Entries Tagged 'Tendência' ↓

Belo post no GP

O Blog do Grupo de Planejamento volta e meia tem uns posts fantásticos. É o caso desse post “Não tenho um blog nem uma matriz pronta. Doutor, é grave?” em que as novidades e tendências são questionadas uma a uma e a força dos arquétipos é exaltada. Joseph Campbell e Carl Jung deveriam ser referências sempre mas infelizmente isso não acontece.

Não estou falando que o post está certo ou errado. Mas acho válido levantar a lebre da última tendência. O Pitchu já tinha tocado no assunto em um post aqui no Coletivo.

Vale a conversa. O radicalismo leva ao erro. Mas mesmo assim, errar é uma boa maneira de aprender. Nem 8, nem 80. Vamos achar um meio termo e tirar resultados proveitosos da experiência. Sem neuras.

O que pode interessar a um planejador?

Com toda essa leva crescente de novos antenados, blogueiros, modernos, cool, planejadores globais, é difícil para um planejador que não teme parecer um dinossauro e pertence à velha guarda que começou a planejar antes da internet achar alguma coisa que eles julguem interessante.

The Gruen Transfer

The Gruen Transfer

É um programa da ABC Australia que junta publicitários para analisarem e desconstruirem a publicidade. O programa está disponível online e até em versões para iPod/iPhone e com trechos que não passaram na versão que foi ao ar na TV.
Apresentado por um comediante que ironiza tudo e todos. O programa é dividido em vários quadros:
O painel é composto por 4 publicitários de agências como Leo Burnett, DDB e Y&R que analisam suas campanhas e são desafiados a montar taglines para diversos produtos e conceitos e ainda devem defender a sua profissão de alguma forma.
No quadro The Pitch, publicitários de agências diferentes são chamados para criar e defender anúncios para coisas impossíveis de se vender. O do primeiro episódio é carne de baleia, o que está no site agora é celibato.
Para auxiliar ainda mais na desconstrução dos mitos da propaganda, há a área para conteúdo gerado pelo consumidor (CGC) em que eles fazem propagandas normais de cerveja, banco e produto de beleza da marca Gruen e deixam que as pessoas façam a sua versão e mandem para uma galeria.

O programa é sensacional e, conversando com o pessoal aqui da agência, falaram que é um Manhattan Connection da publicidade. É um pouco diferente. Não tem o Caio Blinder, tem público e você acaba rindo mais. Acho que é mais um Ad-busters na TV mas tudo bem. Cada um interpreta da sua forma.

Em tempo: Gruen Transfer é o efeito que acontece quando você vai a um shopping ou super mercado comprar um determinado produto e sai de lá com outros produtos. Isso atribuído à confusão mental que o design dos shoppings causam nas pessoas ou, nas palavras da Wikipedia:()

In shopping mall design, the Gruen transfer refers to the moment when consumers respond to “scripted disorientation” cues in the environment (…)
The consumer’s decision-making consciousness subsides and he or she is more likely to make an impulse purchase because of unconscious influences of lighting, ambient sound and music, spatial choices, visual detail, mirrored and polished surfaces, climate control, and the sequence and order of interior storefronts, etc.

The effect is marked by a slower walking pace and glazed eyes.

Tem que ser da DHL

Um artista fez o maior auto-retrato do mundo usando um GPS e a DHL? Hmmm…me parece uma ação. Não pode ser outra coisa. Olhando o site sobre o que foi feito para a imagem acima ser feita no mundo, temos cada vez mais dicas de que realmente é uma ação. Se não for, o cara é louco mesmo (difícil). Mas o nome da categoria desse tipo de arte é GPS-Tracking.

A mecânica foi montar uma mala especial com um GPS e várias baterias para que ele não moresse no meio do desenho e enviar, via DHL, para vários locais no mundo. A mala foi enviada de Estocolmo em 17 de março e 55 dias depois voltou à sua origem. O que eu achei engraçado foi que quando eu enviei de Dusseldorf uma encomenda para o Brasil, ela demorou mais ou menos isso para chegar.

Voltando a ação, além de mostrar o alcance da DHL no mundo (62 países, 6 continentes e 110.664 km percorridos), mostra também que é uma marca disposta a desafios. Agora que esse desenho vai parar no Guinness, eu já vejo até uma entrevista no Letterman e ele perguntando:

- Mas que idéia incrível, como você conseguiu?

E o artista respondendo,

- a DHL foi fundamental. Eles chegam em tantos lugares…

Brincadeiras a parte, belíssima ação. Se você não acha que é uma ação da DHL, se pergunte porque a marca do GPS não aparece nunca e a da DHL toda hora.

Via

UPDATE: Mais um hoax. A DHL nega envolvimento. O estudante admite ser “uma obra de ficção”. Tudo isso no blog da Wired e, para quem quiser ler em português, tem o blog da redação do G1.

Adaptando a marca para iniciativas verdes

Foi isso que notei quando soube que haviam lançado uma versão eco-friendly do Flock, um navegador com foco em usuários com presença online. Ele usa o engine do Firefox mas acrescenta algumas características interessantes que vão além do leitor de RSS: Integração com You Tube, Flickr ( ou Picasa, Photobucket…), twitter, Facebook, ferramentas de blog (blogger, wordpress…) e até webmail (gmail e yahoo mail).

Ao prestar mais atenção no que eles estavam oferecendo de diferente nessa versão eco-friendly, notei que, além de alterar a cor para verde, eles acrescentaram Feeds, videos e fotos relacionados à iniciativa verde e ainda doam 10% do seu lucro através do mecanismo de busca que vem no navegador para instituições ligadas ao meio ambiente.

Essa é uma maneira criativa de mostrar que há um interesse real com o meio-ambiente e não apenas da boca para fora. Um exemplo rápido sobre empresas que são coerentes com iniciativas verdes seria Continue reading →

E o Influx Insights continua mandando bem

Nas últimas semanas não tenho tido tempo nem para olhar para o lado quanto mais para ler RSS, postar aqui no É isso e por aí vai. Mas hoje a noite resolvi passar os olhos em alguns feeds que assino e novamente me encantei com o Influx Insights. É diferente do Coolhunting, do Josh Spear e de blogs de publicidade mas tem cada coisa fantástica que ficou difícil até para mim não escrever sobre o que li.

1- Blyk. Uma operadora de celular no Reino Unido focado em jovens de 16-24 que ao invés de pagarem pelo serviço, eles recebem 6 anúncios por dia. Leia mais

2- Pixish. Um novo site criado por um dos fundadores da JPGMag (antes da briga e separação) e que foca em aproximar criativos e clientes e,claro, que o foco principal é fotografia. A idéia não é original mas acho o conceito bastante interessante. Acho que isso deveria ser algo que o pessoal do Camiseteria deveria pensar em lançar no futuro. Vale ler

3- Um ponto de vista pelo menos interessante sobre o target, foco e interpretações desses conceitos e que resulta em um post sobre o posicionamento da Dunkin Donuts:

The problem with focus is it limits business. The finance folks and the people responsible for growth don’t want focus; in fact, they despise it because it means narrowing opportunity. They will come back to you saying they don’t just want to target women, they believe their target is everyone who owns a television. You see it all the time with cable networks that start off with a very focused mission, like weather and end up three years later showing horror movies and rare European documentaries.

Hit me on my iPhone

Eu adoro quando propagandas são alteradas pelos usuários/consumidores. As propagandas da Apple, geralmente são pratos cheios para isso. Já aconteceu N vezes com o “I’m a mac, I’m a PC”. Mas quando pegam um tutorial como os do iPhone e remixam, acaba saindo uma coisa nova. E essa versão hip-hop do Hit me on my iPhone é bem legal.  A edição é ótima e a letra também.

E isso é bom para mostrar que vale tudo no mundo do mashup e as marcas que já estiverem preparadas para essa nova realidade podem sair na frente e conseguir um lugar no coração dos consumidores. Claro que ter um bom produto/serviço é fundamental mas  se puder associar isso a uma boa percepção da marca, as coisas melhoram sensivelmente.

Se o produto for caro, melhor ainda. Enviaram essa matéria na lista de discussão radinho e ela acaba ajudando a entender um pouco da mística da Apple e de várias marcas com um posicionamento para mercado AAAAAAAAAAAA. Vale a leitura.

Branding do Rio de Janeiro

1rio.jpg

Depois da tragédia da Fonte Nova fiquei pensando na mancha que isso seria na imagem do Brasil sede da Copa do mundo. Na coluna do Nelson de Sá na Folha (apenas para assinantes) já mostra a repercussão disso na mídia internacional:

(…)O acidente “não é a melhor publicidade para o Brasil sediar a Copa”, disse um dos engenheiros à Reuters. “O que encontramos foi pior que o esperado. Muitos estádios estão em estado absolutamente deplorável.”
No título do despacho, “Acidente no Brasil expõe os estádios de futebol”. Também na AP e France Presse, esta postada pelo Google, “Tragédia foca a atenção nos estádios inseguros do Brasil”. Na italiana Ansa, “Imagem do Brasil para Copa é afetada por tragédia”.

Como que um cenário desses pode ser revertido?

Lembrei de uma matéria que li na edição de setembro da Monocle que falava de um esforço do governo do Rio de Janeiro em reverter a percepção que os últimos anos têm fixado na mente dos turistas e até de alguns dos habitantes da cidade.
O nome do projeto se chama 1Rio e só deve ter uma versão de verdada no ar no mês que vem.
Entre os esforços desse grupo 1Rio está a contratação da Saffron Brand Consultants do Wally Ollins (um dos fundadores da Wolff Olins) e a empreitada é bancada por empresários cariocas cujo intuito é recuperar a auto estima do Estado e dos cariocas e voltar a atrair mais turistas (afastados pelas notícias de violência e etc) e negócios.
Flavio Azevedo (ex-Ogilvy) explica o projeto na matéria e diz que a intenção é transformar o 1Rio em um movimento como o que já foi feito na Africa do Sul e como o I Love NY de Nova Iorque.

Lembro também que teve uma matéria na revista do Globo sobre como o Rio é a cara do Brasil e como ele, pessoalmente, pretende se envolver nessa retomada e que pretende até mudar a sede da ABC para a cidade maravilhosa. Peças começam a se encaixar…

Na mesma edição da Monocle há uma entrevista com Ollins sobre Branding de países em que ele alerta que renovar um país, uma cidade ou até mesmo uma marca não é coisa que se resolve em uma campanha. “É algo que pode demorar 10 a 20 anos”.

Aqui vão alguns trechos da entrevista:

Continue reading →

Buzz artístico

Fiz esse post lá no MaWá com W, mas acho uma boa referência para trazer aqui. E em épocas de Cidade Limpa, fica o velho questionamento: arte pode?

Desde janeiro deste ano, a artista plástica Tanya Serra ‘perde’ esculturas por Barcelona. Ela as deixa em algum lugar da cidade e, em seguida, usa cartazes bem simples para divulgar:

ceraperdida.jpg

Os cartazes direcionam ao site Cera Perdida, que explica um pouco mais do projeto. O que mais me intrigou foi que qualquer um pode levar a estátua para onde quiser: pode ganhar um presente pra casa, pode vender na esquina ou pode simplesmente utilizá-la para prender a bicicleta. Só em Barcelona mesmo.

Eu sempre fui simpatizante da idéia de fazer da cidade uma exposição a céu aberto. Mas não se pode negar que essa é uma maneira interessante - e cara - de divulgar o próprio trabalho.

Complexidade x participação

O Michel Lent fez uma palestra no 12º Encontro de Web Design, organizado pela Arteccom, em Curitiba. Não estive presente, mas um dos slides que ele disponibilizou lá no Viu Isso? me chamou a atenção:

complex_particip_lent.jpg

Tanto se fala em interatividade, participação do usuário, conteúdo gerado pelo consumidor - e constantemente esse gráfico aí é esquecido. Às vezes fico com a impressão de que quem planeja ações interativas fica tão empolgado com as maravilhas tecnológicas que dão o poder ao povo que acaba esquecendo que esse mesmo povo não aprendeu ainda a subir um vídeo no You Tube. E não há nenhum problema nisso. Só não dá para esperar um belo retorno da ação se o público não está nessa onda ainda.

Há um tempo atrás rolou uma discussão no Radinho sobre blogs e flogs de adolescentes. A discussão não era exatamente sobre isso, mas passou por esses pontos, de ‘quem escreve para esse público, um público que adora letra verde-limão em fundo roxo? Como pode isso?’. Ora, quem escreve para esse público é o próprio público. E eles vão continuar escrevendo em letra verde-limão com fundo roxo, até o dia em que virarem adultos geeks gostarem mais de letra cinza em fundo branco. Ou não.

Ah, vejam a apresentação inteira do Michel. Tá bem bacana.

Cidade limpa vicia

Fui ao Rio no final de semana passado e fiquei chocado com a quantidade de mídia exterior que encontrei. Eram outdoors de todos os formatos e tamanhos. Não existia um local que eu pudesse olhar que não tivesse uma logomarca. Minha esposa estava comigo e ela, que não trabalha com publicidade, também se sentiu incomodada com a poluição visual.

É claro que isso é um reflexo do projeto cidade limpa. não sei se é porque nos acostumou a não ver mais logos pela cidade ( ou ver menos) ou se, simplesmente, realocaram a verba de mídia exterior para as outras cidades. Como quando eu fui, o Pan tinha chegado ao fim, é capaz de tudo isso ter sido potencializado pelo desejo de aparecer no evento de qualquer forma.

Eu, como carioca, orgulhoso do Rio, fico até sem graça de fazer esse tipo de crítica.

Como assim, ir ao Rio e não ver como a cidade é linda?

Como os outdoors me chamaram mais a atenção do que a maravilhosa vista da Lagoa, das praias e das cariocas?

Realmente isso é bem estranho.

Mas alguém está tendo idéias boas para comunicar mudanças no seu produto. Mesmo não sendo no Brasil, achei engraçado isso vir de uma empresa de fora. Alguém lembra de alguma campanha que tenha usado outras mídias para falar do Cidade Limpa de maneira positiva? Eu não. Mas esse vídeo é sensacional.