Entries Tagged 'Ponto pro cara' ↓
Junho 18th, 2008 — Dica de Leitura, Ponto pro cara, Tendência
O Blog do Grupo de Planejamento volta e meia tem uns posts fantásticos. É o caso desse post “Não tenho um blog nem uma matriz pronta. Doutor, é grave?” em que as novidades e tendências são questionadas uma a uma e a força dos arquétipos é exaltada. Joseph Campbell e Carl Jung deveriam ser referências sempre mas infelizmente isso não acontece.
Não estou falando que o post está certo ou errado. Mas acho válido levantar a lebre da última tendência. O Pitchu já tinha tocado no assunto em um post aqui no Coletivo.
Vale a conversa. O radicalismo leva ao erro. Mas mesmo assim, errar é uma boa maneira de aprender. Nem 8, nem 80. Vamos achar um meio termo e tirar resultados proveitosos da experiência. Sem neuras.
O que pode interessar a um planejador?
Com toda essa leva crescente de novos antenados, blogueiros, modernos, cool, planejadores globais, é difícil para um planejador que não teme parecer um dinossauro e pertence à velha guarda que começou a planejar antes da internet achar alguma coisa que eles julguem interessante.
Junho 11th, 2008 — Ponto pro cara, Propaganda, Tendência
The Gruen Transfer
É um programa da ABC Australia que junta publicitários para analisarem e desconstruirem a publicidade. O programa está disponível online e até em versões para iPod/iPhone e com trechos que não passaram na versão que foi ao ar na TV.
Apresentado por um comediante que ironiza tudo e todos. O programa é dividido em vários quadros:
O painel é composto por 4 publicitários de agências como Leo Burnett, DDB e Y&R que analisam suas campanhas e são desafiados a montar taglines para diversos produtos e conceitos e ainda devem defender a sua profissão de alguma forma.
No quadro The Pitch, publicitários de agências diferentes são chamados para criar e defender anúncios para coisas impossíveis de se vender. O do primeiro episódio é carne de baleia, o que está no site agora é celibato.
Para auxiliar ainda mais na desconstrução dos mitos da propaganda, há a área para conteúdo gerado pelo consumidor (CGC) em que eles fazem propagandas normais de cerveja, banco e produto de beleza da marca Gruen e deixam que as pessoas façam a sua versão e mandem para uma galeria.
O programa é sensacional e, conversando com o pessoal aqui da agência, falaram que é um Manhattan Connection da publicidade. É um pouco diferente. Não tem o Caio Blinder, tem público e você acaba rindo mais. Acho que é mais um Ad-busters na TV mas tudo bem. Cada um interpreta da sua forma.
Em tempo: Gruen Transfer é o efeito que acontece quando você vai a um shopping ou super mercado comprar um determinado produto e sai de lá com outros produtos. Isso atribuído à confusão mental que o design dos shoppings causam nas pessoas ou, nas palavras da Wikipedia:()
In shopping mall design, the Gruen transfer refers to the moment when consumers respond to “scripted disorientation” cues in the environment (…)
The consumer’s decision-making consciousness subsides and he or she is more likely to make an impulse purchase because of unconscious influences of lighting, ambient sound and music, spatial choices, visual detail, mirrored and polished surfaces, climate control, and the sequence and order of interior storefronts, etc.
The effect is marked by a slower walking pace and glazed eyes.
Maio 23rd, 2008 — Buzz, Guerrilha, PR Stunt, Ponto pro cara, Tecnologia, Tendência

Um artista fez o maior auto-retrato do mundo usando um GPS e a DHL? Hmmm…me parece uma ação. Não pode ser outra coisa. Olhando o site sobre o que foi feito para a imagem acima ser feita no mundo, temos cada vez mais dicas de que realmente é uma ação. Se não for, o cara é louco mesmo (difícil). Mas o nome da categoria desse tipo de arte é GPS-Tracking.
A mecânica foi montar uma mala especial com um GPS e várias baterias para que ele não moresse no meio do desenho e enviar, via DHL, para vários locais no mundo. A mala foi enviada de Estocolmo em 17 de março e 55 dias depois voltou à sua origem. O que eu achei engraçado foi que quando eu enviei de Dusseldorf uma encomenda para o Brasil, ela demorou mais ou menos isso para chegar.
Voltando a ação, além de mostrar o alcance da DHL no mundo (62 países, 6 continentes e 110.664 km percorridos), mostra também que é uma marca disposta a desafios. Agora que esse desenho vai parar no Guinness, eu já vejo até uma entrevista no Letterman e ele perguntando:
- Mas que idéia incrível, como você conseguiu?
E o artista respondendo,
- a DHL foi fundamental. Eles chegam em tantos lugares…
Brincadeiras a parte, belíssima ação. Se você não acha que é uma ação da DHL, se pergunte porque a marca do GPS não aparece nunca e a da DHL toda hora.
Via
UPDATE: Mais um hoax. A DHL nega envolvimento. O estudante admite ser “uma obra de ficção”. Tudo isso no blog da Wired e, para quem quiser ler em português, tem o blog da redação do G1.
Abril 18th, 2008 — Ponto pro cara
O discurso de Tim Robbins no National Association Broadcasting Show nos EUA não tem apenas relação com os Americanos do Norte.
Vivemos hoje no Brasil um círculo vicioso de informações inúteis e convenientemente disseminadas para alimentar a ignorância da nossa sociedade. De todas as classes sociais. De todas as classes econômicas. Eu falo isso sem exageros: experimente conversar com alguns garotões/garotonas ricos e bem criados da nossa casta e tire as suas conclusões.
Não dá para não lembrar das repercussões envolvendo as nossas Danielas, Luanas, Adrianas etc quando Tim Robbins fala que “nós não precisamos celebrar a cultura pela obsessão pornográfica em torno das celebridades”. Tampouco precisamos ver “acidentes de carro” (ou assassinatos brutais) por dias e dias e mais dias e mais dias.
Ele (Tim Robbins) diz que nós não prestamos atenção aos absurdos políticos da nossa sociedade porque estamos mais atentos ao caso da calcinha. Lá funciona como cá.
A nossa imprensa, assim como a Americana, também está entregue à notícia mais fácil de ser digerida. Às notícias que titam da banca, que mantêm a audiência na tela (seja do computador ou da TV: ah, a-boa-e -velha-agora-moderna-TV).
E assim vamos mantendo a audiência em alta. E novas tabelas de preço podem ser apresentadas aos anunciantes. E justificativas muito bem embasadas podem sustentam um plano de mídia forte, consolidado, amplo, super blá blá blá.
E assim também vamos vivendo com veículos dispostos a entregar o ‘quase nada’ além do escandaloso, o raso. E anunciantes dispostos a entregar o ‘quase nada’ além de preço.
Abs
O vídeo do Tim Robbins está aqui.