Parece coisa daquelas teorias da conspiração. Um site, que descobri outro dia, cita uma tal de “architecture of control“, que questiona o quanto algumas coisas parecem inocentemente falhas e o quanto podem ser deliberadamente falhas para gerar um erro ou uma nova atitude.
O exemplo ilustrado pela foto pode explicar melhor a teoria.
Recentemente, Dan Lockton, o autor da teoria, mostrou-se muito irritado com o botão de internet do seu Sony Ericsson W880. O botão fica espremido entre dois outros botões bastante utilizados e é apertado “sem querer” muitas vezes. Sempre que aperta, ele precisa apertar outro botão para cancelar a operação. O texto admite que pequenos aparelhos como os celulares precisam ter botões de tamanhos reduzidos e que erros, como apertar dois deles ao mesmo tempo, são inevitáveis. Acontece que esbarrar no botão de internet gera um custo para o usuário. E é bem aí que mora o perigo.
Alguns usuários podem não perceber que apertaram o botão errado e pagar um preço alto no final do mês.
Será que o “botão-de-internet-em-um-clique” é um feature tão imprescindível assim? Será que alguma coisa que pedisse uma confirmação depois de ser apertada não seria melhor? São estas as questões levantadas pelo site. Tem outros exemplos bem interessantes de design do mal por lá. Será que o mundo conspira contra nós? Será que estão todos atrás de nosso rico dinheirinho?
O site SlideShare, o YouTube de apresentações em powerpoint (ou keynote, etc) acabou de anunciar os ganhadores do seu concurso “World`s Best Presentation”. O incrível é que tanto para os jurados quanto no voto popular, os ganhadores foram os mesmos com alterações apenas em quem ficou em que posição.
Outra coisa curiosa é que todas elas são visualmente estimulantes. Totalmente diferentes do padrão de apresentações que rolam na maioria das empresas. Eu gostei bastante do ShiftHappens com suas informações interessantes e imagens e diagramção fora do padrão. Meet Henry é um bom instrumento de vendas e PaniPuri me cativou mais pela idéia do que pelos visuais mas vale a pena verificar os 3 citados acima e começar a pensar em apresentações de outra forma.
Responda rápido: quantas fotos você tirou recentemente? Isso. Um monte. E quantas delas chegaram ao álbum? Você sabe o que eu estou falando, aqueles álbuns de fotografia com plástico para separar cada uma das fotos. Quantas? Menos de 10%? Não se preocupe, a tendência agora é ter um monte de fotos no hard disk e poucas nos álbuns, porta-retratos e afins. Só que a Kodak acha que o que falta mesmo é uma impressora barata, que devolva o prazer de ver fotos no papel. Papel e tinta. Desenvolveu assim um site muito bem humorado, daqueles que dá vontade de ter feito. Ink is it é o nome dele. Tem joguinho e dois personagens de sitcom em um video muito bem executado. A campanha foi produzida pela Animax Entertainment.
Hoje li um excelente artigo sobre a dificuldade das agências de publicidade de achar profissionais versáteis ou híbridos como o artigo chama. Aqueles que dominam tanto os modelos tradicionais quanto os mais inovadores e interativos.
A solução, segundo o artigo, seria contratar o pessoal mais jovem nas faculdades e jogá-los na Criação. Esse pessoal mais novo não vê a mídia como algo que funcione separado. Para eles, é tudo uma coisa só. Apenas os mais velhos acham que uma campanha integrada (offline/online) é algo novo e visto como algo inovador. Os seus próximos consumidores não vêem assim. E a tendência é piorar.
Concordo plenamente com essa busca. Se já passamos sufoco para fazer com que os jovens gastem seu tempo com o que produzimos, imagine só se ainda apresentarmos algo completamente dividido e sem algo que junte as peças.
Acho que a campanha do The Uncles foi algo bacana e mostrou o potencial de ver tudo como uma coisa só. Embora tenha abusado do fator “é verdade, acredite” com posts falsos e iludindo os consumidores ao afirmar que a banda realmente existia e que tinha uma história. No geral acertou ao usar desde a internet (site próprio, myspace, orkut, blogs) até a indústria do jabá nas rádios. O erro? Para mim foi fazer com que os consumidores fizessem papel de idiotas. Mas aí já é outro debate.
Então, na real, o que devemos fazer é buscar esses novos profissionais híbridos que já nasceram nesse ambiente tudo-ao-mesmo-tempo-agora e todas as mídias são uma só. Talvez eles nos mostrem o caminho.
E acho que embora o artigo seja específico a criativos acho que essa mesma mentalidade deve estar presente em todas as áreas da agência. São essas pessoas com cabeça nova e sem vícios da old media que vão tornar possível a mudança de uma forma sem traumas.
Agora só falta mudar a cabeça dos clientes…
The Fratellis é uma banda que existe de verdade e está aqui não apenas porque lançou um novo single. Mas porque o fez em um novo formato. Calma, não é aquela outra banda que tentaram nos empurrar dizendo que era real e que algum dia já fez sucesso apenas para nos vender mais um produto.
The Fratellis existe e acabou de lançar o seu single em um USB. Isso mesmo. Um USB memory stick, um pen drive de 256MB compatível com Mac e PC. São 7000 exemplares que contém a música, o clipe, link para um documentário exclusivo online e um concurso.
A indústria já está de olho e quer saber a repercussão. Se der certo, pode se preparar porque a vida vai ficar mais facil para os piratas mas não sei se isso fica mais barato do que um CD e além disso perdemos mais uma vez a possibilidade de ver a capa de um CD e toda a arte desenvolvida.
Se você quiser comprar pode ir aqui . Parece novidade e de certa forma é. Só não é inédito. Em outubro do ano passado a banda Keane lançou o seu single “Nothing in my way” no mesmo formato e vendeu tudo em um dia.
Por essa o Kassab não esperava. Uma empresa promete burlar a lei da cidade limpa e produzir backlights virtuais para o Google Earth. O serviço já está disponível para 12 cidades, mas São Paulo ainda não é uma delas. Eis aí uma boa oportunidade de negócios. O único perigo é ser chamado de vagabundo pelo prefeito.
Quem é dos tempos da bolha lembra, além das chances perdidas de ficar rico, do fuckedcompany.com. Era um site especializado em tragédias corporativas de empresas de tecnologia e pontocom, publicando e-mails, memorandos internos e todo tipo de aviso que tivesse algo ruim relacionado.
E não é que de vez em quando aparecem notícias assim de novo? E olha que é empresa pontocom (agora nem tanto) que tem ações na Bovespa e a notícia foi divulgada no portal de uma das revistas de negócios mais importantes.
Por que diabos a Sony não comercializa no Brasil seu console de vídeo game Play Station? Um país tão jovem, tão consumidor de novidades eletrônicas. Por que será? Ah! Já sei. O mercado com poder de compra é uma minoria esmagadora. Sim, é verdade. Mas, espere um momento. Esta minoria é do tamanho da Espanha. Será que vendem PS3 na Espanha? Muita calma nessa hora. PS3 é bem caro. É para a minoria das minorias. Bom, ainda assim, temos uma Bélgica por aqui. E, será que no país da Bang&Olufsen, a Sony vende seu PS3?
Tudo isso foi só pra contar que um dia desses, conversei seriamente sobre esse assunto com um amigo que trabalha na Sony do Brasil. É óbvio que não direi quem é o fulano.
Ele me contou algo realmente impressionante. Disse que a Sony jamais trará para nosso país o Play Station pois aqui já se encontra o “sistema de importação, distribuição, garantia e assistência técnica mais eficiente do mundo”.
Para a Sony, o que importa é fabricar e vender. Recolher quase 80% de impostos é tarefa do governo. Uma vez que existe toda uma cadeia dedicada a contrabandear, distribuir, dar garantia e prestar todo tipo de assistência, a Sony não tem com o que se preocupar.
Hoje em dia, no Promocenter e cia ltda, vende-se mais Play Stations do que na Bélgica, disse o amigo, sem que a fabricante japonesa tenha que investir em uma rede de distribuição e de serviços e sem que os preços tornem-se proibitivos com a mega tributação do governo Brasileiro. Diga-se de passagem, aí encontra-se a raiz de todo o problema. Assunto para um outro post.