Louis Vuitton

Já vi campanhas similares a essa (a da Embratel, aqui do Brasil mesmo, também explora diversos países e suas peculiaridades). Mas gostei muito mais desta abordagem porque diferentemente da que foi feita pela Embratel, eu penso que houve um mais cuidado com a campanha (fato compreensível quando estamos comparando chamadas de longa distância com acessórios de luxo).

O vídeo do Keth Richards é sensacional (e ainda não está no site da campanha. Ele ‘vazou’na web… ok ok, estratégia velha de campanha, mas quando bem feita, muito eficiente).

Os depoimentos são consistentes. Fazem sentido. Especialmente se você já visitou estes locais.

Ah, e antes que eu me esqueça, estes filmes me fazem lembrar de uma frase que o NIgel Morris da Isobar disse no primeiro Proxxima: “Esqueça os 30 segundos. A gente pode ter o consumidor por muito mais tempo do que isso. Basta entregar conteúdo relevante”.

O site da campanha está aqui. Vale a visita.

E confira o vídeo do Keith Richards sobre Londres abaixo:

Marketing da esquizofrenia

Já faz um tempo que as colunas do Clive Thompson na Wired quase valem a revista. A da edição de Abril vem com um texto sobre uma nova ferramenta de comunicação: o marketing da esquizofrenia (na verdade o nome é hypersonic sound ) Para divulgar um programa do A&E cujo tema era paranormalidade, eles transmitiam a mensagem:

Quem está aí? Quem está aí?

O problema é que esse áudio (?) era transmitido como se fosse uma voz na cabeça da pessoa que se encontrava na frente do feixe de luz.

Embora isso abra novas fronteiras nas comunicação e no marketing de guerrilha, também faz com que novos níveis de medo de manipulação se instaurem na nossa vida. Imagine isso associado a uma campanha personalizada, quantas pessoas não se sentiriam loucas ou até mesmo mais inclinadas a fazer determinadas ações porque vozes na sua cabeça estavam mandando.

Tudo o que já questionei no post sobre Marketing Invisível se torna bem mais grave. Nem quero pensar no que isso poderia causar nas mãos de profissionais irresponsáveis.

Imagine só a campanha do "Compre Baton, Compre Baton" usando esse tipo de artifício…

O que o mundo pensa da Propaganda

É engraçado ver como o “mundo exterior” enxerga o mercado em que trabalhamos.

Vejam este vídeo e tirem as suas próprias conclusões. Ele é velho, de 2006. E tem um roteiro muito bom.

Lindo comercial da Schweppes


Schweppes Burst from ipub on Vimeo.

Nem tenho o que falar de um comercial desses. Fantástico. Claro, tem 1:30 e não deve ser veiculado muitas vezes na TV mas as vezes que vai passar na internet com certeza vai compensar. É mais ou menos um comercial da Bravia em dimensões reduzidas. A beleza está na idéia e no visual totalmente alinhado com o produto. Gostei.

Reuniões eficientes?

É fato cientificamente comprovado que a maioria das reuniões é absolutamente improdutiva. Com o avanço do mobile, então, as reuniões se tornaram sessões para responder e-mail e enviar SMS.

Já tentaram de tudo: petit comite, reuniões fora do ambiente de trabalho, quadros com regras para reuniões, mas nada disso funcionou.

De todas elas, vi uma que achei a mais criativa e eficiente: dar um copo de água para cada pessoa beber antes de entrar na sala de reunião. Se alguém quiser testar e postar os resultados aqui, à vontade.

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A lenda do cliente-especialista

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foto de onemillion

Ouvi dizer que volta e meia isso acontece. O cliente vem com um problema, a agência apresenta a sua sugestão de solução. Em conversas posteriores, cliente e agência fazem ajustes no plano. As vezes para se adequar ao público, outras para incluir  algum objetivo novo que o cliente quer reforçar no momento e aí, pronto. A ação já está caminhando para a produção e o cliente grita:

PARA! Estava pensando e acho melhor trocarmos isso, isso e isso dessas peças por essa sugestão aqui: _____________ (preencha com idéia genial que o cliente teve durante o banho) que ainda fica mais barato.

O atendimento fala:

Mas isso vai fugir do conceito e, desse jeito, a comunicação não terá tanto impacto.

E emenda com um discurso mais técnico para o cliente perceber que existem profissionais que sabem o que estão fazendo do outro lado.

Mas mesmo assim, o cliente responde:

Isso é besteira. Coloca isso que vai dar certo.

Se por acaso der certo, o cliente fala:

Não te disse? Eu entendo do meu negócio

Se der errado, a agência é responsabilizada. Pelo menos para os superiores do cliente.

E se a agência se negar a fazer tal alteração, fica com fama de difícil.

Quem disse que a vida seria fácil?

4º Congresso de Publicidade

A publicidade mundial definitivamente mudou. As Nakeds, Strawberry Frogs, Wieden+Kennedies, Mothers e interativas vêm mostrando uma cara nova para a comunicação. Inclusive com novos modelos de negócio.

Sinal disso é que este ano acontecerá o 4º Congresso de Publicidade. Esses congressos costumam acontecer nas épocas em que a casa da propaganda nacional está caindo - o último aconteceu 30 anos atrás.

Apesar da boa saúde financeira das agências .br no curto prazo, a longo prazo parece existir algo errado. E somos nós que estaremos vivos e trabalhando nesse longo prazo, certo?

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Naked

O futuro da propaganda e do marketing

Grande apresentação que achei no Logic+Emotion. Bons conceitos, toca em coisas que já são faladas há muito tempo em vários locais mas que efetivamente são pouco realizadas. As vezes na correria do dia a dia, outras por que o cliente não consegue dizer sim e ainda outras por culpa da própria agência que se preocupa em agradar o cliente e não em resolver seu problema.

A apresentação é do Paul Isakson e o blog dele também tem bastante coisa interessante.

Escreve que eu te leio.

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Tem gente que faz graça. Outros anunciam vagas de trabalho. Tem uns que dão conselhos. E até mesmo, alguns que revelam intimidades! Definitivamente, os “tag lines” dos mensageiros instantâneos tornaram-se os melhores canais de “manifestação instantânea” online. Estão se transformando numa espécie de “phrase book” dinâmico da era moderna.

Mas, tem gente que vai além e acaba revelando talento pra coisa. Tem um amigo webdesigner que se revelou um mestre na arte de escrever taglines surrealistas. Todo dia, presto atenção e morro de rir com as mensagens malucas do Cesão. Aí vão algumas recentes:

1. Retrocagote, a descagada. 2. Gorgolejos abissais, plasticidade subversiva. 3. Que seu último suspiro inale meu flato. 4. O demônio do maldizer mora no esgoto do meu coração. 5. Um gole de pus de dentro do penico da desesperança. 6. Arroto, o suspiro das suas entranhas. 7. Quem tem pau vai à Augusta. 8. Spárcagos, o gladiador bunda suja. 9. Pombros, o menino com ombros de pombo. 10. Destintestino - a gastromaldição.

Ética, guerrilha e polêmica

Enquanto a notícia que saiu no futepoca no dia 29 de fevereiro repercute hoje no bluebus e queimam o filme da agência que cometeu um erro de approach,  as perguntas que não querem calar são as seguintes:

1- O que é pior, ser transparente e tentar comprar um post ou tentar enganar as pessoas com personagens fingindo ser leitores dando uma “dica”? Escrevi um pouco sobre marketing invisível aqui

2- Quando os blogs deixarão de lado esse falso moralismo? Quer ganhar dinheiro ou não quer? Seja claro. É uma reposta de SIM ou NÃO.

3- E se seguirmos os links que aparecem no post denúncia que foi parar no Blue Bus hoje, onde nós chegamos? Digo no post original. Quem ganha com isso tudo?

Estou com vergonha alheia. Muita vergonha alheia. E não é da agência que errou a mão no approach.