Primeiro o artista foi divulgado como o cara que matou um cachorro em nome da arte. Deixou o pobre coitado encoleirado numa galeria, até ele morrer de fome. Escândalo. A possível repetição da obra repercutiu mais ainda: petições, ONG´s e justiceiros online procurando evitar mais uma morte de um cão. Quer dizer, evitar dentro da galeria, já que não fazem nada por os outros tantos que morrem nas ruas.
Foi justamente com esse discurso que o artista e a galeria se reportaram à mídia, dizendo agora que isso não passa de um hoax. Verdade ou mentira, a questão cai mais uma vez na credibilidade da mídia. E não falo apenas de mídia tradicional (sem essa de atazanar jornalistas). A nova mídia, construída e destruída por todos também é agente de tudo isso, repassando informação que não necessariamente é verdade. Os fatos são rápidos, o modo de produção também, leva quem postar antes. Ou você nunca caiu num hoax?
A grande preocupação é até onde as pessoas diferenciam esse caráter deletável das informações da web, um terreno onde muita coisa não tem compromisso com a verdade. Aliás, onde muita coisa não tem compromisso com nada. Afinal, o que é verdade mesmo?
Os irmãos Lumière mudaram o mundo com o conceito deles de cinema. Ok, para a época isso era extremamente relevante. Mas o conteúdo do filme em si? Uma viagem de trem. Nada mais que isso. Conteúdo ignorável, tecnologia fascinante. Humm, isso me lembra algo.
Offline: feirinha hippie. Você chega em um moço que vende brincos de metal e pergunta se ele tem um brinco roxo. Ele diz que não e aponta para o terceiro hippie à esquerda. Ele tem um trabalho bonito e colorido, vai lá.
Online: você disponibiliza seu trabalho online. Manda para o Etsy, um portal de compras e vendas de artigos manufaturados (dica da Fran). O ‘terceiro hippie à esquerda’ vira um ranking de votos no seu produto ou a seleção da própria equipe do Etsy.
O que eu achei mais interessante nisso tudo foi a maneira de categorizar os produtos. Por tags, votos e análises, quem compra pode procurar o que quer utilizando muitos filtros diferentes, como cores, recém-vendidos, linha do tempo e por aí vai. Bem bacana a estrutura dessa cauda longa hippie.
Só fico imaginando se as pessoas que postam lá têm dreads, tatuagens tribais e falam espanhol…
I feel fine, she feels fine, we feel fine. Eu já tinha visto a entrevista com o Jonathan Harris do site We Feel Fine no Coolhunting há um tempo e havia achado a idéia fantástica. Mapear frases em blogs que contenham “I feel_____” , ou “I am feeling_______” e exibir isso de várias formas. Existem imagens, interfaces bem interessantes e até um ranking das emoções mais citadas em blogs.
Na minha busca por apresentações interessantes, acabei vendo a palestra ministrada pelo próprio Harris no TED deste ano em que ele explica não só todo o conceito do We Feel Fine quanto dos outros projetos em que ele vem tocando.
O mais interessante para mim, nesse site é a possibilidade de fazer uma antropologia/sociologia sem o conhecimento do individuo sendo analisado. Isso faz com que parte do que o Roberto da Matta fala em Relativizando não se aplique, já que não há interferência nenhuma na rotina de quem está sendo observado. Isso, para mim, gera um nível de isenção bem bacana mas, por outro lado, também permite que exista manipulação dos dados. Alguém que use a frase propositalmente para aparecer no site/pesquisa.
Com esse mapeamento, o projeto acaba se tornando quase um Post Secret mas com sentimento publicados sem necessidade de reconhecimento ou publicação. Pode não ser tão catártico para quem participa mas o impacto é tão grande quanto.
Acabei de ler um post no blog do Guy Kawasaki em que ele apresenta um novo serviço online. Zentation é um sistema que exibe tanto o video quanto os slides de uma apresentação. É como se fosse um mashup do Slideshare com o Youtube. O video acima é do Google Video. Ainda não testei para fazer um teste de como eu devo fazer o upload dos arquivos e etc mas a solução de mostrar quando cada slide aparece também é muito legal. Dá para usar como marcadores para a parte que interessa. Mas acho que esse feature só aparece na página do site mesmo.
No geral, achei a idéia bastante interessante mas com o visual bem feio. Sério. Não é possível que ao fazer um serviço tão bacana eles não tenham pensado em como as pessoas veriam o site.
Mas independente disso, acho que pode ser o início de uma mudança em como vemos as apresentações e até ser um bom serviço para e-learning.
Ah! e não interessa que o site é Beta. Toda web2.0 é Beta e o visual, geralmente, é bem bacana.
Em tempo, essa apresentação do Guy Kawasaki é interessante. Longa, mas boa de ver.
Conhece a expressão Spine Breaker? E Dancing Dads? Dancing Dads é mais fácil de traduzir: são o que chamam de tiozão aqui por estas terras. E para fugir da imagem de tiozão – ou de parecer um pai mostrando suas habilidades na pista de dança – a Penguin Books vai lançar em setembro deste ano o Spinebreakers. Um site-barra-blog feito por adolescentes para adolescentes. A necessidade nasceu de uma pesquisa que diz que 3 de cada 4 teens descobrem sobre livros apenas na internet e que 44% dos adolescentes de 13 a 18 anos não visitam e nem visitarão nenhuma livraria, farão tudo online. É a editora investindo nos seus futuros leitores em um país (a Inglaterra) que deve ter um dos maiores índices de leitores da Europa e do mundo atualmente. Um blog para falar do último livro do Nick Hornby, que é direcionado para esta faixa etária e de clássicos como Catcher in the Rye do Salinger e On the Road do Kerouac. Um blog para incentivar os adolescentes a inaugurar livros e se tornarem Spinebreakers - ou “quebradores de espinha”, que é como são chamadas as lombadas dos livros na terra da rainha. Vale ficar de olho. Livro por aqui é coisa rara, nas mãos de adolescentes então… coisa raríssima.
Vídeos com palestrantes bacanas como o Chris Anderson da Wired (e do livro Cauda Longa), Jeff Bezos sobre inovação na Web e até o Seth Godin sobre “sliced bread”. Ainda não assisti a todos mas a iniciativa é bem bacana. São palestras de vários anos e o legal é ver que muita coisa ainda não mudou como esperávamos.
É incrível como o vídeo está realmente se tornando algo mais comum online. Isso é ótimo mas melhor ainda seria se todos tivessem acesso a esse tipo de tecnologia, banda e informação. Em um país em que 99% da população (chute meu) não tem acesso a internet ou sabem do que se trata a internet, acaba parecendo besteira esse tipo de informação mas, de qualquer modo, taí a dica. Independente do momento pelo social que passei ao escrever esse post.
Quais as cores que são a sensação do momento? Que palette usar na próxima campanha de um de seus clientes de propaganda ou design? O site COLOURLovers é um site bem web 2.0, totalmente dedicado ao universo das cores e suas tendências. Um lugar para comparar palettes, ler e discutir sobre todas as tonalidades. Dá, por exemplo, para fazer um download (para photoshop, illustrator e outros mais) do palette usado pela CNN ou pela Apple. Em tempo: dá gosto ver “colour” com a grafia inglesa.
O autor do vídeo original entrou na lista das personalidades do ano da Wired, o video apareceu em todos os lugares do mundo old media e new media. Um fenômeno.
Agora o pessoal do Lidec adaptou e traduziu para o português. Já dá para mostrar para quem não fala inglês.
Excelente iniciativa, licença Creative Commons mantida. Tudo nos conformes. Isso também é feito nos próprios vídeos do CC e parece ser uma ótima alternativa.
A outra opção é o que existe hoje no Google Video: Closed Captions ou legendas para surdos. Falar o que? A internet continua melhorando afinal, a máquina somos nozes…(Não resisti. Tinha que usar essa piada infame)
Se você não sabe o que é Joost, dê uma procurada. Ainda está no começo mas estão falando por aí que pode ser o início da TV na Web. Criado e desenvolvido pelo pessoal que criou o Kazaa e o Skype (esses vocês devem conhecer) o Joost tem sido visto como mais um produto revolucionário. Ainda tem pouco conteúdo mas isso vai se ajustando aos poucos. Eu já testei e os convites para novos membros que antes eram restritos, agora são quase infinitos. Todo usuário (beta-tester) do Joost agora tem 999 convites disponíveis.
Se alguém ainda não tiver um convite, faça um comentário nesse post que eu arrumo convites. (UPDATE: agora qualquer um pode ter um convite para o Joost basta preencher esse formulário no site deles)
Essa veio do Filipe, diretor de arte de guerrilha.
“Saiu no blog do Michel Lent, o ótimo viuisso.com.br, o que ele chamou de “youtube do compartilhamento de arquivos”, o Scribd. Difícil saber se ao ver uma coisa pela primeira vez ela virará uma febre, um viral, enfim, se realmente vai dar certo.
Com apenas 7.000 profiles cadastrados, não sei dizer se cheguei cedo demais ou se a coisa simplesmente não funcionou. De novidade mesmo não tem nenhuma. É o mesmo esquema do youtube, ou seja, pessoas que querem mostrar encontram pessoas que querem ver e o site providencia esse encontro. Os “uploads” podem ser em formato de texto ou em pdfs. Na minha breve busca, de interessante só vi fotos de gatos artisticamente pintados como zebras ou onças e uma versão pdf de uma boa história do Asterix. Será que o Scribd vai se tornar um Youtube?
Estou esperando para ver,
Filipe”
Interessante esta onda 2.0… vemos muita coisa bacana, realmente nota 10 (para você ter uma idéia, dos 15 sites considerados “aqueles que mudaram o mundo” pelo Observer, pelo menos 9 deles são de conteúdo gerado pelos usuários. E se analisarmos com detalhes, os 5 primeiros são assim também - nota: o EBay, apesar de ser “velho”, existe por conta do conteúdo gerado pelo usuário, logo, pra mim faz parte do “mundinho 2.0″ também.
Mas às vezes a gente vê boas ferramentas 2.0 mal utilizadas e que acabam pagando o pato por este mal uso. Acho que isso pode acontecer com o Scribd. Se os usuários não levantarem um conteúdo interessante, ele morre.