É um programa da ABC Australia que junta publicitários para analisarem e desconstruirem a publicidade. O programa está disponível online e até em versões para iPod/iPhone e com trechos que não passaram na versão que foi ao ar na TV.
Apresentado por um comediante que ironiza tudo e todos. O programa é dividido em vários quadros:
O painel é composto por 4 publicitários de agências como Leo Burnett, DDB e Y&R que analisam suas campanhas e são desafiados a montar taglines para diversos produtos e conceitos e ainda devem defender a sua profissão de alguma forma.
No quadro The Pitch, publicitários de agências diferentes são chamados para criar e defender anúncios para coisas impossíveis de se vender. O do primeiro episódio é carne de baleia, o que está no site agora é celibato.
Para auxiliar ainda mais na desconstrução dos mitos da propaganda, há a área para conteúdo gerado pelo consumidor (CGC) em que eles fazem propagandas normais de cerveja, banco e produto de beleza da marca Gruen e deixam que as pessoas façam a sua versão e mandem para uma galeria.
O programa é sensacional e, conversando com o pessoal aqui da agência, falaram que é um Manhattan Connection da publicidade. É um pouco diferente. Não tem o Caio Blinder, tem público e você acaba rindo mais. Acho que é mais um Ad-busters na TV mas tudo bem. Cada um interpreta da sua forma.
Em tempo: Gruen Transfer é o efeito que acontece quando você vai a um shopping ou super mercado comprar um determinado produto e sai de lá com outros produtos. Isso atribuído à confusão mental que o design dos shoppings causam nas pessoas ou, nas palavras da Wikipedia:()
In shopping mall design, the Gruen transfer refers to the moment when consumers respond to “scripted disorientation” cues in the environment (…)
The consumer’s decision-making consciousness subsides and he or she is more likely to make an impulse purchase because of unconscious influences of lighting, ambient sound and music, spatial choices, visual detail, mirrored and polished surfaces, climate control, and the sequence and order of interior storefronts, etc.
The effect is marked by a slower walking pace and glazed eyes.
Achei que tem muito a ver com o meu post anterior sobre os telespectadores estarem detestando intervalos comerciais e a nossa necessidade de criar novos canais de comunicação com estes mesmos consumidores.
E como o conteúdo do que foi escrito está ótimo, eu resolvi dar continuidade ao assunto.
É o seguinte, o Neto postou uma opinião interessante e que ontem mesmo já gerou mais de 30 comentários. Fala sobre criação, planejamento, ppt, espontaneidade (ou falta dela) etc. Quer ler? Clique aqui.
A reação ao post está ótima. E para mim, apenas 1 delas, entendeu bem a bronca do cara, o seu desabafo. O seu “PQP-que-merda-é-essa-que-está-acontec… (!?!?!?!?)”.
Os intervalos comerciais que invadem a programação das emissoras de televisão são os momentos mais detestados pelos telespectadores. Pesquisa global da consultoria Accenture com consumidores de sete diferentes países aponta que 64% dos entrevistados se declaram incomodados com o excesso de anúncios. Entre os países consultados estão: Alemanha, Brasil, Estados Unidos, Espanha, França, Itália, México e Reino Unido. O que surpreende é que nem mesmo uma programação ruim desagrada tanto quanto a propaganda. Apenas 14% dos entrevistados se irritam com programas desinteressantes.
E agora cliente? Eles usaram o verbo “DETESTAR”. Repito: Eles DE-TES-TAM intervalos comerciais. Pense um pouco e responda: quanto você vai gastar no seu próximo plano de mídia?
Já vi campanhas similares a essa (a da Embratel, aqui do Brasil mesmo, também explora diversos países e suas peculiaridades). Mas gostei muito mais desta abordagem porque diferentemente da que foi feita pela Embratel, eu penso que houve um mais cuidado com a campanha (fato compreensível quando estamos comparando chamadas de longa distância com acessórios de luxo).
O vídeo do Keth Richards é sensacional (e ainda não está no site da campanha. Ele ‘vazou’na web… ok ok, estratégia velha de campanha, mas quando bem feita, muito eficiente).
Os depoimentos são consistentes. Fazem sentido. Especialmente se você já visitou estes locais.
Ah, e antes que eu me esqueça, estes filmes me fazem lembrar de uma frase que o NIgel Morris da Isobar disse no primeiro Proxxima: “Esqueça os 30 segundos. A gente pode ter o consumidor por muito mais tempo do que isso. Basta entregar conteúdo relevante”.
Nem tenho o que falar de um comercial desses. Fantástico. Claro, tem 1:30 e não deve ser veiculado muitas vezes na TV mas as vezes que vai passar na internet com certeza vai compensar. É mais ou menos um comercial da Bravia em dimensões reduzidas. A beleza está na idéia e no visual totalmente alinhado com o produto. Gostei.
O cliente tem um problema: um lançamento, uma oferta, uma concorrência.
A agência cria um conceito central para resolver o problema do cliente. A partir daí, cada área se concentra para fazer o melhor em sua especialidade: o online, a guerrilha, o below the line.
Cada uma aproveitando o melhor que seu meio oferece: no online, por exemplo, a campanha não é uma simples digitalização dos anúncios.
Parece simples. Mas por que a verdadeira integração é tão difícil?
Sempre que o plano de mídia de uma campanha é feito, procura-se minimizar problemas e tirar de locais que possam danificar a marca ou associa-la a aspectos negativos.
O Copywriting blog listou algumas dessas situações. São vários exemplos de mídia off-line que deram errado ou que distorcem a mensagem original. Esses são engraçados e realmente não há muito o que fazer em alguns casos. Mas quando o assunto são links patrocinados e anúncios contextuais, deve haver uma maneira de evitar que esse tipo de problema ocorra.
Lembro de uma vez que houve um acidente aéreo em que todos os anúncios que apareciam eram tentando vender passagens mais baratas. E a maioria dos anúncios era das empresas envolvidas no acidente.
Parece besteira, mas quem está se informando sobre um acidente, procurando nome de amigos entre as vítimas, ao ver um anúncio de venda de passagens da mesma companhia, vai ficar muito irritado e, provavelmente, vai comentar com outras pessoas sobre a falta de tato da empresa e de querer vender passagens mesmo quando um avião cai.
Mas e quando é apenas uma coincidência infeliz? Algo como uma rede de fast food ao lado de um anúncio contra obesidade infantil? Pode ser uma ação de guerrilha, emboscada justamente para causar esse estranhamento e reforçar um ponto de vista.
Ou seja, em uma situação de crise, o pessoal de RP coloca seu plano de gerenciamento de crise em prática e o pessoal de marketing deveria fazer o mesmo imediatamente também. Na minha opinião, a primeira medida seria tirar os anúncios do ar e depois trocar por algo que estivesse de acordo com a linha de comunicação definida para a crise e pós-crise mas, na real que agência de marketing/comunicação tem um plano de gerenciamento de crise?
Depois de um trabalho literalmente massante de 3 semanas de filmagem em NY, 40 animadores e 2.5 toneladas de massinha de modelar… a sony lança o 3º comercial de Bravia - Play-Doh, da série “Colours like no other”. Todinho em stop-motion! Vale a pena conferir! Tô chocada até agora.