mas será que este tipo de atitude não trabalha contra os atletas? Estão sempre em busca de patrocinadores e vestem bonés e camisetas de quem arca com a verba para os treinamentos. E quando - glória! - conseguem emplacar uma capa de revista, o logotipo sai todo pixelado.
A primeira vez que vi um logotipo embaralhado foi na TV. Um deste programas sensacionalistas americanos, mostrando acidentes de carro, desastres naturais, perseguições policiais ou coisa que o valha. Quando aparecia uma pessoa de camiseta com alguma marca, tiravam a barriga do sujeito de foco. Eis que a moda pegou no Brasil.
Será que patrocinadores não vão pensar duas vezes antes de patrocinar algum esportista?